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31 de jan. de 2017

O Tribunal de Cristo


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Thomas Lieth

Porque importa que todos nós compareçamos perante o tribunal de Cristo, para que cada um receba segundo o bem ou o mal que tiver feito por meio do corpo” (2 Co 5.10).
Os destinatários da Segunda Carta aos Coríntios eram filhos de Deus, pessoas renascidas que um dia estarão com o Senhor. Apesar disso, 2 Coríntios fala de um tribunal e de um julgamento que ainda virá. Está escrito que “todos nós” compareceremos diante do tribunal de Cristo. O apóstolo Paulo inclui a si mesmo ao usar o plural, nós. À primeira vista, essa passagem parece estar em contradição com João 5.24, que diz: “Em verdade, em verdade vos digo: quem ouve a minha palavra e crê naquele que me enviou tem a vida eterna, não entra em juízo, mas passou da morte para a vida”. Mas essas passagens serão contraditórias apenas se não levarmos em consideração que haverá diversos julgamentos futuros. Em sua carta aos coríntios, Paulo está mencionando um julgamento bem diferente daquele a que Jesus se refere no Evangelho de João. Nós cristãos também teremos de prestar contas diante de um tribunal. Mas neste estará em julgamento apenas nosso galardão e não a sentença por nossos pecados. Nossa culpa foi expiada pelo sangue do Senhor Jesus, que Ele derramou na cruz do Calvário, onde pagou por toda a nossa culpa de uma vez por todas! “Porque, com uma única oferta, aperfeiçoou para sempre quantos estão sendo santificados... Também de nenhum modo me lembrarei dos seus pecados e das suas iniqüidades para sempre” (Hb 10.14,17). Em Colossenses 2.13-15, a Bíblia fala que o Senhor rasgou o escrito de dívida que era contra nós e que Ele triunfou sobre o pecado e a morte. Existem passagens que dizem que somos participantes dessa vitória de Cristo, por exemplo 2 Coríntios 2.14: “Graças, porém, a Deus, que, em Cristo, sempre nos conduz em triunfo...” Que triunfo seria esse se um cristão acabasse perdendo sua salvação outra vez? Que vitória seria essa se o Deus Todo-Poderoso, que não poupou Seu próprio Filho, permitisse que Satanás lhe arrancasse novamente Seus filhos salvos e eleitos? Isso não seria triunfo! Mas nós somos vencedores por meio dEle, já e desde agora: “Graças a Deus, que nos dá a vitória por intermédio de nosso Senhor Jesus Cristo” (1 Co 15.57).

Nossa culpa foi expiada definitivamente e nosso pecado está esquecido. O escrito de dívida foi rasgado, não apenas colocado de lado para uma cobrança futura. Isso é perdão pleno e completo! Não há mais nada que acuse os filhos de Deus. É por essa razão que não entraremos mais em juízo. “Quem nele crê não é julgado...” (Jo 3.18).

O Tribunal de Cristo julga o quê?

Como podemos imaginar o Tribunal de Cristo? Obviamente qualquer tentativa de comparação é deficiente, mas eu gostaria de traçar alguns paralelos com a premiação do Oscar. Todos os convidados não vêm ao evento para serem insultados ou zombados; são personalidades escolhidas e privilegiadas participando dessa grande festa. Muitos deles são homenageados, recebem um Oscar, um buquê de flores, um beijinho no rosto ou alguma outra distinção. Mas nem todos recebem o prêmio máximo, que é a estatueta do Oscar. Obviamente haverá os frustrados por terem sido preteridos enquanto outros recebem as honrarias. Mas apesar das decepções, todo mundo fica feliz por estar ali, participando. É algo bonito, mesmo que os níveis de alegria e satisfação não sejam iguais para todos.

Segunda Coríntios 5.10 diz: “importa que todos nós compareçamos perante o tribunal de Cristo, para que cada um receba segundo o bem ou o mal que tiver feito por meio do corpo”. Portanto, nossas obras estarão em julgamento, ou seja, o que fizemos ou deixamos de fazer com os dons e talentos que nos foram confiados – depois de salvos. Que fruto produzimos, que semente plantamos? Essas coisas serão reveladas no Tribunal de Cristo e condicionarão o que receberemos como recompensa. Um cristão deve produzir fruto e não contentar-se apenas com sua própria salvação. Deve servir com boas obras para alegrar seu Senhor. Essa é nossa tarefa: “Pois somos feitura dele, criados em Cristo Jesus para boas obras, as quais Deus de antemão preparou para que andássemos nelas” (Ef 2.10).

Mas, o que são boas obras?

São aqueles atos e palavras que contribuem para a glorificação do nome de Deus: “Assim brilhe também a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai que está nos céus” (Mt 5.16). Entendemos bem? Cada palavra e cada ato que contribui para que o nome do Senhor seja glorificado é uma boa obra.

O malfeitor na cruz não tinha nenhuma oportunidade de fazer o bem, apenas sua confissão: “Nós, na verdade, com justiça, ...recebemos o castigo que os nossos atos merecem; mas este nenhum mal fez” (Lc 23.41). Essa foi uma boa obra, porque glorificou o nome de Jesus. Por exemplo, se eu prego a Palavra e depois do culto a igreja fica falando que eu sou o máximo como pregador, então minha mensagem certamente não foi uma boa obra, já que evidentemente desviei a atenção dos ouvintes do que é essencial, que é o Senhor, e a dirigi à minha própria pessoa. Mas se os ouvintes chegam à conclusão: “Como é grande o nosso Deus! Que salvador maravilhoso nós temos! Louvado seja o nome do Senhor!”, então essa minha mensagem foi uma boa obra. Ela honrou o Senhor e contribuiu para Sua glória.

Qual seu alvo ao fazer boas obras?

Pergunto: No que você faz ou deixa de fazer, sua motivação é agradar aos outros, agradar a si mesmo ou agradar ao Senhor e exaltar o Seu maravilhoso Nome? Cada um de nós tem a responsabilidade de usar para a glorificação de nosso grande e Todo-Poderoso Deus todos os dons que recebeu. O que realmente importa não é o quanto alguém faz mas a motivação de seu coração e a consagração e fidelidade em tudo o que realiza.

Ora, além disso, o que se requer dos despenseiros é que cada um deles seja encontrado fiel” (1 Co 4.2). Deus não espera de nós atos grandiosos e heróicos. Ele espera nossa fidelidade genuína – nada mais e nada menos. Uma coisa é bem certa: o Senhor conhece nosso coração. Não conseguimos enganá-lO de forma alguma. Como é fácil ficar dizendo: “Tudo para o Senhor! Tudo para a glória de Deus!”, enquanto nosso coração fala uma linguagem bem diferente!

