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17 de mar. de 2017

OS ÚLTIMOS COMPANHEIROS DO CORDEIRO - APOCALIPSE 14:1-5


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Apocalipse 14 cumpre a função de ser a contraparte positiva do capítulo 13. Aqui os santos que resistem o impacto dos poderes do anticristo recebem uma recompensa gloriosa por sua fidelidade. Vemos o Cordeiro de Deus em pé entre seus seguidores (Apoc. 14:1), em um contraste evidente com a besta e seus seguidores que se apresenta em Apocalipse 13.

Enquanto os que adorem a besta levam a marca do anticristo, os companheiros do Cordeiro levam o selo do Deus vivo em suas frentes (Apoc. 14:1). Apocalipse 13 prediz a maturação da apostasia com seu número 666. Apocalipse 14 nos assegura do juízo de Babilónia e da recompensa do povo de Deus com seu número 144.000. Evidentemente, Apocalipse 14 funciona como o complemento do capítulo 13. Um erudito crítico alemão ficou tão impressionado por Apocalipse 14, que o chamou "o ponto mais elevado formal e substancial do Apocalipse".1 Enquanto que os reformadores protestantes e os movimentos de reforma modernos apelam a Apocalipse 14 para demonstrar sua chamada divina, Ellen White reconhece que ainda não se alcançou seu significado completo:

"O capítulo 14 do Apocalipse é do mais profundo interesse. Logo será compreendido em todos seus alcances, e as mensagens dadas a João o revelador serão repetidas com clareza".2

A Visão da Igreja Triunfante
"E olhei, e eis que estava o Cordeiro sobre o monte Sião, e com ele cento e quarenta e quatro mil, que em sua testa tinham escrito o nome dele e o de seu Pai. E ouvi uma voz do céu como a voz de muitas águas e como a voz de um grande trovão; e uma voz de harpistas, que tocavam com a sua harpa. E cantavam um como cântico novo diante do trono e diante dos quatro animais e dos anciãos; e ninguém podia aprender aquele cântico, senão os cento e quarenta e quatro mil que foram comprados da terra. Estes são os que não estão contaminados com mulheres, porque são virgens. Estes são os que seguem o Cordeiro para onde quer que vai. Estes são os que dentre os homens foram comprados como primícias para Deus e para o Cordeiro" (Apoc. 14:1-5).
A visão da igreja triunfante dá a conhecer a última geração de crentes cristãos que sobrevivem às ameaças finais do anticristo. Os 144.000 seguidores do Cordeiro são vitoriosos porque perseveram em sua lealdade a Cristo Jesus. Por seu rechaço a submeter-se à idolatria, venceram a besta. Demonstram que o anticristo não teve êxito em seu objetivo de estabelecer o domínio universal. Mas o céu intervirá dramaticamente no fim da era. O Cordeiro poderoso conquistará a besta em favor de seu povo do pacto. Esta segurança foi dada explicitamente pelo anjo interpretador:
"Estes [a besta e os reis da terra] combaterão contra o Cordeiro, e o Cordeiro os vencerá, porque é o Senhor dos senhores e o Rei dos reis; vencerão os que estão com ele, chamados, eleitos e fiéis" (Apoc. 17:14).
Seu cumprimento se descreve em um quadro simbólico de surpreendente resgate divino:
"E vi o céu aberto, e eis um cavalo branco. O que estava assentado sobre ele chama-se Fiel e Verdadeiro e julga e peleja com justiça" (Apoc. 19:11).
Esta visão majestosa constitui o cumprimento cristocêntrico da libertação do tempo do fim de que fala Daniel:
"Nesse tempo, se levantará Miguel, o grande príncipe, o defensor dos filhos do teu povo, e haverá tempo de angústia, qual nunca houve, desde que houve nação até àquele tempo; mas, naquele tempo, será salvo o teu povo, todo aquele que for achado inscrito no livro" (Dan. 12:1).
Tanto Daniel como Apocalipse centralizam a libertação final do povo do pacto de Deus sobre o monte Sião, "o monte glorioso e santo" (Dan. 11:45; Apoc. 14:1). O mesmo monte de ataque e de salvação se apresenta na profecia do Joel:
"E acontecerá que todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo; porque, no monte Sião e em Jerusalém, estarão os que forem salvos, como o Senhor prometeu; e, entre os sobreviventes, aqueles que o Senhor chamar" (Joel 2:32).
Desde que o rei Davi colocou o arca de Jeová, símbolo da presença e do trono de Deus, no monte Sião, este monte foi chamado "santo". Chegou a ser o lugar simbólico de libertação na tradição profética (ver Sal. 2; 46; 48; 110). É muito significativo que o Apocalipse de João representa os 144.000 seguidores do Cordeiro em pé com o Cordeiro sobre o monte Sião:
"Olhei, e eis o Cordeiro em pé sobre o monte Sião, e com ele cento e quarenta e quatro mil, tendo na fronte escrito o seu nome e o nome de seu Pai" (Apoc. 14:1).
O monte Sião ou a cidade santa (Jerusalém) estão colocados em contraposição a Babilónia, mencionada em Apocalipse 14:8, 16:19 e 17:1-6. Sião e seu santuário, seu culto religioso e seus seguidores constituem a norma da verdade salvadora pela qual Babilónia, seu culto religioso e seus seguidores são medidos no tribunal do céu. Tanto Sião como Babilónia são nomes que estão enraizados profundamente na história da salvação de Israel. Representam os arquiinimigos religiosos envoltos em um combate mortal (Jer. 50; 51; Dan. l ).

O Antecedente Veterotestamentário de Sião

Nas profecias de Israel, "Sião" é o símbolo da cidade de Deus, o lugar da presença e proteção de Deus, especialmente para os tempos messiânicos (Isa. 40-66; Zac. 1-9). O ponto em questão não é um lugar "santo" geográfico, mas sim a presença de Deus entre seu fiel povo do pacto. Sião foi o símbolo de bênção e libertação (ver Isa. 37). Esta teologia de Sião foi tornada proeminente por Isaías em seu conflito com um sacerdócio e um reinado corrompido que reclamavam o amparo de Deus como pertencendo incondicionalmente a Sião e Jerusalém literal (Isa. 28-31).

