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5 de dez. de 2016

O Preparo Para a Tribulação

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Thomas Ice
 

Ao longo dos anos tem havido muitas argumentações contra o pré-tribulacionismo. Algumas tentativas são exegéticas, outras são teológicas, e algumas são práticas. Embora eu venha escutando este argumento prático específico (do preparo para a Tribulação) desde o início dos anos 1970, eu o ouvi apresentado com uma frequência muito maior no ano passado do que em todos os anos anteriores juntos. A questão que levantam é a seguinte: “Se o Arrebatamento pré-Tribulação não for verdadeiro, então a Igreja não estará preparada para passar pela Tribulação e muitos se perderão no tempo da perseguição por causa desse falso ensino”.

Não Estarão Preparados?

O trailer de um vídeo contra o pré-tribulacionismo pergunta:
E o que acontecerá se a Igreja não for arrebatada aos céus antes da Grande Tribulação como muitos estão ensinando? E o que acontecerá se a Igreja for deixada com preparo insuficiente para encarar o Anticristo e a marca da besta? E o que acontecerá se as afirmativas de Tim LaHaye sobre o Arrebatamento pré-Tribulação forem falsas? Então, a bendita esperança se tornará a infeliz esperança para milhões de pré-tribulacionistas? E o que acontecerá se os milhões que foram conduzidos ao erro pelo ensino pré-tribulacionista se tornarem parte da grande apostasia que Jesus advertiu que iria acontecer naquela hora?[1]
O mesmo trailer apresenta o anti-pré-tribulacionista Joel Richardson, declarando:
A questão do Arrebatamento pré-Tribulação versus o Arrebatamento pós-Tribulação é uma das questões pastorais mais importantes dos nossos dias. Se você é um pastor que neste momento não está preparando seu povo para enfrentar potencialmente o Anticristo e a Grande Tribulação, simplesmente porque sua denominação ensina isso, ou por outro motivo qualquer, acho pessoalmente que você está fracassando em seu papel como pastor.
De acordo com essa maneira de pensar, aparentemente, há algum ensinamento especial ou algum preparo especial em que os pastores devem estar engajados para que possam preparar seu povo para os rigores de enfrentar a Tribulação. Certamente, a Tribulação será como Jesus disse que seria: “Porque nesse tempo haverá grande tribulação, como desde o princípio do mundo até agora não tem havido e nem haverá jamais” (Mt 24.21). Mas, esta visão (da necessidade de preparo para a Tribulação) pressupõe, incorretamente, que o Novo Testamento não ensina o Arrebatamento da Igreja antes da Tribulação. Durante os últimos vinte e cinco anos tenho apresentado o ensino do Novo Testamento apoiando o pré-tribulacionismo. Contudo, mesmo que eu pressupusesse, para fins de argumentação, que a Igreja iria enfrentar a Tribulação, seria verdade que os pastores pré-tribulacionistas não teriam preparado seus rebanhos para suportarem aquele momento? A resposta é “não”!

Preparo Para a Perseguição

A chave para todo cristão sobre como tratar com a perseguição de qualquer tipo não é algum conhecimento especial de que tal perseguição está chegando; em vez disso, a chave depende do nível de maturidade do indivíduo que está passando pelas dificuldades. Na noite antes de ser crucificado, Jesus disse aos Seus discípulos no Cenáculo: “Se o mundo vos odeia, sabei que, primeiro do que a vós outros, me odiou a mim.?Se vós fôsseis do mundo, o mundo amaria o que era seu; como, todavia, não sois do mundo, pelo contrário, dele vos escolhi, por isso, o mundo vos odeia” (Jo 15.18-19). Todas as instruções do Discurso do Cenáculo (João 13-16) são instruções especiais finais aos Seus discípulos que logo se tornariam os fundadores, juntamente com Cristo, da nova era que chamamos de Igreja. A mensagem de Jesus foi que o mundo O odiava e também odiaria e perseguiria Seus seguidores. O versículo final do Discurso do Cenáculo foi projetado para encorajar aqueles que estavam destinados a se tornarem parte da Igreja. Disse Jesus naquele momento: “Estas coisas vos tenho dito para que tenhais paz em mim. No mundo, passais por aflições; mas tende bom ânimo; eu venci o mundo” (Jo 16.33).

O apóstolo Paulo ressoa a advertência de Jesus sobre a perseguição durante a Era da Igreja quando declara: “Ora, todos quantos querem viver piedosamente em Cristo Jesus serão perseguidos” (2Tm 3.12). Os crentes que realmente viverem a vida cristã são aqueles que sofrerão perseguição, seja a perseguição mais branda da mera rejeição social, ou a perseguição severa que leva à morte. O motivo para tal perseguição foi revelado por Cristo no Discurso do Cenáculo, quando Ele observou que o mundo O odeia e também odiará aqueles que viverem como Jesus. Esta verdade é ilustrada em todo o Livro de Atos à medida que a igreja primitiva divulgava o Evangelho por todo o mundo antigo. A perseguição é frequentemente a razão pela qual um escritor do Novo Testamento foi inspirado pelo Espírito Santo a escrever uma epístola a muitas das recém-formadas igrejas do primeiro século. O fato é que as dificuldades, as tribulações e a perseguição são coisas que vêm acontecendo desde a fundação da Igreja do Novo Testamento, quase dois mil anos atrás. Então, como os crentes da era presente devem tratar com essa questão?

Maturidade Cristã

O que tem preparado os crentes de qualquer época para tratarem com as dificuldades e a tribulação? Pode-se afirmar simplesmente que é a maturidade na fé. Os crentes que são amadurecidos na fé conseguem lidar com qualquer tipo de teste que Deus permita acontecer em suas vidas. Portanto, um pastor é responsável por alimentar seu rebanho com a Palavra de Deus, a qual capacita os crentes a suportarem as dificuldades que possam encontrar em seu caminho, seja dentro ou fora da Tribulação. Não fui capaz de encontrar, tampouco alguém foi capaz de me mostrar, passagens bíblicas especiais que tenham o objetivo de capacitar uma pessoa a passar pela Tribulação. Como disse Paulo aos anciãos de Éfeso em seu encontro de despedida: “Agora, pois, encomendo-vos ao Senhor e à palavra da sua graça, que tem poder para vos edificar e dar herança entre todos os que são santificados” (At 20.32). É o ensinamento da Palavra de Deus, sob a supervisão de Deus Pai, através do poder do Espírito Santo, que é capaz de edificar os crentes individualmente, preparando-os para suportarem qualquer que seja a circunstância.

Durante dois mil anos de história da Igreja, tem havido dezenas de milhões de crentes que já suportaram tremenda perseguição imposta a eles por aqueles que odeiam nosso Senhor e Salvador, sim, há dezenas de milhões que deram suas vidas por amor a Cristo. Como eles foram capazes de perseverar? Eles perseveraram porque eram sólidos na fé. Assim também será depois do Arrebatamento: aqueles que vierem à fé em Cristo perseverarão ao passarem por semelhantes perseguições, confiando no Senhor. Se a Igreja estiver “despreparada”, como os críticos do pré-tribulacionismo afirmam que acontecerá por causa do pré-tribulacionismo, será, na verdade, porque seus membros não cresceram adequadamente na fé.

É verdade que há muitíssimos crentes professos hoje, tanto pré-tribulacionistas quanto não pré-tribulacionistas, que não estão crescendo na fé como deveriam. Mas isto não acontece porque tenham uma determinada visão do momento do Arrebatamento. Em vez disso, é porque não amadureceram na fé como deveriam ter amadurecido. Vemos isto refletido por Paulo em sua primeira carta aos coríntios: “Eu, porém, irmãos, não vos pude falar como a espirituais, e sim como a carnais, como a crianças em Cristo.?Leite vos dei a beber, não vos dei alimento sólido; porque ainda não podíeis suportá-lo. Nem ainda agora podeis, porque ainda sois carnais. Porquanto, havendo entre vós ciúmes e contendas, não é assim que sois carnais e andais segundo o homem?” (1Co 3.1-3). Esses crentes tinham tido tempo para superar a infância espiritual e se tornarem crentes amadurecidos, mas escolheram não crescer. Existem muitos cristãos assim na igreja de hoje. O objetivo de muitíssimas igrejas hoje é aumentar em número e entreter o rebanho, não é ver os crentes amadurecerem e se tornarem adultos na fé.

Espalhando Mitos

Lembro-me de assistir, no início dos anos 1970, a Pat Robertson em seu programa de televisão chamado “O Clube 700”. Robertson sempre foi um pós-tribulacionista fervoroso e, portanto, um anti-pré-tribulacionista militante. Assisti a um programa no qual Corrie ten Boom era a convidada. Ela juntou-se a Robertson na crítica ao pré-tribulacionismo e contou sua tão frequentemente repetida história sobre como, na China, o Arrebatamento pré-Tribulação era ensinado aos crentes e, portanto, estes não estavam adequadamente preparados quando os comunistas tomaram o poder e impuseram uma severa perseguição aos cristãos. Recentemente, um pós-tribulacionista enviou-me um e-mail com a seguinte citação, supostamente de ten Boom a respeito desse assunto: “Fracassamos. Deveríamos ter feito com que o povo ficasse mais forte para a perseguição, em vez de dizer-lhe que Jesus voltaria primeiro. Digam ao povo como ser forte em tempos de perseguição, como permanecer firme quando a tribulação vier, como perseverar e não desanimar”. Ela disse em muitas ocasiões que os cristãos chineses não estavam preparados para a perseguição que lhes sobreveio em 1949, quando os comunistas tomaram o controle da China, porque eles estavam esperando ser arrebatados. Este simplesmente não é o caso!

O trabalho missionário evangélico teve início na China no começo dos anos 1800, e estima-se comumente que houvesse cerca de 750.000 crentes na China quando os missionários foram expulsos de lá no começo dos anos 1950. Nos anos 1970, quando foi restabelecido o contato da China com o mundo exterior, diz-se que havia dezenas de milhões de chineses cristãos lá. Hoje, estima-se que haja algumas centenas de milhões. Se a Igreja na China foi derrotada por causa do pré-tribulacionismo, então como é possível que o Evangelho tenha se espalhado e se multiplicado tão tremendamente quando lá não havia missionários de fora? Seja o que for que tenha acontecido nesses vinte e cinco anos depois que os missionários partiram de lá, o que vemos não é o resultado de uma igreja derrotada, despreparada, como a Corrie ten Boom sempre afirmou.