No Tribunal de Cristo

Não será nossa arte dramática e nossa capacidade de representar e fingir que estará sendo avaliada quando estivermos diante do Tribunal de Cristo, mas a verdadeira disposição de nosso coração. Tudo o que um cristão possui na vida é dom de Deus. E quanto mais recebemos, mais teremos de prestar contas quando estivermos diante de Cristo. O parâmetro não é termos tido muitos admiradores para nossos dons ou sua apreciação e seu louvor para o que fizemos em vida, mas se fizemos o uso correto e adequado, de coração sincero, de tudo aquilo que o Senhor nos concedeu.

Entre os cristãos existem muitas capacidades enterradas porque 
ficamos preguiçosos demais e perdemos a coragem de servir.

Você tem o dom de falar? Então não fique falando superficialidades, mas proclame o Senhor ressuscitado! Você tem o dom de escrever? Então não escreva extensos tratados de filosofia – que tão pouco proveito trazem, mas escreva de seu Senhor! Você tem o dom de contribuir? Então não jogue fora seu dinheiro em caça-níqueis ou jogos de azar mas use-o para Deus! Você tem o dom de servir? Então não sirva organizações seculares – “deixe os mortos sepultar seus mortos” –, sirva ao Senhor. Você tem mãos habilidosas? Então não construa uma casa sobre a areia mas na rocha, que é Jesus! Não há igreja ou obra missionária que não seja grata por ajuda, seja da forma que for. Entre os cristãos existem muitas capacidades enterradas porque ficamos preguiçosos demais e perdemos a coragem de servir. Muitos cristãos vivem sonolentos, desperdiçando seus dons, sem usar tudo aquilo que receberam do Senhor e que poderia contribuir tanto para a honra dEle. Assim, muitas igrejas vivem no marasmo. Vamos imaginar cada filho de Deus usando plenamente todos os seus dons e talentos na obra do Senhor. Que força concentrada isso representaria na terra! Ao invés disso, muitas igrejas ficam atacando as outras. Vemos apenas as coisas que nos separam e gastamos muito tempo em batalhas na trincheira, enquanto o inimigo está lá fora. Sempre deveríamos colocar o Senhor Jesus no centro de nossos esforços conjugados. Aí nossa luta não será em vão.

Obras com fundamento

Em 1 Coríntios 3.11-15 está escrito: “Porque ninguém pode lançar outro fundamento, além do que foi posto, o qual é Jesus Cristo. Contudo, se o que alguém edifica sobre o fundamento é ouro, prata, pedras preciosas, madeira, feno, palha, manifesta se tornará a obra de cada um; pois o Dia a demonstrará, porque está sendo revelada pelo fogo; e qual seja a obra de cada um o próprio fogo o provará. Se permanecer a obra de alguém que sobre o fundamento edificou, esse receberá galardão; se a obra de alguém se queimar, sofrerá ele dano; mas esse mesmo será salvo, todavia, como que através do fogo”.
devemos ter em mente que poderá ser vergonhoso quando for revelado 
como desonramos o Senhor enquanto vivemos.

O fundamento dos crentes é Jesus Cristo. Esse fundamento está assentado sobre a graça de Deus. É um presente. Vamos fazer a comparação com uma casa. O fundamento está posto e é o mesmo para todos os cristãos. Mas agora cada um dos cristãos começa a edificar individualmente a sua casinha sobre esse fundamento. O que edificamos são as nossas boas obras. Aí nos perguntamos, curiosos: será que a casa vai agüentar as provações? Tormentas, enxurradas e até o fogo? Aqueles cuja obra permanecer são os que edificaram sobre o fundamento de Cristo e receberão recompensa no Tribunal de Cristo: “Se permanecer a obra de alguém que sobre o fundamento edificou, esse receberá galardão” (2 Co 3.14; veja 2 Tm 4.8). Porém, aquele cuja obra queimar, sofrerá dano (v.15). Mas o fundamento permanecerá intacto. Ou seja, a salvação, que se firma sobre o fundamento e é sua base, não será perdida pelo cristão: “...mas esse mesmo será salvo, todavia, como que através do fogo” (v.15). Lembremos da comparação com a premiação do Oscar. O convite foi feito, irrevogavelmente. Estamos lá na festa, talvez nominados para algum prêmio, mas não recebemos nenhum. Porém, isso não fará com que nos expulsem do recinto. Naturalmente, precisamos ter cuidado com esse tipo de analogia, para não pensarmos de forma demasiadamente humana. Em relação a todas essas coisas que se referem ao futuro, precisamos ter em mente que tocamos uma área que supera em muito nossa capacidade de imaginação e desafia por completo toda a nossa lógica. Alguém poderia argumentar: “Tudo bem, estar lá já será ótimo. Por que almejar um Oscar? Participar ainda é melhor do que não ter sido convidado. O que importa é estar salvo!” Outro poderá ficar pensando: “Como deve ser terrível o Tribunal de Cristo, quando eu perceber que grande recompensa eu poderia estar recebendo e que me coube tão pouco!” Não sei como será realmente quando estivermos diante do Tribunal de Cristo, mas deveríamos ficar bem conscientes de que ali não será um lugar de juízo e castigo, mas de recompensa e premiação. Por outro lado, devemos ter em mente que poderá ser vergonhoso quando for revelado como desonramos o Senhor enquanto vivemos: “Filhinhos, agora, pois, permanecei nele, para que, quando ele se manifestar, tenhamos confiança e dele não nos afastemos envergonhados” (1 Jo 2.28). Alguém disse: “Quem exagera o aspecto triste do Tribunal de Cristo faz do céu o inferno. Quem negligencia o aspecto triste do Tribunal menospreza o valor da fidelidade”.

Como podemos receber galardão no Tribunal de Cristo?

Os apóstolos já se ocupavam com a questão: quem seria o maior e quem se assentaria à direita ou à esquerda do Senhor? (Mt 20.20ss.; Mc 9.33ss.). O homem é e continuará sendo egoísta e egocêntrico. Isso não é perceptível apenas nos discípulos daquela época, mas em todos, inclusive em nós. Seria tão bom se de fato levássemos a sério o que dizemos e cantamos com tanta facilidade. “Tudo, ó Cristo, a Ti entrego!” é mais uma frase piedosa do que um desejo sincero que vem do nosso coração. Em geral nossa preocupação primordial não é a glória de Deus, mas nosso próprio reconhecimento, nossa glória, honra e louvor. Tantas vezes nosso temor aos homens é tão maior que nosso temor a Deus!