Para Isaías, "Sião" representou um povo espiritual: os que procuram o Senhor e têm a lei de Deus em seus corações (Isa. 51:1, 7). Deus disse a essa Sião: "Tu és o meu povo" (v. 16). Isaías empregou o casamento como um símbolo da fidelidade de Deus para com Sião, apesar de havê-la abandonado temporalmente "por um breve momento" quando se comportou mais como uma "meretriz" em suas relações com outras nações (31:1-3). Este significado dual de Sião foi expresso por Isaías nestas palavras:
"Porque o teu Criador é o teu marido; o SENHOR dos Exércitos é o seu nome; e o Santo de Israel é o teu Redentor; ele é chamado o Deus de toda a terra" (Isa. 54:5).
"Como se fez prostituta a cidade fiel! Ela, que estava cheia de justiça! Nela, habitava a retidão, mas, agora, homicidas" (Isa. 1:21).
Esta dupla caracterização do Sião tanto como esposa fiel e como meretriz, em momentos diferentes, forma o antecedente teológico para compreender as duas mulheres simbólicas no Apocalipse de João. O Apocalipse descreve a igreja fiel como uma esposa radiante (Apoc. 12:1), e a igreja apóstata como a grande meretriz: "Babilónia" (17:1-5).

Quais São os 144.000?

Na perspectiva profética de Joel, o povo remanescente o constitui os que estão cheios com o Espírito de Deus (Joel 2:28) e adoram ao Senhor (2:32). A criação deste povo do novo pacto só pode ocorrer depois que o Messias receba a plenitude de sua unção (Isa. 11:1, 2; 61:1-6; ver Mat. 3:16, 17). A igreja apostólica recebeu este batismo do Espírito Santo no dia de Pentecostes, conforme consta em Atos 2. Mas a perspectiva de Joel 2:28-32 evidentemente avança para adiante, ao tempo do fim, quando se efetue a separação final dos fiéis no monte Sião:
"E há de ser que todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo; porque no monte Sião e em Jerusalém haverá livramento, assim como o Senhor tem dito, e nos restantes que o Senhor chamar" (Joel 2:32).
O Apocalipse descreveu a era da primeira igreja nos capítulos 2 e 3 nas cartas de Cristo, mas os santos do tempo do fim estão representados em Apocalipse 7 como os 144.000 verdadeiros "israelitas" de todas as tribos (12 x 12.000). Esta é linguagem em clave do pacto de redenção de Deus. Seu "selamento" como "servos" de Deus por parte dos anjos os assinala como os que suportaram a prova do anticristo ao rechaçar sua "marca". Entretanto, são vitoriosos só porque confiaram "no sangue do Cordeiro" (Apoc. 7:14). Seus caracteres estão centrados em Cristo e são semelhantes a Cristo. Estão em um contraste direto com os que têm o número da besta, o 666, "um número misterioso que significa paródia e imperfeição".3

Protótipos dos 144.000 no Antigo Testamento

Dois protótipos no Antigo Testamento iluminam nossa compreensão dos 144.000. Pelo profeta Ezequiel sabemos a verdade tantas vezes passada por alto, que só o povo do pacto, o povo de Deus que é selado, permanecerá protegido no dia do juízo. Os que estejam sem o selo de Deus estão marcados para a condenação (ver Ezeq. 9:5, 6). Na última análise de Deus não haverá povo "indeciso". Apocalipse 14 mostra que está chegando o tempo quando toda a terra será levada à "maturação" ou decisão, seja para o bem ou para o mal, e depois do anjo anunciará: "A colheita da terra está amadurecida" (Apoc. 14:15). O catalisador desta maturação coletiva forma o ponto culminante de Apocalipse 14: as mensagens dos três anjos dos versículos 6-12, que se tratam nos capítulos seguintes.

Outra conexão vital entre os 144.000 em Apocalipse 14 e a profecia de Israel é a predição do Sofonías. Entre os anos 630-625 a.C., Sofonias proclamou os juízos de Deus sobre Judá e Jerusalém devido a seus compromissos com a adoração de Baal (Sof. 1:4-6). Anunciou a iminência do juízo de Deus, o dia do Senhor (vs. 7, 14), mas também incluiu a esperança surpreendente de que um remanescente fiel permaneceria leal a Deus. Seriam protegidos no "dia da ira do Senhor" (2:3, 7, NBE). Chamou-os "os humildes da terra" (v. 3), os que adoram a Deus com lábios puros e invocam o nome do Jeová para servi-lo em seu santo monte (3:9, 11). Sofonias descreve os adoradores verdadeiros com estas palavras:
"O remanescente de Israel não cometerá iniquidade, nem proferirá mentira, e na sua boca não se achará língua enganosa; porque serão apascentados, deitar-se-ão, e não haverá quem os espante" (Sof. 3:13).
O remanescente de Sofonías 3:13 e os 144.000 do Apocalipse são idênticos: "E não se achou mentira na sua boca; não têm mácula" (Apoc. 14:5). Para entender adequadamente esta caracterização dos 144.000 devemos primeiro esquadrinhar seu significado em Sofonías3. Este profeta do Antigo Testamento não aplica a "irrepreensibilidade" e a "perfeição" de Israel de uma maneira abstrata, mas sim as aplica à sua adoração do Senhor por meio da obediência à lei do pacto que está livre das mentiras do culto aos ídolos, milagres falsos e profecia falsa (ver também Deut. 18:9-13).

Paulo também caracterizou a apostasia do homem de iniquidade como "mentira" (2 Tes. 2:11). Em Apocalipse 14 se contrasta intencionalmente os 144.000 com os adoradores da besta e seu culto religioso. Esta interpretação corresponde com a outra descrição de João: "Estes são os que não estão contaminados com mulheres, porque são virgens. Estes são os que seguem o Cordeiro para onde quer que vá" (Apoc. 14:4). Ambas as orações gramaticais formam uma unidade e se explicam por si mesmas. Os 144.000 simbólicos (tanto homens como mulheres) não seguem à "mulher" caída ou às comunidades de adoração apóstata, chamada mais tarde Babilónia ou "mãe das meretrizes" (Apoc. 17:5). Seguem exclusivamente o Cordeiro de Deus.
O termo "virgem" era o título hebraico para Sião e Jerusalém em sua relação do pacto com Deus (2 Reis 19:21; Isa. 37:22; Jer. 14:17; 18:13; 31:4; Lam. 1:15; 2:13; Amós 5:2).