Desta forma, é falsa a noção de que, se o pré-tribulacionismo estiver errado – e tenho certeza de que não está errado – os crentes não estarão adequadamente equipados para a perseguição que acontecerá na Tribulação. Tal visão não é verdadeira, uma vez que a habilidade para lidar com provações e tribulações está relacionada com a maturidade espiritual das pessoas, e não simplesmente por serem avisadas que terão que passar pela tribulação. Isto é demonstrado na história pelos muitos pré-tribulacionistas que têm sido capazes de permanecer fortes em meio à perseguição durante nossa atual Era da Igreja. Maranata! 


(Thomas Ice — Pre-Trib Perspectives — Chamada.com.br)

Nota:

1. Trailer do vídeo “Left Behind or Led Astray?” [Deixados Para Trás ou Enganados?] que está por ser lançado. www.leftbehindorledastray.com – acessado em 25 de fevereiro de 2015.
Extraído de Revista Chamada da Meia-Noite setembro de 2015 


8 de out. de 2016

Haverá salvação durante a Grande Tribulação? Uma análise de Apocalipse 7.14

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I - Introdução
 
Temos visto um grande desencontro de afirmações envolvendo o versículo bíblico de Ap 7.14, acerca de quem são os salvos em questão e de que “tribulação” eles vêm. Por conta disto tivemos a curiosidade de analisar alguns pontos nas escrituras tendo a princípio como subsídio, algumas obras do original grego.
No primeiro momento, vejamos o texto em questão na versão original e em suas variações na língua portuguesa:
“… Estes são os que vieram de grande tribulação...”(Ed. Revista e Corrigida/ S.B.B. – 1995).

“... São estes os que vêm da grande tribulação...”.(Ed. Revista e Atualizada / S.B.B. – 1994).

“... Estes são os que vieram da grande tribulação...”. (Ed. Corrigida e Fiel / S.B.T. – 1994).

“... disse-me ele: Estes são os que vieram da grande tribulação...”.
(Ed. Cont de Almeida / Ed. Vida – 1999).

“... E ele disse: ‘Estes são os que vieram da grande tribulação’...”.
(N.V.I. / Ed. Vida – 2000).

“... Então ele me disse: Estes são os que atravessaram sãos e salvos a grande perseguição...”. (N.T.L.H. / S.B.B. – 2000).
Como podemos observar nos escritos originais gregos, temos uma formação gramatical (lógica e seqüencial) que em sua transliteração direta para a língua portuguesa, fatalmente incorre em uma incoerência lingüística. Como conseqüência, em algumas versões brasileiras, dada a dificuldade de um ajustamento gramático-lingüístico, houve a utilização de regras gramaticais para proporcionar uma leitura mais coerente e harmoniosa. Vejamos:

As variações apresentadas nas traduções brasileiras (R.C. “... de grande tribulação...” e R.A., C.F., C., N.V.I. “... da grande tribulação...”) em momento algum afirmam mudança de evento, tempo e lugar em decorrência da preposição utilizada. Notemos que na versão R.C., manteve-se a preposição “de”, extinguindo-se os artigos “a”. Já nas versões R.A, C.F., C., N.V.I., utiliza-se a regra gramatical da contração de preposição, onde a preposição “de” em contração com os artigos “a”, fixa-se em “da”(tomando sempre como base o texto grego em sua formação gramatical original). Neste caso, houve uma simples observação da concordância lingüística, fazendo uso da contração de preposição. Já na versão R.C., ocultou-se os artigos, porém sem se fazer à contração de preposição, o que pode provocar uma mudança no entendimento do texto, contexto, evento, tempo e lugar. Podemos até entender essa variação dada às vastas e complexas regras da gramática portuguesa. Quanto à variação na tradução do substantivo thlipsis/thlipsêos por “aflição” (N.T. Interlinear), não há interferência no sentido quanto à identificação do evento relacionado, pois, o substantivo tem esta variação gramatical. Em sua tradução pode ser igualmente entendido por ‘tribulação’, ‘aflição’ e ‘angústia’, conforme nos relata o Dic. Internacional de Teologia do N.T.; o que em momento algum sugere alguma mudança de evento, como veremos adiante.

O dicionário Vine quando analisa o substantivo (thlipsis – “tribulação”) faz uma referência bem proveitosa à passagem de Ap 7.14:
“Em Ap 7.14, a Grande Tribulação’, literalmente, ‘a tribulação, a grande’ (não estar sem o artigo), não é aquele (tempo, período, evento – G. A.) em que todos os santos tomam parte; indica um período dito pelo SENHOR em Mt 24.21,29; Mc 13.19,24, onde é mencionado que o tempo é anterior à sua vinda (para estabelecer o Reino Milenar – G.A.), e um período no qual a nação Judaica, restabelecida à Palestina mediante inacreditável instrumentalidade dos gentios, sofrerá uma explosão de fúria sem precedentes por parte dos poderes anticristãos confederados sob as ordens do homem do pecado (2 Ts 2.10-12; cf. Ap 12.13-17)”
(Dic. Vine, pg. 1037)
Ou seja, a tribulação a que se refere o texto de Ap 7.14 trata-se da “Grande Tribulação”, a da “70ª Semana de Daniel”, e não da cotidiana e corriqueira tribulação a qual todos os crentes fiéis e infiéis em geral precisam passar. Quanto a essa distinção analisaremos adiante, mas, antes vejamos o que o Dr. Stanley Horton, no seu Comentário Bíblico de Apocalipse nos relata a respeito do assunto:

“O ancião responde-lhe que estes são aqueles que vieram da ‘Grande Tribulação’ (literalmente no grego é “a tribulação” – “a grande”- G.A.). Alguns usam o verbo, que está no particípio presente “vindo”, para alegar que parte daquela grande multidão já havia passado pela tribulação nos dias do escritor do Apocalipse. Outros usam ainda este particípio, em sua idéia de continuidade, para referir-se a todos que foram salvos no decorrer da história da igreja. Deste modo, interpretam a frase “grande tribulação” como sendo uma forma hebraistica de dizer “longa tribulação”. Outros ainda lançam mão do mesmo tempo verbal para dizer que as pessoas sairão da “Grande Tribulação”, da abertura do “sétimo selo”. Os proponentes deste ponto de vista, mostram que a visão é sobre os “tempos finais”. Por isso, pegam o artigo definido, aqui usado, para chegar à conclusão de que esta é a “Grande Tribulação” dos últimos dias (Beasley – Murray, 147 / Ver: Ap 3.10 e compare com Dn 12.1 – Ref. corrigida).

Quando analisamos os relatos bíblicos contidos no capítulo sete de Apocalipse, estamos vendo os fatos presentes em plena “Grande Tribulação”, e jamais a ‘tribulação’ da história da igreja. Coerente a mesma linha de raciocínio, temos o Dr. R. N. Champlin, que em seu comentário do Novo Testamento afirma:

“A grande tribulação. É obvio que neste ponto, a referência à ‘tribulação’ é escatológica, e não histórica, visando falar acerca dos grandes dias de tribulação pelos quais, pouco antes do segundo advento de CRISTO, passará o mundo inteiro”. E segue: “Aqui está à resposta aquela indagação. A grande multidão é a companhia inumerável de mártires do período da tribulação” (a escatológica – G.A.). (Novo Testamento Interpretado Versículo por Versículo, pg. 484 – 485).

Entre todas as versões analisadas, que neste caso soma-se em número de 13 versões, apenas a versão Revista e Corrigida de Almeida coloca o texto traduzido como “... de grande tribulação...”. Podemos dizer que pelo fato de traduzir por “... de grande tribulação...”, não há qualquer possibilidade do texto reportar-se a outro evento senão a “Grande Tribulação”. Se assim fosse, mudaria todo o contexto do capítulo 7 e de todo o livro do Apocalipse. Neste caso específico, a não observação da regra gramatical em sua tradução, coloca-a em completo isolamento (o que inevitavelmente induz os “desavisados” e “apressados” a interpretarem e mudarem o sentido do texto original, como sendo outro evento, em um outro período, que não a “Grande Tribulação”). Analisamos também três versões católicas, onde todas concordam em suas traduções com a contração de preposição, fixando o texto em “... da grande tribulação...”.

Em seu texto e contexto, o capítulo 7 de Apocalipse encontra-se na seqüência cronológica das narrativas da “Grande Tribulação” (Ap 6-19). Não há como negar. Usar versículos isolados é prejuízo certo na ortodoxia bíblica, finalizando com desvio doutrinário.

A Bíblia de Estudo de Genebra, em sua nota de Ap 7.14, evidencia esta confusão causada por alguns leitores, em achar que estes salvos da “Grande Tribulação”, são a igreja arrebatada.
“Muitos vêem a ‘grande tribulação’ como um período final da perseguição, pouco antes da segunda vinda. Mas tribulações acontecem para os cristãos em toda a era da igreja, de modo que todo o tempo pode ser caracterizado como um tempo de tribulação (2 Ts 1.5-6; 2 Tm 3.1,12).” (Bíblia de Estudo de Genebra, pg. 1535)
Em uma leitura rápida, é quase inevitável a mudança no entendimento provocada pela tradução “... de grande tribulação...”; não só do evento referido, mas também dos envolvidos (os seus participantes). Faz-se então necessária uma análise especifica do termo “Tribulação”, ao longo da Bíblia, para descriminar os seus respectivos participantes.

II – A Tribulação e a Grande Tribulação
O Dicionário Internacional de Teologia do N. T. define o substantivo (thlipsis) como podendo ser igualmente traduzido por “tribulação”, “aflição” e “angústia”. (Dic. Internacional de Teologia do N.T., pg. 1658). Para podermos entender melhor a que tribulação o texto de Apocalipse 7.14 estar se referindo, apesar de que o próprio texto já diz que é da “Grande Tribulação”, precisamos distinguir a diferença entre “Tribulação” e “Grande Tribulação”. Vejamos uma rápida análise do termo “tribulação”.