Por que você quer mesmo ir para o céu? Há aqueles que desejam ir ao céu para não acabarem no inferno. Outros querem ir para o céu para reencontrar seu marido ou sua esposa que já faleceram. E existem aqueles que pretendem chegar ao céu para apanhar seu “Oscar”. Cada uma dessas três motivações é altamente egoísta. Será que alguém teria a gloriosa idéia de dizer: “Eu quero chegar ao céu para servir ao meu grande Deus e Salvador. Quero chegar ao céu para dizer ‘Muito obrigado!’ a Jesus”. A maior recompensa para nós é sermos salvos, termos a vida eterna e podermos ver Deus face a face. Tudo isso já está prometido a nós quando cremos no Filho de Deus ressurreto – é nosso e ninguém poderá tomá-lo de nós. Estaremos na premiação do “Oscar” e nosso “cartão de entrada” é o sangue derramado de Jesus! Mas as recompensas, que serão entregues diante do Tribunal de Cristo, são simbolizadas na Bíblia por meio de coroas (Tg 1.12; 1 Pe 5.4; Ap 3.11).
A coroa incorruptível
Não sabeis vós que os que correm no estádio, todos, na verdade, correm, mas um só leva o prêmio? Correi de tal maneira que o alcanceis. Todo atleta em tudo se domina; aqueles, para alcançar uma coroa corruptível; nós, porém a incorruptível. Assim corro também eu, não sem meta; assim luto, não como desferindo golpes no ar. Mas esmurro o meu corpo e o reduzo à escravidão, para que, tendo pregado a outros, não venha eu mesmo a ser desqualificado” (1 Co 9.24-27).
Como em uma luta na arena, nós também deveríamos empreender todos os esforços pela causa do Senhor. Não para receber alguma recompensa humana ou para nossa própria vanglória. Essa seria uma recompensa corruptível. Nossa luta espiritual é por uma coroa de vitória que não estraga nem se deteriora. Para isso vale a pena se preparar bem, exercitar-se de verdade e, bem motivados, empenhar-nos por uma coroa incorruptível, lançando mão de todos os nossos dons para servir o Senhor e cumprir nossa missão. Enquanto estivermos aqui na terra devemos estar dispostos a servir. E essa prontidão não ficará sem recompensa. Como já disse o Senhor Jesus a seus discípulos: “quem quiser tornar-se grande entre vós, será esse o que vos sirva” (Mc 10.43).

O exemplo do lutador

Um lutador, para voltar ao exemplo usado por Paulo, não irá se embriagar ou exagerar na comida pouco antes da luta. Ele se absterá do que lhe faz mal e priorizará uma alimentação saudável. Por que não fazemos igual? Abstinência. De quê? Das coisas sem valor, que só pesam e atrapalham – é ficar longe do pecado, que impede uma vida de santificação. No lugar delas, vamos nos alimentar de comida boa, espiritualmente saudável. O que é alimento espiritual para nós, cristãos? Não são barrinhas de cereal ou energéticos açucarados, mas a Palavra de Deus e os ensinamentos de Jesus Cristo. Paulo estava convicto de que era imprescindível abrir mão de todas as coisas mundanas para conseguir uma coroa de vitória não-perecível, para receber pleno galardão e para, um dia, estar diante do Senhor servindo-O em posição privilegiada, “para que, tendo pregado a outros, não venha eu mesmo a ser desqualificado” (1 Co 9.27).

A certeza da salvação não está em questão

Paulo não tinha qualquer dúvida acerca de sua salvação. Ele tinha a mais plena certeza – uma certeza que qualquer cristão pode ter. Ele não tinha receio acerca da garantia de sua salvação, mas estava cônscio do fato de que se pode perder o galardão. Assim, todas as exortações dentro desse assunto não são no sentido de cuidarmos para não perdermos a salvação, mas de estarmos atentos e empenhados em não perder a recompensa: “Ninguém se faça árbitro contra vós...” (Cl 2.18). A Bíblia de Estudo MacArthur diz: “Paulo adverte aos colossenses a não permitir que os falsos mestres os enganassem a respeito das bênçãos passageiras ou do galardão eterno...”. E o prêmio pela luta não tem relação com a salvação, e sim com as coroas, com a recompensa que receberemos no Tribunal de Cristo. “Acautelai-vos, para não perderdes aquilo que temos realizado com esforço, mas para receberdes completo galardão” (2 Jo 8). Portanto, é possível perder parte dele, e nessa perda, mais uma vez, não é a salvação que está em discussão. É a recompensa na eternidade. “Conserva o que tens, para que ninguém tome a tua coroa” (Ap 3.11).

Paulo também teve lutas como cada um de nós, mas podia dizer: “Mas esmurro o meu corpo e o reduzo à escravidão, para que, tendo pregado a outros, não venha eu mesmo a ser desqualificado” (1 Co 9.27). Como Paulo conseguia isso? Pelo poder do Espírito Santo. Ele se mantinha sempre ligado ao Senhor em oração, servindo-O com alegria. Dessa forma ele conseguia dominar seu corpo, impedindo que a carne assumisse o controle. Quanto mais você ora, quanto mais serve, quanto mais estuda as Escrituras – deixando o Senhor falar com você – menos tempo terá para ocupações inúteis ou pensamentos imorais. O Espírito Santo deseja transformar você. Quer transformá-lo na imagem do Senhor Jesus. A questão é: você dá lugar e reserva tempo para o Espírito Santo fazer Sua obra? A salvação é de presente. Não podemos dar nada ao Senhor em troca, pois jamais poderíamos pagar por ela (Hb 10.18). A única coisa que devemos ao Salvador, a única coisa que podemos trazer a Ele é uma vida de consagração e de absoluta fidelidade, oferecendo nossos corpos em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus (Rm 12.1-2). Essa consagração, essa entrega de si mesmo, certamente não ficará sem retribuição.

Qual será a recompensa no Tribunal de Cristo?

Tudo quanto fizerdes, fazei-o de todo o coração, como para o Senhor e não para homens, cientes de que recebereis do Senhor a recompensa da herança. A Cristo, o Senhor, é que estais servindo; pois aquele que faz injustiça receberá em troco a injustiça feita; e nisto não há acepção de pessoas” (Cl 3.23-25). Tudo para o Senhor! Quanto antes você começar a perseguir esse alvo, maior será sua herança!

Ainda que não saibamos exatamente como será a vida na presença de Deus, creio poder dizer que pelo menos uma das atividades será louvar e servir ao Senhor. “Quero ir para o céu para louvar e servir ao meu grande Deus e Salvador...” Sim, eu creio que esse é o rumo. Nossa recompensa poderia consistir em serviço a Deus. Mas será que iremos mesmo servir a Deus na eternidade? “Servir no céu? Então prefiro tocar harpa!”, dirão alguns. Calma, irmão! Vejamos Apocalipse 22.3: “Nunca mais haverá qualquer maldição. Nela, estará o trono de Deus e do Cordeiro. Os seus servos o servirão”.

Quem são esses “servos de Deus e do Cordeiro” que O servirão?