Os termos "adultério" e "cometer adultério ou fornicação" usam-se tanto no Antigo Testamento como no Apocalipse como símbolos de idolatria ou de culto falso (ver Êxo. 34:15; Juí. 2:17; 1 Crôn. 5:25; Apoc. 14:8; 17:2, 4;18:3, 9; 19:2). O símbolo "virgem" [parthénos] em Apocalipse 14:4 está em contraste com o termo "meretriz" [porné], e por conseguinte está de igual maneira determinado religiosamente.4 J. Massyngberde Ford oferece este útil comentário sobre os 144.000:
"À luz do significado metafórico do termo virgem, parece que Apocalipse 14:4 se refere aos anciões fiéis de Jerusalém ou a todos quão fiéis não se poluíram com a idolatria, a sensualidade (gr. thumós) da prostituição de Babilónia como no v. 8. O não estar poluídos com mulheres pode olhar atrás ao monstro feminino do capítulo 13, mas muito mais provavelmente olhe para frente à meretriz em Apocalipse 17 e 18".5

Não há justificação para interpretar literalmente um símbolo apocalíptico isolado e caracterizar os 144.000 como celibatários. O apóstolo Paulo já tinha usado o termo "virgem" [parthénos] de uma maneira simbólica para a igreja apostólica que pertencia a "um marido, a Cristo", quando escreveu: "Para lhes apresentar como uma virgem pura a Cristo" (2 Cor. 11:2). Para Paulo, a igreja desempenhava o papel de ser a noiva e esposa do Senhor ressuscitado (ver Ef. 5:31, 32; também Apoc. 19:7).

O Apocalipse mostra os 144.000 como saindo de seu conflito final com o anticristo, no que demonstraram sua lealdade suprema a Cristo. Reconhecem só a Cristo, como ovelhas que seguem a seu pastor no qual confiam (João 10:4; Apoc. 7:17). Não seguem o poder da besta. Em sua luta final com Deus recebem uma experiência mais profunda da intimidade com Cristo, a que expressam em um "cântico novo" que cantam diante do trono de Deus. "E ninguém pôde aprender o cântico, senão os cento e quarenta e quatro mil que foram comprados da terra" (Apoc. 14:3).

O "cântico novo" em Apocalipse 14 nos recorda do "novo cântico" que os 24 anciões cantam diante de Deus em Apocalipse 5:9 e 10. Louvam ao Cordeiro por sua morte como sacrifício por meio da qual "redimiu para Deus, de toda linhagem e língua e povo e nação". Este louvor de Cristo como o Cordeiro redentor de Deus será sem dúvida alguma o tema do cântico dos 144.000 depois que tenham experimentado uma libertação maior do que a que Israel experimentou sob Moisés (ver Êxo. 15). Então, podemos identificar seu novo cântico com "o cântico de Moisés, e o cântico do Cordeiro" de Apocalipse 15 que celebra sua vitória sobre a besta, sua imagem e sobre o número de seu nome:
"E cantavam o cântico de Moisés, servo de Deus, e o cântico do Cordeiro, dizendo: Grandes e maravilhosas são as tuas obras, Senhor, Deus Todo-poderoso! Justos e verdadeiros são os teus caminhos, ó Rei dos santos! Quem te não temerá, ó Senhor, e não magnificará o teu nome? Porque só tu és santo; por isso, todas as nações virão e se prostrarão diante de ti, porque os teus juízos são manifestos" (Apoc. 15:3, 4).
João descreve ademais os 144.000 de outra maneira simbólica: "Estes foram redimidos de entre os homens [e oferecidos] como primícias [aparjé] para Deus e para o Cordeiro" (Apoc. 14:4). A lei agrícola de Israel exigia que os primeiros frutos da colheita se dedicassem ao Senhor em seu templo (Lev. 23:9-14; Êxo. 23:19). Estas primícias eram também por definição as primeiras em qualidade, "o mais escolhido" da colheita (Núm. 18:12, 13; Ezeq. 44:30). Jeremias tinha chamado ao Israel uma "noiva" santa, "primícias de seus novos frutos" (Jer. 2:3). Assim considerava Deus o Israel fiel: como as primícias de sua colheita do mundo. De uma maneira similar podemos ver os 144.000 israelitas espirituais contados como as primícias da colheita da humanidade no fim da era da história. A qualidade de sua devoção ou santidade se manifesta em seu constante seguir a Cristo durante a prova final de fé (ver Apoc. 14:4, 5). Estão "com" Jesus (Apoc. 14:1; 17:14). Paulo tinha chamado a Cristo "as primícias dos que dormiram" (1 Cor. 15:20, 23), indicando que a ressurreição de Cristo é uma garantia da ressurreição dos crentes.

Como os últimos companheiros do Cordeiro na era da igreja, os 144.000 israelitas espirituais estão selados para a eternidade (Apoc. 7:1-4). São os Enoques do tempo do fim porque também "caminham com Deus" e serão "trasladados" sem experimentar a morte (Gén. 5:24; Heb. 11:5). São os Elias do tempo do fim porque combatem corajosamente contra os poderosos baalins do tempo do fim, e serão "tomados" por carros de fogo de salvação e transladados à glória (2 Reis 2:10, 11; Apoc. 19:14), o que dá a entender que os 144.000, ao ser selados como as primícias do tempo do fim, são "comprados dentre os da terra" como o começo da colheita do mundo descrita em Apocalipse 14:14-16.6

A ordem dos acontecimentos em Apocalipse 13 e 14 corresponde com a de Mateus 24: primeiro a abominação desoladora em Jerusalém, depois a aflição dos santos, seguido por seu resgate por meio de Cristo e seus anjos. É aqui onde podemos fazer a pergunta pertinente: O que é o que produz estes 144.000 israelitas verdadeiros? Como aparecem no cenário do tempo do fim?

A primeira resposta está na visão de Apocalipse 10, onde João viu "descer do céu outro anjo forte" comissionado para entregar uma mensagem especial do tempo do fim ao mundo durante o período da sexta trombeta (ver o cap. XVIII desta obra). É esta mensagem do tempo do fim de Apocalipse 10 que se desenvolve ulteriormente nas três mensagens angélicas de Apocalipse 14:6-12.