A Tribulação do SENHOR JESUS
 
No mesmo dicionário referido, mais adiante, a tribulação é colocada como algo inerente, em íntima conexão com o Filho de DEUS.

“A declaração do A.T.: ‘ Muitas são as aflições do justo’ (Sl 34.19), se aplica especialmente ao Verdadeiro Justo (At 3.14-15), sendo, portanto, possível falar das ‘aflições de CRISTO’ (Cl 1.24). Não se trata apenas das aflições que sobraram para a igreja, mas também das aflições que o SENHOR padeceu no seu sofrimento sem igual (Cl 1.20,22), com o qual a igreja, conforme ela bem sabe, deve ser ligada na sua própria aflição. Passagens tais quais 2 Co 1.5, 4.10, nos permite inferir que o conceito de tais aflições era implícito na proclamação do sacrifício de CRISTO.”
(Dicionário Internacional de Teologia do Novo Testamento, pg. 1659)

Temos em passagens como Mt 26.36-44, Mc 14.32-39, Lc 22.39-45 e Jo 18.1 a revelação da verdadeira aflição passada pelo SENHOR JESUS. “E, posto em agonia, orava mais intensamente. E o seu suor tornou-se grandes gotas de sangue, que corriam até ao chão” (Lc 22.44). A agonia, igualmente considerada por “angústia”, “aflição” e “tribulação” (Dic. Aurélio), sofrida por JESUS CRISTO, as portas de seu martírio, é um exemplo claro de que nem mesmo o Filho de DEUS escapou de sofrer o seu momento de “tribulação”.

Primeiramente temos o anúncio do final trágico que estava reservado ao FILHO de DEUS. O Cálice que tomaria, simbolismo do Antigo Testamento, é utilizado para expressar sofrimento e ira Divina. “... Beber o cálice...” é tomar para si uma grande leva de sofrimento e ira, o que fatalmente o conduzi-o ao martírio (veja: Sl 75.8; Is 51.17-22; Jr 25.15; Ez 23.31-34; Mt 26.39-42; Mc 14.36 e Jo 18.11). Em segundo lugar, o Batismo final; “... receber o batismo com que sou batizado”. É o ato que sacramenta a esperança e a mensagem principal do Cristianismo: a eterna ressurreição (Rm 6.3-7). O Mesmo diante de todas as nossas limitações humanas, o que nos impossibilita de entender por completo a grandiosidade das palavras de CRISTO, não podemos aceitar que palavras tão claras e diretas, “... bebereis o cálice que EU bebo e recebereis o batismo com que Sou batizado”., sejam colocadas de lado e negligenciadas no cotidiano de uma igreja que pretende participar do arrebatamento. Querer excluir do verdadeiro Cristianismo as perseguições, os sofrimentos, as adversidades, as lutas, os obstáculos, a dor, o esforço sobre-humano (por Obra e Graça do ESPÍRITO SANTO – Jo 16.7; Rm 8.26), é heresia, é pregar outro evangelho, é enganar o povo e conduzi-los ao inferno.

Diante das adversidades em que vivemos, e poderemos vir a vivenciar, sigamos o exemplo do apóstolo Paulo: “Posso todas as coisas naquele que me fortalece”. Fp 4.13 

A Tribulação da Igreja

Quando nos voltamos para analisar o termo “tribulação” e a sua aplicação para a igreja, acabamos nos deparando com uma outra realidade vivenciada pelos cristãos. Vemos hoje em dia a fragilidade da grande maioria de seus “ocupantes” quanto ao conhecimento de causa e quanto a colocar-se em posição digna de participar das “aflições de CRISTO”. Digo isto, certo de que para o cristão chegar a este ponto precisa estar em pé (Lc 21.36; 1 Co 10.12), com uma vida santificada, pois, sabemos que de qualquer jeito o cristão não incomoda as trevas. Deixando de ser “luz” e perdendo o “gosto”, o cristão só serve para ser pisado pelo seu próprio semelhante (Mt 5.13-15). Jamais irá incomodar o reino das trevas, como acontecera com Pedro e os demais cristãos (At 5.40-41, cf. At 7.55-57); como sempre fora o ministério de Paulo (2 Co 11.16-33). Não estamos fazendo apologia ao martírio de cristãos, muito menos a submissão a uma vida de violência, mas, certos estamos em afirmar que a igreja de hoje não incomoda mais o mundo como deveria incomodar; não imprime o seu poder de influência como deveria, é só olhar para o seu próprio interior. A igreja, e a grande maioria de seus ocupantes, por mais que não queiram admitir, passaram a sofrer a influência do mundo, dos costumes seculares, etc.; o que tem acarretado na perca de princípios e valores bíblicos. Este é o resultado de “fazer parte” de uma igreja e não “ser” a igreja do CRISTO Ressurreto. Estamos a “anos luz” dos exemplos primitivos, e bem distantes daquela Assembléia de Deus de até princípio dos anos 80, quando ainda incomodava os pecadores pelo seu testemunho. Afinal de contas de quem é a culpa? Acaso seria de uma liderança que em muitos casos encontra-se hibernada na luxúria de seus templos, na luxúria dos gabinetes, dos ternos e das reuniões?. Não estariam eles mais preocupados em agradar aos “colegas” de ministério, do que defender a ortodoxia bíblica?; Não estão eles inserindo-se completamente no contexto de 2 Tm 3.1-5 e 4.3-5? Ou seria responsabilidade dos profissionais da homilética, mercadores da Palavra e mercantilistas da fé, que além de comercializarem a Palavra de DEUS, estão sempre colocando uma cortina entre a igreja e as verdades bíblicas, salvo raríssimas exceções?. Amaciam o ego da igreja, falando o que ela quer ouvir, ministrando bênçãos em troca de “aleluias”, “glória a Deus”, “convites”, “agenda”, “cachê”, “ofertas”, etc. Desviam a igreja da extrema e urgente necessidade de padecerem as aflições e tribulações por amor de CRISTO.

Devido o aumento da iniqüidade, principalmente dentro da igreja (Mt 24.12; 2 Pe 2.1-3; 1 Jo 2.18-19), o Evangelho tem se tornado cada vez mais duro, mais radical; fazendo-se necessário uma tomada de posição em defesa da Palavra do SENHOR,“Conjuro-te, pois, diante de DEUS, que há de julgar os vivos e os mortos, na vinda do seu Reino, que pregues a Palavra, instes a tempo e fora de tempo, redarguas, exortes, com toda a longaminidade e doutrina” (2 Tm 4.1-2). Certamente os números recencialistas, tão propagados na mídia, seriam mais modestos diante do recuo de muitos em deparar-se com a verdade do Evangelho (Jo 6.60-66, cf. Mc 10.38). Quando lemos texto como o de Hebreus 5.12-14, imediatamente somos levados à realidade presente de nossas igrejas. Não que tenhamos uma geração de “meninos”, antes fosse assim, mas, estamos vivendo em meio a uma geração espiritualmente anêmica, desnutrida e desprovida até do “leite” inicial. Uma geração despreparada e inconsciente do seu papel como igreja de CRISTO, inconsciente da guerra espiritual que é travada contra a igreja “fiel e verdadeira”. É muito bonito e glorioso pregar sobre o arrebatamento da igreja; muitos explodem em línguas estranhas, glórias a DEUS, etc. Tudo muito bonito e correto. O que não aceitamos é que o panorama mundial, o contexto bíblico e histórico para a igreja do arrebatamento, vem sendo trasvestido, negligenciado, e até mesmo escondido à igreja. A Bíblia relata um tempo de angústia, perseguições, injúrias, dificuldades sócio-econômicas, “espinhos na carne”; todo isso contextualizado apenas no “princípio das dores”, ou seja, para a igreja. Porém, a Bíblia também apresenta uma igreja forte, poderosa, ousada e espiritualmente progressiva, avançando diante das portas do inferno. Realidade essa que tem se restringido a alguns poucos remanescentes fiéis do SENHOR. (é preciso conferir: Mt 7.13-14, 21-23, 10.22, 24-25, 38-39, 11.12, 24.8-13). Por isto a Bíblia diz, contrariando a muitos em seus discursos (“vamos ganhar esta nação, este estado, esta cidade para Cristo”), que poucos são os que encontram a porta da salvação e só através de muito esforço, muita luta e muita tribulação. Você pode crer nestas palavras? Mas... voltemos ao assunto.

Há uma distinção entre a “tribulação” que a Igreja está sujeita, e até mesma obrigada a passar, e a “Grande Tribulação” futura, conforme adverte o apóstolo Paulo em 1 Ts 3.3-4. “Para que ninguém se comova por estas tribulações; porque vós mesmos sabeis que para isto fomos ordenados, pois, estando ainda convosco, vos predizíamos que havíamos de ser afligidos, como sucedeu, e vós o sabeis”.(leia também 1 Ts 5.2,9). Hoje, como igreja, vivemos uma tribulação atribuída às atividades dos homens e/ou de satanás; porém, quando analisamos passagens como Is 24.1, 26.21; Jl 1.15; Sf 1.18; Ap 6.16-17; 7.14; 11.8; 14.10,19; 15.4,7; 16.1,7,19; 19.1-2; não podemos negar que esse período é particularmente à hora em que as atividades serão oriundas da “Ira” e do “Juízo de DEUS” sobre toda a terra. Por esse pequeno particular este evento é chamado de “a Grande Tribulação”.