São os salvos, que um dia estarão com o Senhor! Sendo assim, a maior alegria será de fato servir o Salvador. Esse serviço na eternidade não será serviço de escravo ou trabalho de servo no sentido comum. Nós serviremos a Ele. De fato, somos chamados de servos, assim como somos chamados de sacerdotes e reis, irmãos e amigos de Jesus, bem como de filhos de Deus e herdeiros Seus. Por exemplo, em Apocalipse 21.7 está escrito: “O vencedor herdará estas coisas, e eu lhe serei Deus, e ele me será filho”. A Bíblia diz ainda que iremos reinar com Ele, pois conforme Apocalipse 22.5 os servos de Deus “reinarão pelos séculos dos séculos”. Esse reinado em conjunto com Cristo também é um serviço. Não reinaremos para nós mesmos mas para o Senhor e com o Senhor.

Atentemos: Apocalipse 22.4 fala que veremos Sua face e que Seu nome estará em nossa fronte. Seu nome, Seu santo nome estará em nossa fronte. Isso demonstra que somos propriedade dEle e que nada mais poderá nos separar do amor e da presença de Deus e do Cordeiro. Para todo o sempre somos Seus! Que privilégio poder servir na imediata presença do Deus santo e todo-poderoso Criador! Será no lugar que Apocalipse 21 descreve assim: “Eis o tabernáculo de Deus com os homens. Deus habitará com eles... Deus mesmo estará com eles. E lhes enxugará dos olhos toda lágrima, e a morte já não existirá, já não haverá luto, nem pranto, nem dor, porque as primeiras coisas já passaram”. Usufruir do agrado do Deus santo e todo-poderoso, fazer parte do Seu círculo mais íntimo, ficar sempre perto do Salvador – isso tudo não é uma recompensa altamente desejável? Podemos dizer com convicção que este será um trabalho privilegiado, que Paulo almejava e que será motivo de alegria transbordante para cada um de nós. Será um servir cheio de satisfação, sem preocupações e sem privações – um serviço celestial no sentido literal da palavra. Mesmo não conseguindo compreender plenamente essa realidade com nosso raciocínio limitado, não haverá nada mais belo, e jamais teremos experimentado algo mais sublime do que estar na imediata presença de Deus, servindo e adorando a Ele. Com palavras nunca conseguiremos exprimir nem descrever vagamente tudo aquilo que um dia experimentaremos e viveremos na presença de Deus. Não podemos nem imaginar o que realmente significará reinar com Ele, ser filhos e herdeiros Seus e estar servindo a Ele para todo o sempre.

Um poderoso estímulo

O fato de que cada cristão estará diante de Deus no Tribunal de Cristo, prestando contas a Ele, deveria nos estimular a sermos fiéis e a direcionar as prioridades da nossa vida de acordo com a avaliação que nossos atos terão diante da eternidade. Não terão importância as belas palavras e os elogios proferidos junto à nossa sepultura. Importante será o que o Senhor nos dirá na hora do julgamento diante do Tribunal de Cristo, quando nosso Salvador pesará e avaliará nossas obras. Uma coisa é bem certa: nesse julgamento a alegria será preponderante, já que teremos parte na vida eterna e estaremos vendo o Senhor face a face, adentrando a indescritível glória eterna.

diante da eternidade, Não terão importância as belas palavras e os 
elogios proferidos junto à nossa sepultura.

Tudo isso será motivo de alegria, júbilo e adoração: “Filhinhos, agora, pois, permanecei nele, para que, quando ele se manifestar, tenhamos confiança...” (1 Jo 2.28). Diante de toda essa alegria indizível que espera por nós, enquanto andarmos aqui na terra animemos e incentivemos uns aos outros a servir ao Senhor de todo o coração e a sermos administradores fiéis, para que “dele não nos afastemos envergonhados na sua vinda”. Louvado seja o Senhor por Seu amor e pela fidelidade que tem demonstrado para conosco. Queremos ser fiéis por amor Àquele que nos amou primeiro e que entregou tudo, mas tudo mesmo – por nós, por mim e por você! (1 Jo 4.9-11,14-16,19). 


(Thomas Lieth — Chamada.com.br)
Extraído de Revista Chamada da Meia-Noite novembro de 2012


26 de ago. de 2015

O Tribunal de Cristo




“Pois todos havemos de comparecer ante o tribunal de Cristo... De maneira que cada um de nós dará conta de si mesmo a Deus.” Romanos 14:10-12

“Porque todos devemos comparecer ante o tribunal de Cristo, para que cada um receba segundo o que tiver feito por meio do corpo, ou bem, ou mal.” II Coríntios 5:10

Introdução:

O Tribunal de Cristo será o evento que ocorrerá, logo após o arrebatamento da Igreja, em que os crentes estarão dando contas de suas vidas a Cristo. Todos os salvos sem exceção comparecerão perante o Tribunal de Cristo e prestarão contas a Ele “Importa que todos nós compareçamos perante o Tribunal de Cristo” (II Cor. 5:10).

Todos nós seremos julgados individualmente “Manifesta se tornará a obra de cada um” (I Cor. 3:13); “Cada um de nós dará contas de si mesmo a Deus” (Rom. 14:12); veja também I Cor. 4:5 e II Cor. 5:10.

No tribunal de Cristo nós não seremos julgados como filhos mais como servos. Por isso esse julgamento não determinará a nossa salvação; esta foi determinada pelo sacrifício de Cristo em nosso lugar (I João 2:2), e nossa fé Nele (João 3:16), todos os nossos pecados são perdoados e nunca seremos condenados por eles (Romanos 8:1).
No entanto seremos julgados como servos e O Senhor provará as seguintes coisas:
  • Os motivos que fizemos a obra
“Deus, naquele dia, “manifestará os desígnios do coração” (I Cor. 4.5).
  • Se aquilo que realizamos esta de acordo com a palavra:
Se as obras são de acordo com a palavra de Deus ouro, prata ou pedras preciosas, ou se é invenção humana madeira, feno ou palha (1Co. 3. 12-15).
  • Se os métodos adotados tiveram os motivos corretos.
“Cada um receberá segundo o bem ou o mal que tiver feito. (IICo. 5.10). Mesmo que seus motivos sejam sinceros, e mesmo que aquilo que está sendo feito seja correto, os seus métodos tem a aprovação Divina? Por exemplo, você se contenta em “pregar a Cristo, e este crucificado”, ou acha necessário utilizar métodos humanos mais “modernos”?

        • E o modo que estamos realizando a Obra
Cada um veja como edifica” (I Cor. 3:10). Trabalhe por motivos sinceros, construa algo que Deus aprovará, e somente utilize meios que Ele recomenda. Do contrário, a sua obra será queimada.