Hans K. LaRondelle

http://estudoprofecias.blogspot.com.br/2015/01/os-ultimos-companheiros-do-cordeiro.html#more


27 de fev. de 2013

Quem são os 144.000 mencionados por João?

 
  

Apocalipse 7:4-8


Nessa passagem, João menciona um grupo específico de 144.000 crentes. Será que esse é um número exato, e que o sentido da passagem é o de que apenas esse total de pessoas serão salvas? Se não, quem são eles?

Interpretação espiritual.  

Alguns consideram os "cento e quarenta e quatro mil, de todas as tribos dos filhos de Israel" como sendo uma referência espiritual aos cristãos. Entretanto, essa posição não é sustentada por fatos.
Primeiro, a palavra "tribos" nunca é empregada nas Escrituras a não ser com o sentido literal de um grupo étnico.

Além disso, se o número for levado a sério, certamente ele está muito, mas muito mesmo, abaixo do número de crentes que estarão no céu. É verdade que a Bíblia em parte alguma revela o número exato de crentes que estarão no céu, mas como há bilhões de seres humanos com vida, e como certamente há vários milhões de salvos entre esses, essa obviamente não é uma referência ao número total de pessoas redimidas em todos os tempos. 

Adicionalmente, até mesmo as dimensões físicas da Nova Jerusalém (Ap 21:16-17), para não dizer nada quanto ao restante do vasto universo criado por Deus, poderiam conter um número muito maior de pessoas do que 144.000. 

Apocalipse 7:9 declara que havia, além dos 144.000, "uma grande multidão... de todas as nações" que eram também redimidos, o que indica não somente que os salvos não se limitam a esse número, mas que a passagem tem mais sentido se tomada de forma literal. 

Interpretação literal.  

Outros tomam literalmente essa passagem como uma referência a 144.000 judeus que serão salvos durante o período da tribulação, sendo 12.000 de cada uma das 12 tribos de Israel. Observam, em primeiro lugar, que Dã não é mencionada entre as doze tribos, entrando Levi em seu lugar, uma vez que caiu na idolatria e foi praticamente eliminada. Levi, entretanto, por causa de sua função sacerdotal, não tinha recebido uma terra em herança no AT, mas então é incluída junto com as demais tribos, perfazendo as doze tribos, uma vez que cessou sua função, a qual foi cumprida por Cristo (Hb 7-10). 

Ainda como suporte à interpretação literal, temos o fato de que Jesus falou dos doze apóstolos (que sabemos terem sido literalmente 12 pessoas) assentados em "doze tronos para julgar as doze tribos de Israel" no último dia (Mt 19:28). Não há razão por que não tomar isso como uma referência literal às doze tribos de Israel. 

Adicionalmente, da última pergunta que foi respondida por Jesus antes de sua ascensão, pode-se deduzir explicitamente que ele retornará e que restaurará o reino a Israel (At 1:6-8). 

Com efeito, o apóstolo Paulo falou em Romanos 11 (cf. vv. 11-26) da restauração da nação de Israel à sua privilegiada posição anterior. 

Muitos eruditos bíblicos acreditam numa restauração literal da nação de Israel, por causa das promessas feitas por Deus aos descendentes da semente de Abraão (Gn 12; 14; 15; 17; 26), que ainda não foram cumpridas "para sempre", como foram prometidas (cf. Gn 13:15). Na melhor das hipóteses isso aconteceu apenas durante um curto período no tempo de Josué (Js 11:23).


MANUAL POPULAR de Dúvidas, Enigmas e "Contradições" da Bíblia - Norman Geisler - Thomas Howe.
http://desafioscristao.blogspot.com.br/2011/02/quem-sao-os-144000-mencionados-por-joao.html

 

21 de set. de 2011

Personagens do Fim dos Tempos




SATANÁS

Satanás sempre foi o arqui-inimigo de Deus e da humanidade. Sua função é sempre matar, roubar e destruir, conforme João 10:10. Ele é descrito em detalhes em Ezequiel 28.
Satanás sempre teve a pretensão de ser maior que Deus, conforme Isaías 14:12-13:
"Como caíste desde o céu, ó estrela da manhã, filha da alva! Como foste cortado por terra, tu que debilitavas as nações! E tu dizias no teu coração: Eu subirei ao céu, acima das estrelas de Deus exaltarei o meu trono, e no monte da congregação me assentarei, aos lados do norte."
Por isto, o diabo quer ser adorado. Veja o exemplo da tentação de Jesus no deserto, em Mateus 4:9-10:
"E disse-lhe: Tudo isto te darei se, prostrado, me adorares. Então disse-lhe Jesus: Vai-te, Satanás, porque está escrito: Ao Senhor teu Deus adorarás, e só a Ele servirás."
Satanás é mentiroso e pai da mentira, e homicida desde o princípio (João 8:44). Ele anda em derredor, querendo devorar a quem ele puder (1 Pedro 5:8). Em Apocalipse 12, Satanás é chamado de:
  • dragão grande e vermelho – destruidor e responsável pelo derramamento de sangue no mundo (vs. 3)
  • antiga serpente – lembrando Gênesis (Adão e Eva) (vs. 9)
  • diabo – acusador (vs. 9)
  • Satanás – adversário (vs. 9)
Um detalhe muito importante que devemos comentar é que Satanás não é páreo para Deus. Está ABAIXO de DEUS e jamais terá o mesmo poder que Deus. Satanás é um anjo que se rebelou contra Deus e levou vários outros anjos com ele, denominados demônios ou anjos caídos.
Satanás, na sua última tentativa de querer dominar o mundo, trava uma batalha celestial enquanto a Tribulação ocorre na terra, conforme Apocalipse 12:7-12, e é expulso do direito de se apresentar diante do trono de Deus para pedir legalidade:
"E houve batalha no céu; Miguel e os seus anjos batalhavam contra o dragão, e batalhavam o dragão e os seus anjos; mas não prevaleceram, nem mais o seu lugar se achou nos céus. E foi precipitado o grande dragão, a antiga serpente, chamada o Diabo, e Satanás, que engana todo o mundo; ele foi precipitado na terra, e os seus anjos foram lançados com ele. E ouvi uma grande voz no céu, que dizia: Agora é chegada a salvação, e a força, e o reino do nosso Deus, e o poder do seu Cristo; porque já o acusador de nossos irmãos é derrubado, o qual diante do nosso Deus os acusava de dia e de noite. E eles o venceram pelo sangue do Cordeiro e pela palavra do seu testemunho; e não amaram as suas vidas até à morte. Por isso alegrai-vos, ó céus, e vós que neles habitais. Ai dos que habitam na terra e no mar; porque o diabo desceu a vós, e tem grande ira, sabendo que já tem pouco tempo."
Isto ocorre nos exatos 3 anos e meio de Tribulação, três dias depois do anticristo ser morto com uma ferida na cabeça. Após ser expulso, o diabo desce à terra e se incorpora no anticristo, simulando uma "ressurreição", na tentativa de imitar a ressurreição de Jesus Cristo, enganando a muitos.
O objetivo do diabo sempre é destruir o povo de Deus. Em Apocalipse 12:13, a "mulher" simboliza Israel e o "filho varão" simboliza Jesus Cristo. Este versículo mostra a perseguição do diabo ao povo de Deus:
"E, quando o dragão viu que fora lançado na terra, perseguiu a mulher que dera à luz o filho homem."
O diabo será lançado no lago de fogo eternamente, no fim do Milênio e é derrotado para sempre, conforme Apocalipse 20:7-10:
"E, acabando-se os mil anos, Satanás será solto da sua prisão, e sairá a enganar as nações que estão sobre os quatro cantos da terra, Gogue e Magogue, cujo número é como a areia do mar, para as ajuntar em batalha. E subiram sobre a largura da terra, e cercaram o arraial dos santos e a cidade amada; e de Deus desceu fogo, do céu, e os devorou. E o diabo, que os enganava, foi lançado no lago de fogo e enxofre, onde está a besta e o falso profeta; e de dia e de noite serão atormentados para todo o sempre."