Os crentes estão implicitamente incluídos na thlipsis ao longo da história. Ficam expostos às tribulações (Mt 24.9), especialmente ao ódio, à traição e a morte. É acima de tudo um tempo de desvio (Mt 24.4-5), um tempo de teste (Mt 13.21; Mc 4.17; Lc 8.13; 1 Pe 4.12-16). Colossense 1.24 torna claro que os cristãos experimentam as aflições em solidariedade a JESUS CRISTO. “Regozijo-me agora no que padeço por vós, e na minha carne cumpro o resto das aflições de CRISTO, pelo seu corpo, que é a igreja”. Este é um pensamento natural e familiar nos escritos do apóstolo Paulo. Esta verdade, outrossim, é declarada várias vezes no Novo Testamento. Jo 16.33 “Tenho-vos dito isto, para que em mim tenhais paz; no mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo, eu venci o mundo”. ; At 14.22 “Confirmando os ânimos dos discípulos, exortando-os a permanecer na fé, pois que por muitas tribulações nos importa entrar no reino de DEUS.”; e expressa de um modo mais claro em 1 Ts 3.3, onde Paulo escreve mandando Timóteo exortar a igreja “A fim de que ninguém se inquiete com as tribulações, porque vós mesmos sabeis que estamos designados para isto - eis touto keimetha ” (1 Pe 2.21). Como resultado, a tribulação já é uma realidade na situação do Novo Testamento. A igreja em Jerusalém (At 11.19), em Corinto (2 Co 1.4), em Tessalônica (1 Ts 1.6, 3.3) e na Macedônia de modo geral (2 Co 8.2), já vivenciavam as aflições que lhes eram designadas pelo amor ao seu SENHOR; aflições essas que tinham sempre o propósito de produzir esperança (Rm 5.3ss). Vejamos como Paulo deixa claro que a igreja tem de passar por essas tribulações:

O texto de Ap 12.10-12 retrata a fúria de satanás para com os fiéis do SENHOR. É bem verdade, como já disse, que o referido texto encontra-se na seqüência cronológica da “Grande Tribulação”. Em observação conjunta com 1 Pe 4.12-14 e 5.8-9, temos o entendimento da forma de atuação de satanás para com a igreja do SENHOR (verifique todo o contexto dos caps. 3-5).

Poderíamos relacionar uma série de versículos que nos remetem tanto a “tribulação” momentânea, como “a Grande Tribulação”, mas, não querendo fazer destas observações algo complexo, optamos por algumas poucas referências, porém, de grande relevância para o assunto.

A Grande Tribulação
 
Diferente de tudo o que já vimos, a Bíblia refere-se a um evento futuro chamado de “A Grande Tribulação”, a qual temos analisado especificamente em Ap 7.14. Esse evento também é encontrado na Bíblia por outros nomes como: “O Dia do SENHOR”, “Dia da Ira de DEUS”, “Angústia de Jacó”. Será o tempo da manifestação do Juízo de DEUS sobre toda a terra. Participam dela o trio satânico (a besta, o anticristo e o falso profeta), os judeus e os gentios, entre estes os crentes não arrebatados. É um evento determinado por DEUS (Zc 13.8-9), onde grande será a angústia (Jr 30.5-7) e acontecerá após a retirada da igreja (2 Ts 2.6-7; Ap 3.10). Mas, ainda podemos relacionar entre os alvos da “Grande Tribulação” o seguinte: 1º- Julgar os que rejeitaram a CRISTO (1 Ts 5.1-11; Ap 6.16-17); 2º- Desnudar a hipocrisia do sistema mundano (2 Ts 2.8; Ap 19.15,20-21); 3º- Desestabilizar o reino do anticristo (2 Ts 2.8) e preparar a humanidade para o estabelecimento do Reino Milenal do SENHOR JESUS.

Há uma observação importante que devemos fazer ao analisarmos tudo que se refere à tribulação. Devemos estar atentos aos fatos e acontecimentos nos dias atuais e confrontá-los com a cronologia bíblica. A “Grande Tribulação” segue uma ordem de eventos de como ocorrerá durante a “70ª Semana de Daniel ”. “Porque haverá então grande aflição, como nunca houve desde o princípio do mundo até agora, nem tampouco há de haver”. (Mt 24.21). Apesar da falsa paz, evento que acontecerá nos primeiros 3 ½ anos, não devemos deixar de considerar todo o período da “70ª Semana de Daniel” por a “Grande Tribulação”. Durante a primeira metade da semana haverá perseguição sobre todos os moradores da terra (Ap 13.16-17), mas, não uma perseguição aos moldes do final deste período, porém, uma perseguição sorrateira e disfarçada com a implantação de um sistema político-sócio-econômico, oprimindo a humanidade e submetendo-a ao anticristo. Será retirada a “liberdade” que temos hoje em dia, implantando uma nova “ordem mundial” para o estabelecimento do seu governo. Classificamos a perseguição como “sorrateira” e “disfarçada”, porque para aqueles que certamente se identificarão com o sistema de governo do anticristo, vislumbrando nele e no falso profeta o poder para a solução de todos os problemas (Ap 13.5,7, 11-17) e enganados pelo espírito da mentira (2 Ts 2.3,10-11), será um tempo de grandes soluções; tudo estará bem a princípio. Porém, para os fiéis do SENHOR, será um tempo de angústia e perseguição. Estes serão tidos por infiéis, no ponto de vista mundial, e precisam ser eliminados (Ap 13.7,15). Entretanto, todos os que adorarem a besta se depararão com um final trágico (Ap 13.7-8; 20.15). Para que o anticristo governe e estabeleça a “falsa paz”, terá ele que possuir o domínio sobre todas as nações, estabelecendo assim um governo mundial. Apesar de haver “paz”, não significa dizer que a terra não esteja passando pela “Grande Tribulação”. Este período caracteriza-se pela aquisição do poder e o governo mundial pelo maior adversário de DEUS em toda a história da humanidade (Ap 13).

III - A Salvação na Grande Tribulação. (Ap 6.9-11 e 7.14)

Haverá salvação durante a grande tribulação? Crendo já ter ficado claro que Ap 7.14 não se refere em momento algum aos crentes do arrebatamento, mas, sim aos salvos oriundos do período tribulacional da “70ª Semana de Daniel”; queremos fazer algumas considerações para concluir esta linha de pensamento.
Os comentadores da Bíblia de Estudo Pentecostal fazem a seguinte afirmação acerca desta salvação:

“Durante o período da Tribulação, muitos entre judeus e gentios crerão em JESUS CRISTO e serão salvos (Dt 4.30-31; Os 5.15; Ap 7.9-17, 14.6-7). Será um tempo de grande sofrimento e de perseguição pavorosa para todos quantos permanecerem fiéis a DEUS (Ap 12.17, 13.15). A Grande Tribulação termina quando vier JESUS CRISTO em Glória, com a sua noiva (Ap 19.7-8,14), para efetuar o livramento aos fiéis remanescente e o juízo e destruição aos ímpios (Ez 20.34-38; Mt 24.29-31; Lc 19.11-27; Ap 19.11-21)”. (Bíblia de Estudo Pentecostal, pg 1439).

Em Ap 13.15 temos a clara afirmação acerca da salvação durante a “Grande Tribulação”, onde os opositores da besta serão martirizados. Neste caso, portanto, está mais que provado que haverá salvação durante a “Grande Tribulação”, “E foi-lhe concedido que desse espírito à imagem da besta, para que também a imagem da besta falasse e fizesse que fossem mortos todos os que não adorassem a imagem da besta”. Não vemos a menor necessidade de incluir em nosso comentário o martírio de judeus, pois também serão mortos e, assim sendo, salvos durante a grande tribulação, por se oporem ao anticristo e ao falso profeta. Esta perseguição aumentará após o rompimento do concerto firmado entre ambos, conforme Daniel 9.27. O objetivo principal deste trabalho é focar a salvação gentílica durante o período tribulacional.
Em seu comentário de Ap 3.10, a Bíblia de Estudo Pentecostal afirma completamente a ocorrência da salvação durante este período.
“Esse período de provação também inclui a ira de satanás contra os fiéis, i.e., contra os que aceitarem a CRISTO durante este período terrível. Para eles haverá fome, sede, exposição às intempéries (Ap 7.16) e muito sofrimento e lágrimas (Ap 7.9-17; Dn12. 10; Mt 24.15-21). Experimentarão de modo indireto as catástrofes naturais da guerra, da fome e da morte. Serão perseguidos, torturados e muitos sofrerão o martírio (Ap 6.11, 13.7, 14.13). Sofrerão as assolações de satanás e das forças demoníacas (Ap 9.3-5, 12.12), violência de homens ímpios e perseguição da parte do anticristo (Ap 6.9; 12.17; 13.15-17). Perderão suas casas e terão de fugir, aterrorizados (Mt 24.15-20). Será um período terrivelmente calamitoso para quem tiver família e filhos (Mt 24.19); será tão terrível, que os santos que morrerem são tidos por Bem-aventurados; porque descansam da sua lida e ficam livres da perseguição (Ap 14.13)”.
(Bíblia de Estudo Pentecostal, pg. 1987).
E completando a distinção entre igreja arrebatada e os salvos da “Grande Tribulação”, segue afirmando:
“Quanto aos vencedores anteriores aquele tempo (ver 2.7 – nota; Lc 21.36 – nota), DEUS os preservará da tribulação, através do arrebatamento, quando os fiéis encontrarão o SENHOR nos ares, antes de DEUS derramar a sua ira (ver: Jo 14.3)...” (Bíblia de Estudo Pentecostal, pg. 1987).
Para que não venha haver salvação durante “a Grande Tribulação”, teremos que encontrar uma forma diferente de entender o que a Bíblia relata sobre alguns fatos, o que inevitavelmente nos provoca algumas perguntas. Dentre elas:

1º- Qual é a finalidade dos 144.000 selados de Israel? Onde, a quem e porque terão eles um ministério?
2º- Apenas os Judeus participarão do Milênio? Haverá outras nações (povos/raças) oriundas da “Grande Tribulação” participando do Milênio?
3º- Apenas os judeus sobreviveram a “Grande Tribulação”?
4º- Quem são os salvos que morreram por não adorarem a besta e rejeitarem seu sinal durante “a Grande Tribulação” Ap 20.4? Seriam apenas judeus?

Há um plano Divino para as nações gentílicas que deverá se cumprir no período da “Grande Tribulação”, a fim de conduzi-las a salvação e a benção do Milênio (Is 49.6, caps. 60,62-63). Temos uma revelação pelo próprio SENHOR em Mt 25.31-40, onde na sua volta em glória irá apartar os “bodes das ovelhas”, entre todas as nações, afirmando assim a entrada de gentios no Reino Milenar.