No Tribunal de Cristo, os crentes serão recompensados tomando-se por base o quão fielmente serviram a Cristo (I Coríntios 9:4-27; II Timóteo 2:5). Será Deus nos galardoando, ou nos dando detrimento.
A Bíblia fala dos crentes recebendo coroas por diferentes coisas com base em quão fielmente serviram a Cristo (I Coríntios 9:4-27; II Timóteo 2:5). As várias coroas são descritas em II Timóteo 2:5; II Timóteo 2:4-8; Tiago 1:12; I Pedro 5:4 : Apocalipse 2:10;  Tiago 1:
Acerca disto falaremos mais a frente, veremos agora como serão tratados os maus servos.

I – A Recompensa dos Servos. Mateus 20:1-28

1.  A recompensa do mal servo:

1.1. A decepção do mal servo na hora do pagamento:

• Se analisarmos a parábola da vinha perceberemos que muitas pessoas se decepcionaram perante o Tribunal de Cristo, por que o tempo e o tipo de trabalho não são relevantes no Reino de Deus e sim a obediência e a qualidade (v. 10-14).
 Esta é uma coisa que devemos observar é que a parábola não destaca a função em que cada um exerceu na vinha, nos dando a entender que não haverá descriminação, quanto ao cargo exercido, o tipo de trabalho feito, o ministério realizado etc. Por que o que o será julgado é como foi exercido.

1.2. A decepção do mal servo de como O Senhor ver a obra realizada por eles (1Co. 3.12,13).

Se este servo comparecer perante o Tribunal de Cristo, o mesmo terá perda de recompensa pelos maus serviços prestados no Reino de Deus, uma perda de Alegria refletindo o remorso pela oportunidade perdida (Rm. 14.10; 2Co. 5.10; 1Co. 3.13-15; 2Jo. 8; 1Jo. 2.28). Vejamos os tipos de Obras feitas pelos maus servos.

•  Madeira: Aqui simboliza as coisas humanas (Por que a madeira cresce por se mesmo), são as obras que qualquer pecador pode fazer, ou seja, é aquilo que o crente acha que está fazendo uma grande coisa para a obra para Deus, mas que se colocássemos os infiéis, para fazer ele fariam  o mesmo (Lc. 6. 32-33), são aquelas operadas segundo os homens (1Co. 3.2). è tudo aquilo que tem aparência das coisas do mundo, o é do mundo e recebe uma roupagem cristã.

• Feno: Aqui simboliza tudo que carece de renovação,  são as obras feitas somente por costume e religiosidade, são os dogmas, as liturgias não bíblicas, os jugos religioso etc. sem pensar que a coisa em se terá como resultado de acordo com as escrituras resultando no aperfeiçoamento dos santos.

•  Palha: Aqui simboliza tudo que é fraco e instável, até mesmo aquilo que escraviza (Jr. 23.28; Ex. 5.7), em palha são também as obras feitas por imposição,  são os modismo e os ventos de doutrinas, as novas visões, os novos mover, que surgem e que tem uma aparência de espiritualidade, mas não tem proveito nenhum (Ef. 4.14).

1.3. A decepção do mal servo, que ficar do lado de fora:

Muitos crentes costumam dizer: “Se eu conseguir chegar ao céu, isso já vai me dar uma enorme alegria.” Ledo engano! Imagine o que alguém vai sentir quando, ao regressar de uma viagem, encontrar a sua casa completamente reduzida a cinzas... Vai ficar feliz? Pois o mesmo vai acontecer diante do Tribunal de Cristo! E ali a sensação de perda será infinitamente maior. No tribunal de Cristo muitos Irmãos sofrerão dano:
  • Não receberão completo galardão (2Jo. v.8).
  • Será considerado o menor no reino dos Céus (Mt. 5.19)
  • Terão a tristeza de ver sua obra queimada (I Co. 3:15);
  • Ficarão envergonhados (I Jo. 2:28).
  • Poderão ser lançado fora (Mt. 5.20; Mt. 24.45-51)

1.3.1. Os servos que ficarão de fora:

Dependendo das práticas deste mal servo, ele nem comparecerá perante o "Tribunal de Cristo", ficará de fora e será julgado com infiéis no dia do Juízo Final (Mt. 16.27; 25.30; Ap. 20.11-15; 7.22,23; lc. 13.26-28; Mat. 24.51).

Obs. O fato de Deus esta operando, isso não quer dizer que Ele esta aprovando.
Lembra do caso de Moises que deus operou fazendo sair água da rocha, mais desaprovou a sua atitude por isso não, permitiu que ele entrasse na terra prometida, do caso de Balão, de Saul que profetizou no meio dos profetas já tendo sido reprovado por Deus e perseguindo a Davi etc. vejam o que Jesus disse a esse Respeito

Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! Entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus. Muitos me dirão naquele dia: Senhor, Senhor, não profetizamos nós em teu nome? e em teu nome não expulsamos demônios? e em teu nome não fizemos muitas maravilhas? E então lhes direi abertamente: Nunca vos conheci; apartai-vos de mim, vós que praticais a iniquidade.  (Mat. 7:21-23)

Quando o pai de família se levantar e cerrar a porta, e começardes, de fora, a bater à porta, dizendo: Senhor, Senhor, abre-nos; e, respondendo ele, vos disser: Não sei de onde vós sois; Então começareis a dizer: Temos comido e bebido na tua presença, e tu tens ensinado nas nossas ruas. E ele vos responderá: Digo-vos que não sei de onde vós sois; apartai-vos de mim, vós todos os que praticais a iniquidade. Ali haverá choro e ranger de dentes, quando virdes Abraão, e Isaque, e Jacó, e todos os profetas no reino de Deus, e vós lançados fora.  (Lc. 13:25-28)


2. A recompensa do bom servo:

2.1. Os bons servos receberão galardão (Is. 4.10; 49.4; Jr. 31.16; Mt. 5.12; 1Co. 3.8,14).

• Dentre todas essas recompensas para os salvos que serviram com fidelidade, uma pergunta fica no ar. Qual é o maior galardão que um salvo pode receber? Vejam o que Deus disse a Abraão

"... não temas, Abraão, eu sou o tei escudo, o teu grandíssimo galardão" (Gn. 15.1)

2.2. A alegria do bom servo na hora do pagamento:

• Se continuarmos analisando a parábola da vinha, observaremos como muitas pessoas terão muito regozijo perante Cristo em seu Tribunal por que serão recompensados não pelo que fizeram, mas como fizeram (vs. 8,912-16).

• A ordem inversa do pagamento, na qual os últimos trabalhadores são os primeiros a receber (v.8), enfatiza a ideia de que os últimos serão os primeiros (Mt. 20.16; 19.30; 21.31). O padrão de pagamento para Deus é diferente, muitos que são os primeiros aqui, serão os últimos lá na Glória, muitos que tiveram muito aqui terão menos lá na glória do Pai.

2.3. O regozijo do bom servo de como o Senhor ver a obra realizada por ele (1Co. 3.12,13).

O bom servo que com certeza comparecerá perante o Tribunal de Cristo, tem as suas obras nas escrituras comparadas pelo apóstolo Paulo com metais e pedras preciosas.