O ANTICRISTO

Esse personagem é mencioado principalmente nos livros de Daniel, 2 Tessalonicenses e Apocalipse. Mas quem é o anticristo e o qual o papel dele no fim dos tempos?
Primeiramente, vamos verificar inicialmente como a Bíblia define o anticristo:
A Bíblia define o anticristo como o filho da perdição e homem do pecado, conforme 2 Tessalonicenses 2:3-4:
"Ninguém de modo algum vos engane; porque isto não sucederá sem que venha primeiro a apostasia e seja revelado o homem do pecado , o filho da perdição, aquele que se opõe e se levanta contra tudo o que se chama Deus ou é objeto de adoração, de sorte que se assenta no santuário de Deus, apresentando-se como Deus."
É muito importante mencionar que "filho da perdição" foi também o termo que Jesus usou para se referir a Judas Iscariotes, em João 17:12:
"Enquanto eu estava com eles, eu os guardava no teu nome que me deste; e os conservei, e nenhum deles se perdeu, senão o filho da perdição, para que se cumprisse a Escritura."
Seria coincidência? A Bíblia afirma que Judas Iscariotes foi possuído pelo próprio Satanás, conforme Lucas 22:3-4:
"Entrou então Satanás em Judas, que tinha por sobrenome Iscariotes, que era um dos doze; e foi ele tratar com os principais sacerdotes e com os capitães de como lho entregaria."
O anticristo também será possuído pelo próprio Satanás. Paulo assim afirma em 2 Tessalonicenses 2:7-10:
  1. Pois o mistério da iniqüidade já opera; somente há ém até que seja posto fora;
  2. e então será revelado esse iníquo, a quem o Senhor Jesus matará como o sopro de sua boca e destruirá com a manifestação da sua vinda;
  3. a esse iníquo cuja vinda é segundo a eficácia de Satanás com todo o poder e sinais e prodígios de mentira,
  4. e com todo o engano da injustiça para os que perecem, porque não receberam o amor da verdade para serem salvos.   
Portanto, Judas Iscariotes e o anticristo são os únicos a serem possuídos pelo próprio Satanás, segundo a Bíblia. Em 2 Tessalonicenses 2:3-4 e 7-10 (acima citados), a Bíblia nos mostra uma das características principais do anticristo, que é se opor a tudo que é de Deus, inclusive os cristãos.
Em Daniel 7:8,11,21 e 25-26, estão também mais características do anticristo. O anticristo é descrito por Daniel como o "pequeno chifre":
8. Eu considerava os chifres, e eis que entre eles subiu outro chifre, pequeno, diante do qual três dos primeiros chifres foram arrancados; e eis que neste chifre havia olhos, como os de homem, e uma boca que falava grandes coisas.   

11. Então estive olhando, por causa da voz das grandes palavras que o chifre proferia; estive olhando até que o animal foi morto, e o seu corpo destruído; pois ele foi entregue para ser queimado pelo fogo.   

21. Enquanto eu olhava, eis que o mesmo chifre fazia guerra contra os santos, e prevalecia contra eles,   

25. Proferirá palavras contra o Altíssimo, e consumirá os santos do Altíssimo; cuidará em mudar os tempos e a lei; os santos lhe serão entregues na mão por um tempo, e tempos, e metade de um tempo.   

26. Mas o tribunal se assentará em juízo, e lhe tirará o domínio, para o destruir e para o desfazer até o fim.   

O ESPÍRITO DO ANTICRISTO

Existe um detalhe muito importante que necessitamos comentar nesse estudo. Para que o anticristo chegue ao cenário mundial com êxito, é necessária uma preparação psicológica da população mundial para que ele seja totalmente aceito assim que chegar. Assim como existe hoje a difusão na mídia de que a marca da besta seria algo bom, prático e atrativo, o mesmo ocorre de forma subliminar para que o anticristo seja aceito assim que for eleito líder mundial.
Por isso, tal como João descreveu em 1 João 4:2-4, o espírito do anticristo já opera hoje realizando exatamente esse trabalho, cujo objetivo é desacreditar a divindade de Jesus Cristo. Alguns exemplos:
  • Equipes que alegam ter encontrado o suposto túmulo com os ossos de Jesus
  • A descoberta do "Evangelho" de Judas
  • Sacerdotes da própria igreja negando o holocausto judeu da Segunda Guerra Mundial
O termo anticristo significa em oposição a Cristo, ou em oposição ao Ungido. De agora em diante, será cada vez mais frequente esse tipo de reportagem. É a intensidade da operação do espírito do anticristo aumentando até culminar na chegada do anticristo em pessoa.