Diante de tamanha clareza bíblica acerca do tema aqui tratado, não havia necessidade de se utilizar tantas referências extras bíblicas como temos feito. O uso dessas referências é por sabermos que estamos vivendo o pleno cumprimento profético de 2 Tm 3.1-5 e 4.3-5, como já citados anteriormente. Infelizmente, para os homens, necessitamos dos “mesmos” para subsidiar algo tão claro e notório na Palavra de DEUS; como se houvesse a necessidade da criação confirmar as Palavras do Criador (Is 29.16, 45.9; Rm 9.20). Mas enquanto houver coerência bíblica, nas palavras dos homens, recorreremos aos “tais” para a satisfação dos “mesmos”. Dar-lhes-emos aquilo que os “próprios” querem, crêem e confiam, conquanto que o nome de CRISTO seja glorificado. Sendo assim... . Em seu livro “Nosso Destino”, o Dr. Stanley Horton comenta algo muito proveitoso.

“Um dos anciãos diz a João que esses vestidos de vestes brancas são os que vieram da grande tribulação... .Portanto, a ‘multidão a qual ninguém podia contar’, seria o número completo dos remidos que terminaram o seu tempo de provação na terra e que estão diante de DEUS. Assim sendo, vêm da grande tribulação final e são mártires acrescentados ao número de conservos e irmãos revelados na visão do quinto selo...”. (Nosso Destino, pg. 100).

IV - Conclusão
 
Em momento algum estamos defendendo uma vida relapsa por conta dos cristãos de hoje ao defendermos a possibilidade da salvação durante o período da “Grande Tribulação”, o que certamente dificultará e poderá causar a perca da salvação, principalmente por ser o arrebatamento para a igreja uma oportunidade ímpar à salvação; única em suas particularidades. Veja o conselho bíblico em Ap 20.6.

Hoje, vivemos em um mundo com plena liberdade de fé, de culto, de pensamentos, de trânsito e até, em alguns particulares, liberdade em nossas vontades, com algumas poucas exceções. Com toda essa “liberdade” necessitamos, ainda assim, empregar muito esforço para alcançar a salvação (Lc 16.16).

Vislumbrando o panorama atual e com todas essas “regalias”, não tem sido nada fácil manter uma vida santa, casta e irrepreensível como nos orienta a Palavra. Sendo assim, o que então não está reservado aos que tiverem que passar pelo “Grande Dia do SENHOR”? Fome, pestes, guerras, perseguições, violência, martírios, escravidão, controle total de ações, catástrofes naturais, tudo isso em proporções jamais vistas na história da humanidade. (Ap caps. 6-19)

Esperamos ter, de alguma forma, ajudado algum leitor a chegar à consciência, ao despertamento de que o tempo é hoje para se buscar e conservar a salvação. Como diz o escritor aos Hebreus. Hb 2.3

Sugerimos para uma leitura complementar as referências: Mt 11.12, 24.12-13; Lc 13.23-24, 18.8; Rm 11.21-22; 1 Co 1.8, 10.12; Fp 2.14-15; Cl 1.21-23; 1 Ts 3.13, 5.23; 2 Ts 2.3; 1 Tm 4.1; 2 Tm 3.1-5, 4.3-5. É imprescindível a leitura de todas as referências citadas para o entendimento contextual (bíblico) do tema aqui analisado.



Marcello Melo

FONTE:
http://www.webservos.com.br/gospel/estudos/estudos_show.asp?id=2409

30 de set. de 2016

Será que vai haver uma segunda chance de salvação após o Arrebatamento?


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Alguns intérpretes da Bíblia acreditam que não haverá absolutamente nenhuma chance de salvação após o Arrebatamento. No entanto, não há nenhum lugar na Bíblia que diga ou sequer sugira isso. Haverá muitas pessoas vindo a Cristo durante a Tribulação. As 144.000 testemunhas judaicas (Apocalipse 7:4) são crentes judeus. Se ninguém puder vir a Cristo durante a Tribulação, então por que as pessoas estão sendo decapitadas por sua fé (Apocalipse 20:4)? Nenhuma passagem das Escrituras argumenta contra as pessoas terem uma chance de serem salvas após o Arrebatamento. Muitas passagens indicam o contrário.

Uma outra ideia é que aqueles que ouvem e rejeitam o evangelho antes do Arrebatamento não podem ser salvos. Os  durante a Tribulação, então, são aqueles que nunca tinham ouvido o evangelho antes do Arrebatamento. O "texto de prova" para este ponto de vista é 2 Tessalonicenses 2:9-11, que diz que o Anticristo fará milagres para enganar "os que perecem" e que o próprio Deus vai enviar-lhes "a operação do erro" para confirmá-los em sua incredulidade . A razão dada é que "não receberam o amor da verdade para serem salvos" (v. 10). Com certeza aqueles que têm duros corações para o evangelho antes do Arrebatamento provavelmente permanecerão assim. E o Anticristo enganará a muitos (Mateus 24:5). Entretanto, aqueles que "não receberam o amor da verdade" não se referem necessariamente a pessoas que ouviram o evangelho antes do Arrebatamento. Pode ser qualquer um que rejeite totalmente a salvação de Deus, a qualquer momento. Assim, não há nenhuma evidência clara das escrituras para apoiar este ponto de vista.

Apocalipse 6:9-11 fala daqueles martirizados durante a tribulação "por causa da palavra de Deus e por causa do testemunho que deram". Estes mártires corretamente interpretarão o que veem durante a Tribulação, crerão eles mesmos no evangelho e chamarão outras pessoas ao arrependimento e a crer também. O Anticristo e seus seguidores não vão tolerar o seu evangelismo e irão matá-los. Todos esses mártires são pessoas que estavam vivas antes do Arrebatamento, mas que não se converteram até depois. Portanto, deve haver uma oportunidade para vir a Cristo em fé após o Arrebatamento.
 
 
FONTE:
http://www.gotquestions.org/Portugues/segunda-chance-salvacao-depois-Arrebatamento.html
 
 

8 de abr. de 2016

CRONOGRAMA DA TRIBULAÇÃO



A série de eventos relacionados com a fase de tribulação profetizada na Bíblia para os tempos finais tem sido citada e comentada diversas vezes durante a história do cristianismo.
O que fica patente é que, apesar de manterem uma mesma linha central de interpretação, as muitas versões e comentários feitos apresentam algumas diferenças de interpretação no que se refere à ordem cronológica dos últimos acontecimentos. 
Graças ao fato de vivermos no limiar desses acontecimentos, temos certa vantagem sobre pessoas que viveram há dezenas ou até centenas de anos. Hoje, temos uma melhor idéia do que podem significar literalmente as profecias apocalípticas, por estarmos vivendo no tempo do seu cumprimento.
Não esqueçamos que João, ao escrever o Apocalipse, expressou as visões e revelações divinas e os fatos surpreendentes que aconteceriam no final dos tempos, com as suas palavras e com a limitação tecnológica própria de quem vivia há 2.000 anos.
Hoje, vivendo o avanço tecnológico profetizado no livro de Daniel e já observando o surgimento do sistema político-religioso que servirá como base de atuação para o anticristo, podemos descobrir e entender mais precisamente as maravilhosas revelações apocalípticas e a seqüência de acontecimentos profetizados.
É por essa razão que este artigo poderá sofrer contínuas atualizações, pois, paulatinamente, o quadro profético geral fica mais claro e detalhado.
Apesar de muitos atribuírem à tribulação um período mais extenso, somos levados a considerar tecnicamente como período de tribulação os sete anos anteriores à segunda vinda de Jesus e a conseqüente derrota da besta e seu sistema.
É claro que atualmente vivemos tempos difíceis, porém é importante não confundi-los com a tribulação final de sete anos, da qual faz parte a grande tribulação, um período de três anos e meio, na segunda metade da tribulação.
Para considerar o período tribulacional como um período de sete anos, tomamos como base uma interpretação futurista da última semana de Daniel.

CONDIÇÕES PRÉVIAS

É praticamente impossível traçar uma seqüência totalmente exata de cada evento que está porvir, haja vista que a prioridade na revelação apocalíptica não é narrar fatos seqüenciados de forma metódica e sim revelar a derrota do mal de forma definitiva no universo.
Estamos vivendo o que Jesus em seu sermão profético chamou de "princípio de dores", ou seja, uma série de conflitos e catástrofes iniciais que vão resultar na instalação do novo sistema de governo mundial e na chegada da tribulação em si.
Jesus profetizou que nações se levantariam contra nações, reinos contra reinos, e que haveria pestes, fomes e terremotos. Esse cenário de guerras, fome e morte se encaixa perfeitamente na descrição dos quatro cavaleiros do Apocalipse (Ap. 6:1-18).
Cremos que as forças hegemônicas que hoje dominam o mundo serão enfraquecidas e darão lugar a um sistema cada vez mais unificado e aparentemente solidário.
Entendemos que, no final deste período do princípio de dores, haverá um rápido período de transição, paz humana e reordenamento mundial.
As profecias bíblicas, principalmente as de Obadias e Jeremias, nos levam a acreditar que no período de conflitos do princípio de dores, alguns povos e grupos religiosos mais radicais e fundamentalistas serão exterminados (Ob.1:1-14). Isso explicaria três questões básicas:
1) O governo do anticristo e do falso profeta terá apoio mundial total, exceto dos cristãos verdadeiros, os quais não aceitarão a marca da besta nem adorarão a sua imagem. Porém, hoje existe uma religião que, mesmo não sendo cristã, se oporia radicalmente ao domínio político e espiritual do anticristo.
Estamos falando do islamismo. Por isso, acreditamos que nos conflitos inseridos no princípio de dores, os povos muçulmanos poderão ser, de alguma maneira, silenciados, enganados ou destruídos, possivelmente por algum país hegemônico mundial ou por Israel, ou mesmo ambos.
2) É necessário que o templo judeu seja reconstruído em Jerusalém, para que nele se cumpra a abominação desoladora profetizada por Daniel em Daniel 9:27 e confirmada por Jesus em Mateus 24:15.
A abominação desoladora marcará o começo da grande tribulação, período de três anos e meio que marca a segunda metade da tribulação, quando o anticristo se sentará no trono do templo e profanará o santo lugar (Daniel 11:30-32, II Tessalonicenses 2:3-4).
No lugar em que deve ser reconstruído o templo judaico, hoje existe uma mesquita muçulmana, o que novamente nos leva a acreditar num desfecho radical envolvendo os islamitas (pelo menos aqueles que habitam no Oriente Médio) ou num surpreendente acordo de paz, o qual poderá ser o acordo de que trata Daniel 9:27.
3) Quando Ezequiel descreve a invasão de Gogue e Magogue contra Israel, que muito provavelmente se dará bem próximo ao início do período de tribulação de sete anos, ele nos revela que quando isso acontecer, Israel estará habitando sua terra "em paz", uma realidade muito diferente da que observamos hoje nos noticiários!
Algo radical e transformador deve acontecer no Oriente Médio para que essa profecia se cumpra e traga esse período de relativa tranqüilidade. Após essa fase de transição malignamente pacífica, que deve durar pouco tempo, um evento quebrará subitamente essa realidade.
Vindos do norte, Gogue e seus aliados tentarão invadir Israel. Se em qualquer mapa mundial você traçar uma linha vertical partindo de Jerusalém indo rumo ao norte, a linha passará por Moscou, capital da Rússia...
Ezequiel revela que Gogue estará acompanhado de um vasto exército de diferentes nações aliadas. 