• Prata: Simboliza o preço da redenção que O Senhor Jesus Cristo pagou por nós. Em prata são as obras feitas pela graça de Deus (1Co. 15.10; 2Co.1.2 Fl. 2.13; Cl. 1.29), expondo o verdadeiro plano de salvação a um incrédulo, ou membro de igreja, com o mesmo espírito que Jesus tinha (1Co. 11.1; Cl. 2.6; 1Jo. 2.6; Fp. 2.5; 2Tm. 4.16). São as obras dignas de arrependimento.

• Ouro: Simbolizam, as coisas celestiais (A Palavra, O Senhor Jesus), as obras em ouro são as obras feitas em Deus (Jo. 3.21; 15.4,5; Fp.1.10,11; Hb. 13.20,21; 1Jo. 2.28,29; 1Co. 15.10; Gl. 5.22,23; 6.8), conforme a sua palavra (1Co. 4.6; Jo. 5.39).

• Pedras Preciosas: Simboliza o Espírito Santo (como um adorno para a sua noiva Jo. 17.22; Gn. 24.22,23), em pedras preciosas são as obras feitas atravéz do poder do Espírito Santo (1Co. 2.1-5; 4.20; Rm. 14.17; 15.15-19; Fp. 3.3; Cl. 1.29).

Em Pedras Preciosas também é a recompensa adquirida pelo resgate de almas e pelo aperfeiçoamento dos santos.
Por que as Pedras preciosas são mencionadas nas escrituras se referindo ao “Povo de Israel” e a “Igreja”. Como vemos em algumas passagens nas escrituras.
Quando o Senhor deu a ordem a Moisés acerca da confecção da roupa do Sumo Sacerdote, mandou ele confeccionar um peitoral com doze pedras que representava as dozes tribos de Israel.
Em Malaquias 3:17-18, (falando de Israel) lemos: “E eles serão meus, diz o SENHOR dos Exércitos; naquele dia serão para mim jóias; poupá-los-ei, como um homem poupa a seu filho, que o serve. Então voltareis e vereis a diferença entre o justo e o ímpio; entre o que serve a Deus, e o que não o serve”.
Na primeira carta de Pedro no cap. 2:5 (falando da Igreja), lemos: “Vós também, como pedras vivas, sois edificados casa espiritual e sacerdócio santo, para oferecer sacrifícios espirituais agradáveis a Deus por Jesus Cristo”.
Os salvos são como pedras preciosas para o Senhor. Em Mateus 7:6 lemos: “Não deis aos cães as coisas santas, nem deiteis aos porcos as vossas pérolas, não aconteça que as pisem com os pés e, voltando-se, vos despedacem”. Essas pedras preciosas podem ser a palavra pregada para a salvação.
Em Zacarias 9:16 (falando de Israel), lemos: “E o SENHOR seu Deus naquele dia os salvará, como ao rebanho do seu povo: porque como pedras de uma coroa eles resplandecerão na sua terra”. Quando o filho pródigo regressou, seu pai mandou que lhe colocassem um anel no dedo como sinal de aceitação no lar paterno.

2.3. O regozijo do bom servo, dos servos fiéis que entrarão pela porta.

A aqueles que terão recompensas, muitos  irmãos por terem sido fieis na sua obra, nos serviços prestados, serão muito recompensados pelo Senhor.

Verão seus filhos na fé (I Ts. 2:19).
Muitos irmãos verão o fruto de sua obra feita no Senhor e ficarão satisfeitos por que verão os seus filhos na fé.
“E temos, portanto, o mesmo espírito de fé, como está escrito: Cri, por isso falei; nós cremos também, por isso também falamos.
Sabendo que o que ressuscitou o Senhor Jesus nos ressuscitará também por Jesus, e nos apresentará convosco.” (2 Co. 4:13-14)

Receberão louvor da parte de Deus (I Cor. 4:5; 2Co. 10.17,18).
Se analisarmos a parábola talentos (Mt. 25.14-30), observaremos que os dois primeiros servos tiveram os seus trabalhos aprovados (vs. 20-23), "bem estar", e foram louvados pelo seu Senhor "servo bom e fiel", e foram levados para um lugar de felicidade "desfruta do gozo do seu Senhor", e foram recompensados de igual modo ganhando muitos bens "foste fiel no pouco sobre o muito te colocarei".

• Receberão coroas:

Coroa Incorruptível: 
“E todo aquele que luta de tudo se abstém; eles o fazem para alcançar uma coroa corruptível; nós, porém, uma incorruptível... Antes subjugo o meu corpo, e o reduzo à servidão, para que, pregando aos outros, eu mesmo não venha de alguma maneira a ficar reprovado” (1Co. 9. 25,27).

Essa coroa são para aqueles que vencem a carne e as suas paixõs, para aqueles que lançam mão do arado sem olharem para traz, para aquelem que negam a se mesmo os seus interesses as suas visões etc. fazem tudo isso para realizarem a obra de Deus de acordo com a regras da competição ou seja de acordo com o mandamento do Senhor. Ele esta aqui vivendo com servo olhando para o alvo, olhando para Jesus o autor e consumador da nossa Fé, sempre visando as coisas que não se ver.

Coroa de Justiça:
"Desde agora, a coroa da justiça me está guardada, a qual o Senhor, justo juiz, me dará naquele dia; e não somente a mim, mas também a todos os que amarem a sua vinda " (2Tm. 4.8)

Essa “coroa da justiça” será dada Pelo Senhor Jesus a todos aqueles que amam a Sua vinda, somente para os crentes que anseiam sinceramente pela volta do Senhor.

É incrível o fato que as igrejas modernas falam tanto de poder espiritual, prosperidade material, visões, revelações, línguas estranhas, usando coreografias durante os cultos-shows, mas muito pouco, ou nada pregam da iminência do Arrebatamento. Infelizmente o evangelho entregue por noventa por cento das igrejas de hoje pregam e muitas vivem um evangelho espúrio, egocêntrico, visando a satisfação carnal, visando convencê-lo de que ele é um pequeno “deus” e não um servo indigno do amor de Deus, servo inútil, mesmo quando pensa que fez tudo que devia ter sido feito. Irmão em Cristo, não permita que ninguém lhe roube a coroa da justiça,  “Eis que venho sem demora; guarda o que tens, para que ninguém tome a tua coroa” (Ap. 3.11).

Coroa da Vida:  
“... Sê fiel até à morte, e dar-te-ei a coroa da vida” (Ap. 2:10).

Essa coroa será dado para os Mártires  para aqueles que estão disposto a perder tudo e a dar a sua vida por causa de Cristo e do Evangelho.