A NACIONALIDADE DO ANTICRISTO

A nacionalidade do anticristo tem sido uma das maiores questões hoje. Existem apenas suposições e pistas. Vamos a elas. Apocalipse 13:1diz:
“E eu pus-me sobre a areia do mar, e vi subir do mar uma besta que tinha sete cabeças e dez chifres, e sobre os seus chifres dez diademas, e sobre as suas cabeças um nome de blasfêmia.”
Isso se refere ao mar de pessoas que vivem em volta do mar Mediterrâneo. Daqui se tira que será um gentio, não um judeu. Daniel 8:8-9 diz o seguinte:
“E o bode se engrandeceu sobremaneira; mas, estando na sua maior força, aquele grande chifre foi quebrado; e no seu lugar subiram outros quatro também insignes, para os quatro ventos do céu. E de um deles saiu um chifre muito pequeno, o qual cresceu muito para o sul, e para o oriente, e para a terra formosa.”
Em Daniel 8, Daniel tem uma visão sobre o império grego se sobrepondo ao império persa, o que sugere que o anticristo (representado pelo chifre menor) tenha, em parte, descendência grega.
Daniel 9:26 se refere ao anticristo como um príncipe que há de vir, o que quer dizer que terá também linhagem da raça que destruiu Jerusalém. Na história, essa linhagem é o império Romano, o que sugere que o anticristo também terá descendência romana.
“E depois das sessenta e duas semanas será cortado o Messias, mas não para si mesmo; e o povo do príncipe, que há de vir, destruirá a cidade e o santuário, e o seu fim será com uma inundação; e até ao fim haverá guerra; estão determinadas as assolações.” (Daniel 9:26)
Daniel 11:36-37 diz que o anticristo não fará caso do deuses de seus pais. A expressão “respeito ao Deus de seus pais” sugere que os pais do anticristo seguiam ao Deus Altíssimo. Tal fato sugere que o anticristo também terá linhagem judaica.
Nota: A tradução Almeida Corrigida Fiel é a única que nos dá a pista da descendência judia, pois traduz o versículo para “...respeito ao Deusde seus pais...”. As outras traduções, como a Almeida Revista e Atualizada e a NVI, suprimem essa informação e traduzem o mesmo versículo como “respeito aos deuses de seus pais...”, sugerindo que os pais do anticristo já seguiriam a falsos deuses, em vez do Deus Todo-Poderoso.
“E este rei fará conforme a sua vontade, e levantar-se-á, e engrandecer-se-á sobre todo deus; e contra o Deus dos deuses falará coisas espantosas, e será próspero, até que a ira se complete; porque aquilo que está determinado será feito. E não terá respeito ao Deus de seus pais, nem terá respeito ao amor das mulheres, nem a deus algum, porque sobre tudo se engrandecerá.” (Daniel 11:36-37)
Portanto, a Bíblia sugere que o anticristo terá descendência greco-romana-judaica.

O GÊNIO E O PODER DO ANTICRISTO

  1. Gênio intelectual (Daniel 7:20)
  2. Gênio de oratória (Daniel 7:20)
  3. Gênio da política (Daniel 11:21)
  4. Gênio do comércio (Daniel 8:25)
  5. Gênio militar (Daniel 8:24)
  6. Gênio em administração (Apocalipse 13:1-2)
  7. Gênio religioso (2 Tessalonicenses 2:4)


O FALSO PROFETA

 

A aparição do falso profeta é prevista por João em Apocalipse 16:13, 19:20 e 20:10:
  • Apocalipse 16:13

  • "E da boca do dragão, e da boca da besta, e da boca do falso profeta vi sair três espíritos imundos, semelhantes a rãs."
  • Apocalipse 19:20

  • "E a besta foi presa, e com ela o falso profeta, que diante dela fizera os sinais, com que enganou os que receberam o sinal da besta, e adoraram a sua imagem. Estes dois foram lançados vivos no lago de fogo que arde com enxofre."
  • Apocalipse 20:10

  • "E o diabo, que os enganava, foi lançado no lago de fogo e enxofre, onde está a besta e o falso profeta; e de dia e de noite serão atormentados para todo o sempre."
O falso profeta será o admirador número um do anticristo. Ele será o "marqueteiro" do anticristo, promovendo ao mundo que o anticristo seria o verdadeiro Messias, engrandecendo seus falsos milagres e prodígios. Apenas como exemplo, Hitler também teve seu adimirador número 1, que era Joseph Goebbels, que publicava os atos de Hitler como se fossem grandiosos, promovendo-os.
Um dado muito importante que João escreve em Apocalipse é que o falso profeta imitará Nabucodonosor (ver Daniel 2), construindo uma estátua do anticristo e obrigando a todos a adorar esta estátua, conforme Apocalipse 13:14-15:
"E engana os que habitam na terra com sinais que lhe foi permitido que fizesse em presença da besta, dizendo aos que habitam na terra que fizessem uma imagem à besta que recebera a ferida da espada e vivia. E foi-lhe concedido que desse espírito à imagem da besta, para que também a imagem da besta falasse, e fizesse que fossem mortos todos os que não adorassem a imagem da besta."
O falso profeta também será o idealizador e ministrador da marca da besta, conforme Apocalipse 13:16-18:
"E faz que a todos, pequenos e grandes, ricos e pobres, livres e servos, lhes seja posto um sinal na sua mão direita, ou nas suas testas, para que ninguém possa comprar ou vender, senão aquele que tiver o sinal, ou o nome da besta, ou o número do seu nome. Aqui há sabedoria. Aquele que tem entendimento, calcule o número da besta; porque é o número de um homem, e o seu número é seiscentos e sessenta e seis."
Com isto, Satanás tenta imitar ao Deus Triuno ao máximo, produzindo uma espécie de "trindade satânica", composta por:
  • Satanás, no papel de "pai"
  • o anticristo, no papel de "filho"
  • o falso profeta, no papel de "ajudador"
Porém, o destino final destes três será o lago de fogo e enxofre, conforme Apocalipse 20:10:
"E o diabo, que os enganava, foi lançado no lago de fogo e enxofre, onde está a besta e o falso profeta; e de dia e de noite serão atormentados para todo o sempre."