OS DEZ CHIFRES E A ASCENSÃO DO ANTICRISTO

Ao analisarmos detalhadamente o sistema político que dará sustentação ao anticristo, notamos que o próprio terá dez chifres. Como já vimos, cada chifre representa uma nação ou bloco de nações.
Em Apocalipse 17:12 diz que os dez chifres, em determinado momento, entregarão o seu poder e domínio à besta. Muito provavelmente, isso ocorrerá ainda no período de transição. Porém, Daniel revela que quando o anticristo surgir derrubará três dos dez chifres (Daniel 7:8).
Os três chifres que cairão e que pertenciam aos dez primeiros, possivelmente serão os derrotados na invasão de Gogue e Magogue (Rússia mais outros dois). A partir deste momento começa o período de sete anos denominado tribulação.
É lógico afirmar que, durante a época de transição que antecederá os sete anos e na qual receberá o poder delegado pelos dez chifres, o anticristo não passará de um político admirável e aclamado por todas as nações (inclusive por Israel), por causa das soluções pragmáticas e populares que trará.
Próximo ao começo da tribulação, porém, algo espantoso e sobrenatural acontecerá. Ezequiel afirma que os exércitos de Gogue e seus aliados serão exterminados "sem intervir mão humana", ou seja milagrosamente, num livramento divino para a nação israelense.
É importante estar preparado para a possibilidade de o falso profeta atribuir esse livramento sobrenatural ao anticristo, começando neste instante a adoração mundial para o mesmo e o reconhecimento do povo judaico à besta.
Embora ter começado a surgir antes mesmo dos sete anos tribulacionais, o anticristo só começará sua perseguição implacável e aberta contra o povo judeu e a Igreja cristã a partir da segunda metade da tribulação, denominada "grande tribulação", um período de três anos e meio (Apocalipse 13:5-7 e Daniel 7:24-25), período que começará com a quebra do acordo feito entre a besta e a nação israelense e com a maligna abominação desoladora em Jerusalém.
Antes desse período, o anticristo terá uma atitude de aparente união com Israel, firmando, muito provavelmente após a derrota de Gogue e Magogue, um tratado de paz para "proteger" Israel.
Ele será aceito e aclamado pelos judeus, como vimos anteriormente. Por sua vez, antes da grande tribulação, os cristãos verdadeiros serão perseguidos apenas a nível policial, político e social, pelo fato de não aceitarem os planos iniciais da Nova Ordem Mundial nem o domínio mundial da besta.
Cremos que essa perseguição inicial não será uniforme em todas as nações e não assumirá necessariamente um caráter anticristão específico num primeiro momento.
A partir do momento que a máscara do anticristo cair, no começo da grande tribulação, é que a perseguição contra a Igreja e Israel assumirá um caráter abertamente espiritual, maligno e implacável. 

CALCULANDO A ÚLTIMA SEMANA 

Quando comparamos as revelações contidas no livro de Daniel com aquelas registradas no Apocalipse, podemos ter uma visão mais ampla de como os eventos se darão na 70ª semana de Daniel, período de 7 anos que, segundo entendemos, marca a tribulação que antecederá a gloriosa volta do Salvador.
 
PONTO (A): Começo da tribulação

PONTO (B): Começo do oferecimento de sacrifícios no Templo reconstruído 
PONTO (C): Metade da tribulação e começo da grande tribulação 
PONTO (D): Final do período tribulacional 
PONTO (E): Purificação do santuário 
PONTO (F): Descida de Jesus no Monte das Oliveiras, derrota dos exércitos do anticristo e começo do reino eterno de Cristo. 
O esquema acima procura definir a ordem dos acontecimentos que terão lugar na última semana de Daniel, num período de sete anos denominado tribulação, e as conseqüências posteriores desses acontecimentos.
Esse esquema foi elaborado com base nas profecias de Daniel e do Apocalipse e nos dados que elas nos oferecem. No entanto, serve apenas para apresentar-nos uma noção do período tribulacional, sem chamar para si nenhuma infalibilidade em seus cálculos.
Em relação ao ponto inicial (A), é lógico supor que o anticristo surgirá num momento anterior a esse ponto, talvez anos antes. O ponto (A), determina o começo do período de sete anos.
O evento que dá lugar ao começo dos sete anos de tribulação é o pacto de paz feito entre a besta e Israel (Daniel 9:27).
Do ponto (A até o ponto (B), transcorrem 250 dias. No ponto (B) começam a ser oferecidos os sacrifícios no Templo de Jerusalém, devidamente reconstruído meses ou anos antes (Daniel 8:13).
Do ponto (B) até o ponto (C), transcorrem 1010 dias. O ponto (C) marca a metade exata do período tribulacional e o começo do período denominado grande tribulação. Neste ponto, o anticristo profanará o Templo e fará cessar os sacrifícios, estabelecendo a abominação desoladora (Mateus 24:15-21, Daniel 9:27).
Parte da Igreja foge e é preservada nesses três anos e meio e uma outra parte fica no sistema para testemunhar (Mateus 24:16-20, Apocalipse 12:6-16, Apocalipse 12:17).
Nesse ponto começa o ministério das duas testemunhas (Apocalipse 11), que se estende por toda grande tribulação (42 meses ou 1260 dias). Conseqüentemente, o período que vai do ponto (C) até o ponto (D) é de 42 meses ou 1260 dias.
No ponto (D) se completa o período tribulacional de sete anos ou a última semana de Daniel. Neste ponto, as duas testemunhas são assassinadas pelo anticristo (Apocalipse 11:3-7). Os corpos das duas testemunhas ficarão expostos para a população mundial por três dias e meio.
Conseqüentemente, do ponto (D) até a ressurreição das duas testemunhas, transcorrem três dias e meio. Nesse momento, as duas testemunhas são ressuscitadas pel Altíssimo, para assombro de todos e ascendem aos céus (Apocalipse 11:11-15).
Da ressurreição das duas testemunhas até o ponto (E), transcorrerão 26 dias e meio. Cremos que, após o Templo ter sido purificado pelos judeus no ponto (E), 26 dias e meio após a ressurreição das 2 testemunhas e 30 dias após o término da grande tribulação de 42 meses, o anticristo reunirá seus exércitos no Armagedom para destruir Israel.
Entendemos que isso se dará imediatamente depois que o sol e a lua escurecerem, sinais que parecem estar contidos na quinta taça (Apocalipse 16:10). O sol e a lua escurecendo, sinais que ocorrem logo após a grande tribulação (Mateus 24:29), são os sinais que anunciam o DIA DO SENHOR.
A partir desse momento, inserido entre os pontos (E) e (F), o arrebatamento da Igreja torna-se iminente. Neste ponto, o sol e a lua escurecerão, as estrelas "se moverão de lugar", e então aparecerá nos céus completamente escuros o sinal do Filho do homem, como um relâmpago, visto por toda a humanidade! (Mateus 24:27-31, Apocalipse 6:12-17).
Neste momento, ao soar da última trombeta, ocorrerá o arrebatamento, o momento maravilhoso em que a Igreja se reunirá com Cristo nas nuvens. Os que estiverem mortos, serão ressuscitados e glorificados. Os que estiverem vivos, serão transformados e glorificados (I Coríntios 15:51-52, I Tessalonicenses 4:15-18, Apocalipse 15:13-16, Apocalipse 19: 7-9).
Todos esses eventos gloriosos gerarão a conversão de Israel e o reconhecimento do Messias prometido (Romanos 11:26-27, Zacarias 12:10).
Também, de acordo com as profecias de Daniel, do ponto (E), que é a purificação do Templo, até (F), que é a descida de Jesus no Monte das Oliveiras, para derrotar os exércitos do anticristo e instaurar seu reino eterno, transcorrerão 45 dias.
Os cálculos acima foram feitos de acordo com os seguintes parâmetros: 
1. De acordo com Daniel 9:27, podemos saber que do ponto (A) até o ponto (C) transcorrem 1260 dias (três anos e meio ou metade de uma semana). Então, a outra metade terá também 1260 dias, o que confirma as revelações apocalípticas da atuação principal do anticristo.
Então, do ponto (C) até o ponto (D), transcorrem 1260 dias. Somando as duas metades, nós termos 2520 dias de tribulação (sete anos).
2. De acordo com Daniel 8:13-14, podemos saber que, desde o começo dos oferecimentos de sacrifícios até a purificação do Templo, transcorrerão 2300 dias. Ou seja, do ponto (B) até o ponto (E) transcorrerão 2300 dias.
3. De acordo com Daniel 12:11, fica claro que entre a profanação do Templo (abominação desoladora) até a purificação do mesmo, transcorrerão 1290 dias. Ou seja, do ponto (C) até o ponto (E) transcorrem 1290 dias.
4. De acordo com Daniel 12:12, ficamos sabendo que, desde a profanação do santuário (ponto 2) até a vitória final do Ungido sobre o anticristo (ponto d), transcorrerão 1335 dias.
Os dados obtidos com as revelações bíblicas citadas acima, permitem situar-nos dentro dos últimos acontecimentos. Nossos cálculos não são infalíveis e são passíveis de erros.
Porém, a revelação pormenorizada de tantos detalhes proféticos nos mostra, mais uma vez, o cuidado do Criador em nos revelar aquilo que precisamos saber, para que não estejamos em trevas.
Como membros do corpo de Cristo, devemos estar preparados para viver esses dias que se aproximam, sejamos protegidos da tribulação ou inseridos nela para testemunho e martírio. Que em nossos corações haja um crescente anelo pela volta gloriosa de Jesus, como Rei e Senhor! 