Mas segundo Tiago ser fiel até a morte significa vencer as tentação.“Bem-aventurado o homem que suporta a tentação; porque, quando for provado, receberá a coroa da vida, a qual o Senhor tem prometido aos que o amam” (Tg. 1:12).
Quando resistimos às tentações, o Senhor Ver isso como um sacrifício. "Rogo-vos pois irmãos, pela compaixão de Deus, que apresenteis o vosso corpo em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus que é o vosso culto racional" (Rm. 12.1). "Ainda não resististe até o sangue combatendo contra o Pecado" (Hb. 12.4).
Por isso Ele nos dá a mesma coroa que Ele dá a um crente que sofre o martírio. Quem resiste às tentações está provando o seu amor por Jesus Cristo.

Coroa da Glória:  
“Aos presbíteros, que estão entre vós, admoesto eu, que sou também presbítero com eles, e testemunha das aflições de Cristo, e participante da glória que se há de revelar: apascentai o rebanho de Deus, que está entre vós, tendo cuidado dele, não por força, mas voluntariamente; nem por torpe ganância, mas de ânimo pronto; Nem como tendo domínio sobre a herança de Deus, mas servindo de exemplo ao rebanho. E, quando aparecer o Sumo Pastor, alcançareis a incorruptível coroa da glória” (1Pe. 5.1-4).

Essa coroa são para aqueles que cuidarem fielmente do rebanho do Senhor, levando eles a pastos verdejantes, protegendo-os dos ursos e dos lobos, dos ladrões e dos salteadores são para os pastores, missionário, pregadores e mestres, que exercem o papel da palavra, que sabem alimentar o rebanho e buscam o aperfeiçoamento dos santos. (vs. 1-3).  Que sabe “manejar bem a palavra da verdade” (2 Timóteo 2:15).

A coroa de Glória é também o galardão que será dada para as  pessoas que ganham almas para Cristo e exercem o discipulado.  “Porque, qual é a nossa esperança, ou gozo, ou coroa de glória? Porventura não o sois vós também diante de nosso Senhor Jesus Cristo em sua vinda? Na verdade vós sois a nossa glória e gozo”.

Demos graças a Deus por todas as almas que já ganhamos para o Senhor, pois assim não chegaremos de mãos vazias diante do Tribunal de Cristo. 


Conclusão:

Deus transformou a nossa vida e Ele que fazer o mesmo na vida de outras pessoas, nos usando para isso.
Nós não fazemos a Obra de Deus para alcançarmos a salvação, por que nós já fomos justificados em Cristo. Nós realizamos o serviço cristão por amor aquEle que nos salvou, Jesus Cristo, e por amor ao próximo demonstrando isso querendo que os outros alcancem aquilo que nós alcançamos.
Nós o amamos por que Ele nos amou primeiro, nós fazemos a sua obra por que Ele fez a sua obra em nós primeiro. Na realidade o nosso serviço cristão (os árduos trabalhos de hoje), é pouco comparados as bênçãos que recebemos

Porque para mim tenho por certo que as aflições deste tempo presente não são para comparar com a glória que em nós há de ser revelada. (Rm. 8:18)

Por isso não desfalecemos; mas, ainda que o nosso homem exterior se corrompa, o interior, contudo, se renova de dia em dia. Porque a nossa leve e momentânea tribulação produz para nós um peso eterno de glória mui excelente; Não atentando nós nas coisas que se veem, mas nas que se não veem; porque as que se veem são temporais, e as que se não veem são eternas. (2 Co. 4:16-18)

Portanto, meus amados irmãos, sede firmes e constantes, sempre abundantes na obra do Senhor, sabendo que o vosso trabalho não é vão no Senhor.  (1 Co. 15:58)


FONTE:
http://centralizadosemcristo.blogspot.com.br/2012/11/o-tribunal-de-cristo.html#.VdTdCZfWGTz


6 de jun. de 2011

O TRIBUNAL DE CRISTO




"Porque todos devemos comparecer ante o tribunal de Cristo, para que cada um receba o que tiver feito por meio do corpo, ou bem, ou mal."

II Cor.5:10


13 de abr. de 2011

BEMA - TRIBUNAL DE CRISTO

Blog de biblia :IEQ JARDIM BRASIL(PR MINORU E PRA.LUCIANA, O TRIBUNAL DE CRISTO

O tribunal de Cristo é o lugar onde Cristo julgará os cristãos, imediatamente após o arrebatamento, com base na sua conduta como crentes, com o resultado que alguns receberão galardões e outros sentirão a perda de prêmios por omissão.
Acontecerá logo após o encontro inicial com o Salvador. O caso a ser tratado não se refere ao estado "salvo" ou "perdido" dos réus, porque somente aqueles já pertencentes à igreja serão julgados neste tempo. Quem não creu em Cristo como Salvador pessoal e que não foi justificado pelo Pai não estará presente. O assunto será outro, a conduta de vida de cada pessoa desde que se converteu á Cristo.
O termo usado nas Escrituras para se referir a esta ocasião é "o tribunal de Cristo"; emprega-se em 2 Co 5:10 e Rm 14:10. O "tribunal" (grego - bema) do mundo Grego e Romano era o lugar onde um juiz sentava. Por exemplo, usa-se a palavra "bema" do lugar onde Pilatos sentou quando se pronunciou sobre Cristo (Mt 27:19; Jo 19:13) e do lugar onde Gálio sentou quando Paulo foi levado perante ele em Corinto (At 18:12,16; cf. 25:6). Então, o tribunal de Cristo será o lugar onde Cristo promulgará julgamento aos santos arrebatados, glorificados da igreja.

A Necessidade do tribunal
As escrituras são bem claras que todos os homens salvos ou perdidos, são responsáveis perante Deus. Isto significa que deverá haver um período de julgamento para cada pessoa. 
O tribunal de Cristo é onde isso vai acontecer para os salvos. Várias passagens indicam a necessidade desta ocasião de juízo. 
Em Mateus 12:36, Jesus diz que "toda palavra frívola que proferirem os homens" será chamada à prestação de contas; isto é uma declaração geral, na certa se referindo aos salvos e perdidos. 
Em Gálatas 6:7, Paulo dá o princípio que todos vão colher o que semearam. E emColossenses 3:24,25, Paulo fala em particular aos cristãos quando diz que os que servirem bem ao Senhor receberão "do Senhor a recompensa da herança”, mas os que fizerem errado colherão pelo errado que fizeram. 
E mais, ambos os textos mencionados e identificados na ocasião são significantes.Romanos 14:10-12 diz que “cada um de nós dará contas de si mesmo a Deus", referindo claramente aos cristãos. Indica que ninguém estará isento nesta questão. 
O mesmo pensamento é expressada em 2 Coríntios 5:10 com as palavras: "Importa que todos nós compareçamos perante o tribunal de Cristo para que cada um receba segundo o bem ou o mal que tiver feito por meio do corpo".