AS DUAS TESTEMUNHAS

As duas testemunhas são descritas com detalhes em Apocalipse 11:3-6:
"E darei poder às minhas duas testemunhas, e profetizarão por mil duzentos e sessenta dias, vestidas de saco. Estas são as duas oliveiras e os dois castiçais que estão diante do Deus da terra. E, se alguém lhes quiser fazer mal, fogo sairá da sua boca, e devorará os seus inimigos; e, se alguém lhes quiser fazer mal, importa que assim seja morto. Estes têm poder para fechar o céu, para que não chova, nos dias da sua profecia; e têm poder sobre as águas para convertê-las em sangue, e para ferir a terra com toda a sorte de pragas, todas quantas vezes quiserem."
Estes dois profetas sobrenaturais entrarão em cena nos primeiros 1260 dias (3 anos e meio iniciais) do período de Tribulação.
Eles serão muito poderosos, fazendo com que não chova em Israel por 1260 dias. Também terão o poder de transforar água em sangue. Por esta razão, existem hipóteses de que eles serão Moisés e Elias, pois ambos já realizaram estes milagres descritos em Apocalipse 11:6.
Eles colherão MUITAS almas, assim como as 144 mil testemunhas judaicas em Apocalipse 7. Isto despertará a ira do anticristo, que tentará matá-los de qualquer maneira. Porém, todos aqueles que se atreverem a matar as duas testemunhas durante os 1260 dias, serão queimados vivos por elas.
Apenas ao final dos 1260 dias, o anticristo pessoalmente conseguirá matar as duas testemunhas. Os corpos delas ficarão expostos durante três dias e meio. O povo que ama ao anticristo se alegrará com este acontecimento. Isto está em Apocalipse 11:7-10:
"E, quando acabarem o seu testemunho, a besta que sobe do abismo lhes fará guerra, e os vencerá, e os matará. E jazerão os seus corpos mortos na praça da grande cidade que espiritualmente se chama Sodoma e Egito, onde o seu Senhor também foi crucificado. E homens de vários povos, e tribos, e línguas, e nações verão seus corpos mortos por três dias e meio, e não permitirão que os seus corpos mortos sejam postos em sepulcros. E os que habitam na terra se regozijarão sobre eles, e se alegrarão, e mandarão presentes uns aos outros; porquanto estes dois profetas tinham atormentado os que habitam sobre a terra."
Mas depois disto, Deus as ressuscitará e as fará ascender aos céus. E logo em seguida, um violento terremoto acontecerá em Israel. Muitos, aterrorizados com estes milagres, se rendem e se convertem a Deus. Está em Apocalipse 11:11-13:
"E depois daqueles três dias e meio o espírito de vida, vindo de Deus, entrou neles; e puseram-se sobre seus pés, e caiu grande temor sobre os que os viram. E ouviram uma grande voz do céu, que lhes dizia: Subi para aqui. E subiram ao céu em uma nuvem; e os seus inimigos os viram. E naquela mesma hora houve um grande terremoto, e caiu a décima parte da cidade, e no terremoto foram mortos sete mil homens; e os demais ficaram muito atemorizados, e deram glória ao Deus do céu."



AS 144 MIL TESTEMUNHAS JUDAICAS

 

João relata o aparecimento destas 144 mil testemunhas judaicas em Apocalipse 7:1-8:
  1. E depois destas coisas vi quatro anjos que estavam sobre os quatro cantos da terra, retendo os quatro ventos da terra, para que nenhum vento soprasse sobre a terra, nem sobre o mar, nem contra árvore alguma.
  2. E vi outro anjo subir do lado do sol nascente, e que tinha o selo do Deus vivo; e clamou com grande voz aos quatro anjos, a quem fora dado o poder de danificar a terra e o mar,
  3. Dizendo: Não danifiqueis a terra, nem o mar, nem as árvores, até que hajamos assinalado nas suas testas os servos do nosso Deus.
  4. E ouvi o número dos assinalados, e eram cento e quarenta e quatro mil assinalados, de todas as tribos dos filhos de Israel.
  5. Da tribo de Judá, havia doze mil assinalados; da tribo de Rúben, doze mil assinalados; da tribo de Gade, doze mil assinalados;
  6. Da tribo de Aser, doze mil assinalados; da tribo de Naftali, doze mil assinalados; da tribo de Manassés, doze mil assinalados;
  7. Da tribo de Simeão, doze mil assinalados; da tribo de Levi, doze mil assinalados; da tribo de Issacar, doze mil assinalados;
  8. Da tribo de Zebulom, doze mil assinalados; da tribo de José, doze mil assinalados; da tribo de Benjamim, doze mil assinalados.
Estas testemunhas são servos de Deus levantados no final do primeiro quarto do período de Tribulação. Todas elas são originárias das tribos de Israel, conforme os versículos de 5 a 8.
Deus levanta estes 144 mil servos para terminar de cumprir o que está escrito em Mateus 24:14:
"E este evangelho do reino será pregado em todo o mundo, em testemunho a todas as nações, e então virá o fim."
É importante enfatizar que as testemunhas são levantadas durante o período de Tribulação. Ou seja, são novos crentes, convertidos depois do arrebatamento. Estas testemunhas atingirão a todas as nações, conforme descreve Apocalipse 7:9:
"Depois destas coisas olhei, e eis aqui uma multidão, a qual ninguém podia contar, de todas as nações, e tribos, e povos, e línguas, que estavam diante do trono, e perante o Cordeiro, trajando vestes brancas e com palmas nas suas mãos."
Elas conseguirão colher uma multidão enorme de almas durante a Tribulação, o que é um fato fabuloso, porque confirma que Deus, mesmo após o arrebatamento, ainda não desiste da humanidade. O Senhor não tem prazer na morte de ninguém:
  • Ezequiel 33:11

  • "Dize-lhes: Vivo eu, diz o Senhor DEUS, que não tenho prazer na morte do ímpio, mas em que o ímpio se converta do seu caminho, e viva. Convertei-vos, convertei-vos dos vossos maus caminhos; pois, por que razão morrereis, ó casa de Israel?"
É da vontade do Senhor que todos os homens se salvem. Está em 1 Timóteo 2:3-4:
"Porque isto é bom e agradável diante de Deus nosso Salvador, que quer que todos os homens se salvem, e venham ao conhecimento da verdade."
Mas Deus não pode forçar a ninguém a aceitá-Lo. É muito importante lembrar que Deus deu livre arbítrio ao homem e que aceitar a salvação por meio de Jesus Cristo é uma decisão individual. Deus respeita a opção do homem.
As 144 mil testemunhas receberão um "selo" na testa, algo visível (Apocalipse 7:3) da parte de Deus, que os protegerá de maneira sobrenatural durante todo o período de Tribulação. Por causa delas e das duas testemunhas sobrenaturais que aparecem em Apocalipse 11:3-6, muitas almas aceitarão a Jesus Cristo como Senhor e Salvador durante a Tribulação, compondo a multidão que ninguém podia contar" (Apocalipse 7:9).