AS SUBDIVISÕES DO APOCALIPSE

O Apocalipse engloba os fatos que acontecerão no período tribulacional e até mesmo pré-tribulacional, em selos, trombetas e taças, determinando um desenrolar lógico dos acontecimentos.
Nesta página somente mencionaremos os fatos num aspecto explicativo, sem deter-nos muito numa análise mais global.
Deixamos claro que a concepção que adotamos em relação ao livro de Apocalipse se esforça para chegar o mais próximo possível da concepção literal e futurista que nossos irmãos primitivos adotavam para relacionar-se com as profecias escatológicas.
Cremos que há uma estreita relação entre trombetas e taças, sendo estas últimas a descrição das conseqüências finais do toque das 7 trombetas.
Já os selos, em nosso entendimento, descrevem um período de tempo maior, que vai do princípio de dores (selos 1 a 4), até a vinda de Cristo (selo 7), passando pela perseguição aos servos do Senhor (selo 5) e pelos sinais que antecedem o grande dia do Senhor (selo 6).
Tudo indica que os eventos relacionados às 7 trombetas ocorrerão a partir do início da grande tribulação de 3 anos e meio e que os eventos resultantes das 7 taças terão lugar nos momentos finais desse período, abrangendo até mesmo os sinais que antecedem o Dia do Senhor, dia esse que é colocado como um evento que ocorrerá imediatamente após a grande tribulação. (Mateus 24:29).

OS SELOS

São descritos a partir do capítulo 6 do Apocalipse. Estando certa a nossa posição, os sete selos abrangeriam não somente os sete anos tribulacionais mas também uma parte do período pré-tribulacional, denominada de "princípio de dores" (comparar Mateus 24:7-10 e Apocalipse 6:1-11) e até mesmo parte de acontecimentos pós-tribulacionais, como os sinais cósmicos que antecedem o Dia do Senhor (comparar Mateus 24:29 e Apocalipse 6:12-17).
Cremos firmemente que há uma estreita relação entre o sermão profético do Senhor Jesus e os sete selos do Apocalipse, abrangendo assim todos os principais sinais que ocorrem imediatamente antes, durante e logo após a tribulação, apontando para a gloriosa volta do Mestre.
Os quatro primeiros selos referem-se aos quatro cavaleiros do Apocalipse (Apocalipse 6:1-8). Acreditamos já estar começando a viver essa realidade, com o aumento progressivo das guerras, fomes e mortes. Esses primeiros quatro selos parecem estar intimamente ligados aos sinais do princípio de dores detalhados pelo Ungido, os quais irão se aprofundando.
O resultado final da concretização desses quatro primeiros selos será a morte de ¼ da população mundial. 
O quinto selo (Apocalipse 6:9-11), descreve a súplica de cristãos que foram martirizados no decorrer da história por causa de seu posicionamento espiritual. Eles devem esperar um pouco mais de tempo, até que se complete o número daqueles que serão martirizados até o fim dos tempos, incluindo nesse contexto a Igreja nos últimos tempos.
Esse selo aponta claramente para a perseguição histórica sobre a verdadeira Igreja, perseguição essa que se aprofundará no período tribulacional e começará mundialmente a partir da abominação desoladora ou começo dos 42 meses do poderio da besta (Mateus 24:15, Apocalipse 13).
O sexto selo (Apocalipse 6: 12-17), descreve uma grande comoção na Terra e no universo. Neste momento muitos despertarão para a realidade final. Fica implícita nesta passagem a manifestação de cataclismos surpreendentes, provavelmente gerados por deslocamentos orbitais e gravitacionais dentro do sistema solar.
Fica muito clara a relação desse selo com os sinais que antecederão o Dia do Senhor (Mateus 24:29-30). Logo, esse selo abrange também acontecimentos que ocorrerão imediatamente após a tribulação de 7 anos.
O sétimo selo (Apocalipse 8:1-5), se subdivide em sete trombetas. No entanto, cremos que a cronologia tribulacional indica que a sétima trombeta e as sete taças finais são englobadas no sexto selo, cuja extensão, como já vimos, vai até o Dia do Senhor.
Aqui, o sétimo selo parece não indicar uma ordem cronológica em relação aos primeiros seis selos, mas sim explicativa. O sétimo selo é caracterizado por um "silêncio" e, pela simbologia do número, parece aplicar-se ao próprio reino do Pai sobre a Terra. Entendemos que é um selo exclusivo do Eterno. 

AS TROMBETAS

Cremos que as trombetas se referem a eventos que ocorrerão durante a grande tribulação de 3 anos e meio, a partir do momento em que ocorrer a abominação desoladora (Mateus 24:15).
A primeira trombeta (Apocalipse 8:7), sugere um conflito nuclear, que destruirá a terça parte da Terra. 
A segunda trombeta (Apocalipse 8:8-9), parece ser conseqüência direta da primeira, gerando danos proporcionais às fontes aquáticas do planeta. No entanto, pode referir-se também a um vulcão ou tremor gerando o lançamento no oceano de uma enorme massa de terra, como pode ocorrer, por exemplo, no vulcão "La Cumbre Vieja", nas Ilhas Canárias [1].
Um evento desse porte atingiria grande parte do Oceano Atlantico, causando mortandade tanto no próprio mar como nas zonas costeiras das Américas.
A terceira trombeta (Apocalipse 8:10-11), descreve "uma estrela" ardente caindo do céu como uma tocha. Acreditamos que possa tratar-se de um asteróide de pequeno porte colidindo com a Terra. De acordo com recentes descobertas astronômicas, existem atualmente alguns asteróides em rota de colisão com o nosso planeta.
Apesar da probabilidade de colisão ser atualmente pequena, de acordo com a maior parte dos astrônomos, nos parece, à luz da palavra apocalíptica, que esse desastre possa acontecer, levando em consideração os profundos desequilíbrios que ocorrerão não somente no planeta Terra, mas também em todo o universo. 
Neste caso, da terceira trombeta, é narrado que os rios e as fontes de aguas, ou seja, agua apta para o consumo humano, serão atingidos em 1/3. Se considerarmos a grande possibilidade que se tratar da queda de um asteróide de grande porte com elementos nocivos, é coerente pensar que se trata de uma queda num local específico.
Atualmente, com a notória escasez de agua potável no mundo, a única localidade que se encaxaria nesse contexto é a América do Sul, que detém 27% das reservas de água potável do mundo [2].
Uma contaminação generalizada dos rios da América do Sul, muitos deles interligados, e das bacias hidrográficas, poderia causar o que descreve a terceira trombeta.
A quarta trombeta (Apocalipse 8:12), à semelhança da segunda, é possivelmente uma conseqüência direta da trombeta anterior. Com a queda do asteróide ou meteorito, uma densa camada de poeira subiria, "escurecendo" o sol, a lua e as estrelas. 
A quinta trombeta (Apocalipse 9:1-12) parece descrever a atuação de anjos que estavam presos no abismo, assumindo formas físicas bizarras, destruindo e matando aqueles que não tiverem o selo do Eterno. 
Provavelmente, trata-se dos anjos descritos em Judas 1:6. Um grupo específico de anjos que, numa época remota, não guardaram o seu principado e deixaram sua própria habitação.
Na sexta trombeta (Apocalipse 9:13-21), continua a onda de destruição humana, agora encabeçada por quatro anjos, que possuem essa missão específica.
 Essa trombeta mostra a morte de 1/3 da população mundial, principalmente como resultado da atuação de um exército de 200 milhões de combatentes, vindos de além do Rio Eufrates. Provavelmente, trata-se do começo da invasão chinesa rumo ao Oriente Médio.
A sétima trombeta (Apocalipse 11:15-19), se subdivide em sete taças ou pragas.

AS TAÇAS

Cremos que o derramamento das taças se dará logo após a grande tribulação, nos dias que separam o fim da grande tribulação e o retorno glorioso do Senhor Jesus. Será o clímax da ira do Altíssimo sobre os ímpios e o pecado.
A primeira taça (Apocalipse 16:2), descreve o aparecimento de uma chaga maligna que se manifestará naqueles que tenham a marca da besta.
A segunda taça (Apocalipse 16:3), descreve a contaminação total dos oceanos, num possível aprofundamento das conseqüências da segunda trombeta.
Cremos que a terceira taça (Apocalipse 16:4), é uma continuação do efeito anterior, com a destruição definitiva (até o começo do Milênio) dos rios e fontes de águas potáveis. 
A quarta taça (Apocalipse 16:8-9), sugere uma aproximação da Terra ao Sol, possivelmente causada por uma mudança em seu eixo ou mesmo em sua massa, decorrente dos cataclismos anteriores, aumentando assustadoramente a temperatura média do planeta. 
A quinta taça (Apocalipse 16:10-11), é um castigo específico contra o anticristo e seus auxiliares mais próximos, possivelmente abrangente à cidade que ele escolherá como capital mundial.
A sexta taça (Apocalipse 16:12-16), descreve os preparativos satânicos para a batalha final do Armagedom. É muito provável que o exército oriental descrito em Apocalipse 16:12 seja o chinês que, juntamente com as outras nações, será convencido pela besta a marchar contra Israel.
Recentemente, foi noticiado que o governo chinês, caso seja necessário, poderá alistar grande parte de sua população ativa, com centenas de milhões de soldados.
Como já explicamos nas páginas anteriores, acreditamos que o anticristo atribuirá à nação israelense a culpa por todos os males e maldições que estarão acontecendo na grande tribulação, convencendo essas nações através do engano espiritual de 3 espíritos malignos. Essas nações se reunirão no Armagedom. 
A sétima taça (Apocalipse 16:17-21), descreve o começo da destruição definitiva das forças do anticristo. Elas serão derrotadas no Armagedom por Cristo em sua segunda vinda em glória (Zacarias 14:1-21). Todo o sistema político-religioso do anticristo ruirá.
A besta e o falso profeta serão lançados no lago de fogo e Satanás será amarrado por mil anos. A partir desse momento começa o reino milenar de Cristo em nosso planeta (Apocalipse, capítulos 19 a 22).