O tempo do julgamento
Este julgamento de cristãos acontecerá logo após o arrebatamento e certamente durante o período de sete anos de tribulação: 
Em primeiro lugar, é sustentado por dedução lógica. Se crentes hão de ser julgados pelas obras feitas antes do arrebatamento, faz sentido que tal julgamento seguir-se-á de perto ao arrebatamento. Parece lógico fazer saber os resultados do julgamento o mais cedo possível. 
Em segundo lugar, em Lucas 14:14, Jesus diz que a recompensa pelas obras praticadas será entregue "na ressurreição dos justos", e isto acontecerá, como vimos, na época do arrebatamento. 
Em terceiro, 1 Coríntios 4:5 e Apocalipse 22:12 indicam que Cristo conferirá galardões na época de Sua vinda para os Seus, com a sugestão que acontecerá muito perto daquela vinda.

Os resultados do julgamento
Os resultados do julgamento serão ou um galardão por obras aprovadas ou uma sensação de perda por feitos desaprovados. Isto é claro pela maneira como Paulo trata o assunto em 1 Coríntios 3:9-15. Ele fala sobre material de construção de duas categorias: "ouro, prata, pedras preciosas" não sujeitas a destruição de fogo, e "madeira, feno, palha" que o são. 
Ele declara que os "cooperadores de Deus" podem construir com materiais de uma ou outra classe no seu serviço por Ele; mas o fogo do juízo revelará de que classe vêm. Aquele cujas obras são da primeira categoria "receberá galardão", mas aquele cujas obras não resistem ao fogo, "sofrerá ele dano". As obras que agradam a Deus, que fazem uma contribuição digna ao "edifício de Deus", serão declaradas "ouro, prata, pedras preciosas"; os feitos que não O agradam, que não contribuem ao edifício, serão julgados "madeira, feno, palha". 
Nesta passagem não há descrição da natureza dos galardões a serem recebidos pelas obras aceitáveis, mas passagens paralelas sugerem que a recompensa tomará a forma de "coroas". Distingue-se cinco "coroas" distintas em vários textos: 
(1) a "coroa incorruptível" para aqueles que dominam a velha natureza (1 Co 9:25); 
(2)uma "coroa em que exultamos" para aqueles que levam outros a Cristo (1 Ts 2:19); 
(3) uma "coroa de justiça" para os que amam a vinda de Cristo (2 Tm 4:8); 
(4) uma "coroa da vida" para aqueles que mantém o seu amor pelo Senhor no meio de tribulação (Tg 1:12); 
(5) uma "coroa de glória" para aqueles que são bons pastores do rebanho de Deus (1 Pe 5:4).
Não foi revelado se coroas verdadeiras de vários estilos serão entregues ou se a palavra "coroa" é simbólica. De certo, Deus conferirá com justiça, conforme o que cada pessoa merece. A perda experimentada por aqueles cujas obras foram queimadas não diz respeito à salvação da pessoa. Paulo esclarece isto na passagem tratada ao acrescentar, "mas esse mesmo será salvo, todavia, como que através do fogo"(1 Co 3:15). 
A perda trata de galardões. A pessoa não receberá uma coroa, resultando num senso de vergonha e perda que não utilizou melhor o seu tempo na terra. 
Paulo parece ter previsto tal possibilidade para si e desejava ardentemente evitá-Ia, ao escrever, "esmurro o meu corpo, e o reduzo à escravidão, para que, tendo pregado a outros, não venha eu mesmo a ser desqualificado" (1 Co 9:27). Ele não falava de perder a salvação, porque não se pode perder isto, mas de perder a sua utilidade na construção do "edifício de Deus" e, como resultado, perder o seu galardão. 
Todo cristão deveria considerar cuidadosamente o fato deste tempo vindouro de juízo. Uma vida desperdiçada vai parecer muito tola ao ficar perante Cristo naquele dia.

As Bodas do Cordeiro
Há um segundo evento que ocorre para os santos da igreja logo após o arrebatamento. Apocalipse 19:7-9 refere-se a isto como "as bodas do Cordeiro". Nesta ceia Cristo será o Noivo e a igreja será a Sua noiva. 
As figuras de um noivo e sua noiva em se referir a Cristo e Sua igreja são usadas freqüentemente em outras passagens do Novo Testamento (veja, por exemplo, Jo 3:29; Rm 7:4; 2 Co 11:2; Ef 5:25-33). 
As bodas celebrarão a união formal de Cristo com a Sua igreja num relacionamento eterno. Até este momento estavam separados, Um no céu e a outra na terra, mas deste instante em diante estarão sempre juntos.

O período do casamento
Linho fino é a roupa adequada para um servo na presença de um rei (Gn 41:2). Foi usado nas vestes sacerdotais no Velho Testamento (Êx 8:5,6,8,15,39,42). 
Deus vestiu sua esposa em linho fino (Ez 16:10,13). Linho finíssimo mostra a pureza dos servos de Deus. A noiva que se apresenta a Cristo é vestida de linho fino.
O casamento ocorrerá entre o arrebatamento e a volta de Cristo à terra após a tribulação. Não precederá o arrebatamento, porque até aquele momento os dois permanecem separados.
Não será após a vinda ao fim da tribulação, porque, em primeiro lugar, a descrição das bodas antecipa o relato daquela volta em Apocalipse 19:11-21. 
E, segundo, a igreja vem com Cristo como Sua noiva, naquela volta. Provavelmente segue o "tribunal de Cristo", porque nas bodas a igreja será vestida em "atos de justiça dos santos". Isto sugere que esta justiça já terá sido julgada e achada válida. O tempo deste evento não pode ser estabelecido mais do que isto. 
Pode haver significado no fato de ser descrito em Apocalipse logo antes da vinda de Cristo a terra. Por outro lado, a lógica aponta uma ocasião mais cedo, logo após o julgamento; visto que a igreja estará na presença de Cristo do tempo do tribunal em diante, não parece haver necessidade para atrasos. Tudo que pode ser dito é que ocorre em algum ponto entre o tribunal e a volta após a tribulação.
Concluímos com a certeza que o arrebatamento é o primeiro evento do inicio do fim. Acontecerá de maneira repentina e sem aviso. Os mortos em Cristo ressuscitarão primeiros e os servos de Cristo vivos terão seus corpos transformados.
Ocorrerá na ocasião o tribunal de Cristo, onde os servos do Senhor serão julgados segundo suas obras. Não é um julgamento para salvação. os. Haverá entrega de galardões para aqueles que realizaram a obra do Senhor com a motivação correta, também haverá vergonha por obras reprovadas. Segue após o tribunal de Cristo a bodas do cordeiro, que é a celebração da união formal de Cristo com a Sua igreja.
Enquanto isso estará ocorrendo na terra, a grande tribulação.
Você esta preparado para a vinda do Senhor?


Pr. Denilson Roque
http://ibrdagraca.blogspot.com/2009/11/o-tribunal-de-cristo.html