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16 de abr. de 2011

OS 144000 ASSINALADOS


Quando João estava arrebatado em espírito no céu, ele viu quatro anjos que estavam retendo os ventos para que não atingissem a terra antes do tempo determinado (Apo. 7:1). E um outro anjo deu ordem para aqueles quatro, para que não danificassem a terra antes que os 144.000 homens fossem assinalados com o sinal de Deus (Apoc. 7:2-4).

DE acordo com o texto podemos concluir 144.000 são procedentes de todas as tribos de Israel conforme lemos em Apoc. 7:5-8.

O objetivo desses 144.000 descendentes de Israel serem assinalados por Deus é para que sejam preservados da morte durante a tribulação. Embora sofram as conseqüências e as aflições daquele período, serão conservados vivos durante todo o tempo (Apoc. 9:4)

Os 144.000 assinalados foram protegidos da mesma forma que os hebreus no Egito quando aspergiram o sangue nos umbrais das portas e se livraram da morte dos primogênitos. É análogo também a Noé e sua família salvos do dilúvio (Gen. 6:17 e 8:21).

No dia em que Jesus voltar para buscar sua igreja, todos que fizerem parte do arrebatamento irão desaparecer de sobre a terra, e a população do mundo irá diminuir muito.

Em seguida, todos os fiéis a Deus que não receberem a marca da besta irão morrer martirizados pela besta, e a população da terra irá cair novamente (Apoc. 6:9-11).

Em um dos flagelos durante a tribulação, irá morrer a quarta parte da população (Apoc. 6:8).

Na seqüência da história morre mais um terço dos que restaram (Apoc. 9:18). Até este momento, basta fazer os cálculos para ver que mais da metade da população já foi extinta da terra em menos de sete anos.

Em um momento, durante um terremoto, morrem sete mil homens numa cidade (Apoc. 11:13), e a população continua diminuindo.

Finalmente, quando Jesus volta com sua igreja, logo após a tribulação, encontra somente homens que não se arrependeram de seus pecados e diz a Palavra, que os demais foram mortos pela espada (palavra) que saia da boca de Jesus (Apoc. 19:21). Quando diz “os demais”, é evidente que se trata de todo o resto, ninguém fica de fora, mesmo porque está registrado que ninguém se arrependeu. Portanto, os únicos que permanecem vivos são os 144.000 que foram assinalados para serem preservados da morte e que eram irrepreensíveis diante de Deus.

É fácil entender porque eles foram assinalados para permanecerem vivos. Vejamos:

Deus determinou que a terra sempre seria habitada pelos homens (Gen. 1:28). Determinou também que os homens teriam possessão da terra (Sal. 37:9-11; 37:29; 37:34; 115:16), se eles não tivessem sido preservados não haveria descendência para povoar e habitar a terra.

Porém o fato mais importante é a promessa de Deus a Abraão, de que ele seria pai de muitas nações e sua descendência iria possuir a terra para sempre (Gen 17:8). Se Deus não tivesse preservado esses 144.000 judeus justos e obedientes a Jesus durante a tribulação, então a promessa a Abraão não poderia ser cumprida.

No período do milênio terra será tremendamente povoada, e quem irão repovoar a terra serão exatamente esses 144.000 judeus que foram preservados com essa finalidade, cumprindo assim a promessa de Deus para Abraão.

A Palavra de Deus trata desses 144.000 como sendo o remanescente de Israel. Os judeus sempre foram perseguidos no mundo. Hitler tentou exterminar a raça judaica, chegou a assassinar 6 milhões de judeus. mas mesmo assim Deus não permitiu que fossem exterminados.
O Apóstolo Paulo e Isaías falam sobre o remanescente de Israel, que se Deus não os tivesse preservado para a descendência, seriam exterminados (Rom.9:27-29; Isa. 1:7-9; Isa. 10:20-26). Sofonias também profetizou a respeito deles, dizendo que seriam fiéis (Sof. 3:13).

Jesus declarou que se os dias não fossem abreviados naquele tempo, nem mesmo os escolhidos conseguiriam se salvar (Mat. 24:22), e entendemos que Jesus estava falando do tempo da tribulação em relação aos 144.000. Com respeito à abreviação, não se trata de encurtar os dias, mas refere-se ao período da tribulação que será curto, cerca de apenas sete anos.

Em outra etapa da visão de João, quando ele estava posicionado na terra, ele viu novamente os 144.000 assinalados, agora na terra junto com Jesus (Apoc. 14:1-5) cantando em louvor a Deus.

Nos versículos 4 e 5 desse texto, lemos que eles eram irrepreensíveis, não se contaminaram com mulheres e eram virgens. A tendência natural do nosso raciocínio nos leva a pensar imediatamente que se tratam apenas de homens, do sexo masculino pois não se contaminaram com mulheres. Precisamos lembrar que a mulher, quando mencionada como símbolo, representa uma igreja, e não somente a igreja de Cristo, mas pode representar também uma comunidade religiosa (ver Apoc.17:1; 17:4; 17:7-8; 17:18). Portanto, essa contaminação de que fala João, se refere à idolatria, a contaminação com outros Deuses. Sempre encontramos na Palavra de Deus a comparação do pecado da idolatria como uma prostituição ou um adultério (analise Jer. 3:1).
Alem de tudo, já vimos que os 144.000 irão povoar a terra no milênio, o que seria impossível se fossem apenas do sexo masculino.

Diante de tudo que foi exposto, verificamos que Deus escolheu e assinalou descendentes de Israel , homens e mulheres fiéis a Jesus, para que não fossem mortos, e com isso, ficariam vivos para repovoar a terra durante o milênio, a exemplo do que aconteceu com Noé, e Jesus, juntamente com a igreja, estarão reinando sobre Israel na terra.

Walter Ponci