SEQUÊNCIA GERAL DE EVENTOS 

Observamos que muitas tentativas humanas de datar e determinar com absoluta precisão histórica como e quando ocorreriam os principais eventos escatológicos profetizados nas Escrituras, terminaram em fracassos. Entendemos que isso ocorre em função da finalidade das profecias bíblicas.
As profecias visam fornecer, àqueles que obedecem ao Pai, uma idéia geral de como e quando ocorrerão esses eventos, para que a geração que os vivenciar possa, no momento certo, identificá-los e saber com exatidão o que está para ocorrer.
As profecias bíblicas não são uma "agenda" de acontecimentos futuros pré-datados, mas uma revelação para que os servos do Senhor não sejam surpreendidos.
Não obstante esse princípio, percebemos que existe uma seqüência lógica de acontecimentos. Cremos que é dever de todo servo do Pai ter uma noção da ordem ou seqüência dos eventos profetizados, os quais foram revelados precisamente com essa finalidade: servir de esclarecimento e fonte de conhecimento para nós. 
Por exemplo, em Apocalipse 17:13 está revelado que, num determinado momento, os 10 chifres entregarão sua soberania à besta. Já em Apocalipse 13:5, está revelado que a besta terá autoridade mundial durante 42 meses.
Então, é lógico afirmar que antes desses 42 meses, é necessário que os 10 chifres já estejam consolidados, pois serão eles que entregarão a soberania política mundial à besta, sob influência direta de satanás (Apocalipse 13:2).
Daremos a seguir uma seqüência de eventos em ordem cronológica, abrangendo não somente o período tribulacional, mas também o período imediatamente anterior à tribulação.
Novamente, alertamos que o nosso objetivo não é o de apresentar uma seqüência infalível e perfeita de como os acontecimentos se darão, e sim o de fornecer a você uma base de comparação entre as profecias e os acontecimentos globais, oferecendo um cenário geral.
Esperamos que este artigo seja, de alguma forma, útil para aqueles que estudam as profecias e levam a sério o que está expresso na Palavra do Pai. Anelamos que, quando esses eventos ocorram, você possa relacioná-los apropriadamente ao momento profético que estiver vivendo.
No presente momento, cremos que já estamos vivendo aquilo que Jesus denominou de "princípio de dores" (Mateus 24:8), com a ocorrência cada vez mais profunda e sistemática de conflitos, terremotos e fomes em todo o mundo, o que está em perfeita relação com os 4 primeiros selos do Apocalipse (Apocalipse 6:1-8). O princípio de dores se prolongará até a grande tribulação.

1. PREGAÇÃO DO EVANGELHO A TODAS AS NAÇÕES (Mateus 24:14) 

A pregação das boas novas começou na Judéia, Samaria e se estendeu até os confins da Terra. Essas boas novas, de acordo com o Mestre, serão pregadas em todo o mundo, em testemunho a todas as nações, e então virá o fim.
Colocamos, então, a pregação do Evangelho como o primeiro item dessa ordem seqüencial de eventos, indicando que, quando o Evangelho houver sido pregado a todas as nações, então já estaremos no fim do atual sistema e nos dias que antecedem a gloriosa volta do Salvador.
Lembramos que o Evangelho será pregado até mesmo nos dias tribulacionais (Apocalipse 14:6). Então, o sinal da pregação do Evangelho deve ser entendido nessa dualidade.
Ao mesmo tempo em que nos indica quando estaremos entrando nos dias que antecedem a volta de Cristo, esse sinal da pregação se estenderá literalmente até o fim, que será o dia da gloriosa vinda do Senhor.

2. COLAPSO INTERNACIONAL (I Tessalonicenses 5:2-3)

Entendemos que, para que haja uma reestruturação que permita o domínio mundial por parte de um único sistema, é necessário que a atual supremacia dos EEUU se enfraqueça ou seja extinta.
Ataques terroristas de grandes proporções, cataclismos, crises financeiras globais e outros fatores podem ocorrer de forma devastadora em qualquer país e estes fatores, aliados ou não à extinção hegemônica dos EEUU, poderão gerar um colapso político-financeiro sem precedentes no mundo moderno.
Uma coisa é certa: é necessário que toda posição hegemônica e toda superpotência perca sua supremacia em função do futuro sistema global que será instaurado quando os 10 chifres entregarem seu domínio à besta. Isso se refere também ao atual sistema financeiro que reje o mundo. 

3. FORMAÇÃO DOS 10 CHIFRES (Apocalipse 17:12-17)

Cremos que estamos às portas da consolidação dos 10 chifres. Trabalhamos com 3 hipóteses possíveis: A transformação do G-8 em G-10, a reestruturação do Conselho de Segurança da ONU ou o reordenamento global em 10 grandes blocos de países. Talvez, a configuração dos 10 chifres ocorra num cenário de colapso mundial sem precedentes. 

4. O SURGIMENTO DO ANTICRISTO (Daniel 11:21-23)

Não devemos confundir a revelação do anticristo, ocasião na qual esse ser se revelará em toda sua expressão maligna, com o surgimento do anticristo, o qual se dará num período anterior.
Não faz sentido um líder surgir num dia e governar o mundo imediatamente no outro. Entendemos que, mesmo antes do período tribulacional de 7 anos, o anticristo surgirá no cenário internacional, como uma "excelente" opção de liderança para a necessidade global de paz e segurança.
Cremos que, em seu surgimento inicial, o anticristo está envolvido em alianças (muito provavelmente um pacto envolvendo Israel e Autoridade Palestina ou entre a União Européia e países árabes produtores de petróleo) e em lisonjas, mostrando uma grande aptidão de negociação, diplomacia e convencimento.
Muito provavelmente o Templo judeu será reconstruído nessa época e o anticristo terá um papel importante nas negociações. A aliança revelada em Daniel 9:27 se encaixa nesse contexto e será o clímax da capacidade negociadora da besta.
A máscara só cairá depois, em plena tribulação, como veremos mais adiante. Por isso, é importante estar alerta diante desses acontecimentos prévios. 

5. CONTROLE PAULATINO E GRADUAL 

Cremos que, antes da instauração oficial e institucional da marca da besta, a qual se dará no começo da grande tribulação de 3 anos e meio (Apocalipse 13:11-18), o controle sobre as pessoas, tanto no aspecto de identificação, como de movimentação financeira e rastreamento, será adotado gradualmente por várias nações ou até mesmo por grupos de nações.
Em muitos países já existem projetos pilotos para uma reestruturação dos métodos de identificação e monitoramento dos cidadãos, utilizando diversas tecnologias, como o microchip, a biometria, etc.
Cremos que há um condicionamento paulatino e gradual da população para que, em determinado momento, as pessoas aceitem sem maiores questionamentos métodos de identificação e monitoramento invasivos.
Atualmente, muitos já estão abertos á idéia de abrir mão de algumas liberdades individuais e da privacidade, para viver em paz e segurança.
Deixamos claro que essa adoção paulatina de mecanismos e tecnologias de controle sobre a população não é a marca da besta em si.
A marca ou sinal da besta só será adotado no começo da grande tribulação de 3 anos e meio e virá acompanhado de uma aceitação e adoração espiritual intrínseca, muito provavelmente envolvida em assombrosas aparições e engano espiritual mundial.
Mesmo assim, conclamamos a nossos leitores a não usarem nem aceitarem nenhum método de identificação ou controle que permita a localização instantânea daquele que o possui, principalmente se estivermos diante da adoção de algum mecanismo que tenha que ser colocado em nosso corpo (!)...
A razão é simples: Mesmo não sendo ainda o momento da marca da besta, a possibilidade de rastreamento de qualquer pessoa que esteja decidida a não adotar a marca da besta nem a adorá-la, ficará dificultada se, desde já, não aceitarmos em nosso corpo qualquer mecanismo de rastreamento.
Aqueles que aceitarem esses mecanismos, correm o alto risco de se tornarem, num futuro muito próximo, alvos fáceis do sistema maligno da besta.

6. INVASÃO DE GOG (Ezequiel 38 e 39)

Cremos que, logo no início do período tribulacional de 7 anos, ocorrerá uma invasão contra Israel, promovida pelo "rei do norte", juntamente a vários países aliados.
Há fortes indícios proféticos para sustentar que a invasão de Gog profetizada por Ezequiel é diferente daquela descrita em Apocalipse 20, e se refere à Rússia e aliados.
Entendemos que, diante da queda da supremacia americana e dos acordos feitos entre a besta (ainda não revelada como tal) e os países do Oriente Médio (grandes produtores de petróleo), a Rússia decidirá atacar Israel de surpresa. O profeta Ezequiel nos mostra que Gog e seus exércitos serão sobrenaturalmente derrotados. 

7. A REVELAÇÃO DO ANTICRISTO (II Tessalonicenses 2:3, Apocalipse 13:5) 

O anticristo só será revelado como tal a partir do começo da grande tribulação, a qual durará 3 anos e meio e, afinal da qual, o Mestre voltará para encontrar-se com a Sua Igreja, derrotar a besta e seu sistema e instaurar o Milênio.
A partir do momento de sua revelação plena, o anticristo perseguirá frontalmente a Igreja, exigirá ser adorado, instituirá a marca da besta, tudo isso com o apoio e a colaboração nefasta do falso profeta.
Cremos que o evento que dará início à grande tribulação será a abominação desoladora, profetizada por Daniel e ratificada por Jesus (Daniel 11:31, Mateus 24:15).


Em Cristo, 
Jesiel Rodrigues

FONTES
[1] http://super.abril.com.br/ecologia/se-tsunami-atingisse-brasil-445468.shtml
[2] http://www.jurisway.org.br/v2/dhall.asp?id_dh=1445

http://www.projetoomega.com/estudo10.htm