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14/09/2014

O que Bíblia diz sobre o Futuro da Faixa de Gaza?


Joel Richardson

Como o foco do mundo está fixo agora na Faixa de Gaza, os que estudam a Bíblia fariam bem em parar e considerar o que os antigos profetas hebreus tinham a dizer sobre o futuro deste pequeno pedaço de terra. Vamos considerar algumas passagens. Primeiro, de acordo com as Escrituras, o retorno de Jesus e o julgamento subsequente será em grande parte ao redor do que o profeta Isaías chamou de “a causa jurídica”, ou “a controvérsia de Sião”:
“Pois o Senhor tem um dia de vingança, um ano de retribuições pela causa de Sião… (Isaías 34:8)”
Sem dúvida, hoje a “controvérsia de Sião” atinge a todas as nações, como o Estado de Israel tenta esmagar o domínio do Hamas sobre Gaza, um grupo que tem como objetivo declarado exterminar o povo judeu e criar a sua capital em Jerusalém.
Segundo vários profetas, a polêmica só vai se intensificar à medida em que se aproximar o retorno de Jesus, quando uma vasta coalizão de nações invadirá Israel e cercará a cidade de Jerusalém, buscando cometer o genocídio final contra o povo judeu. O profeta Joel nos diz que o Senhor executará julgamento contra todas as partes envolvidas nessa invasão e, especificamente, qualquer um que forçar a divisão de Sua terra:
“Vou reunir todas as nações e trazê-las para o vale de Josafá. Então eu entrarei em juízo contra elas por causa do meu povo e da minha herança, Israel, a quem elas espalharam entre as nações; repartindo a minha terra entre si." (Joel 3:2)
Josafá é o vale que vai do norte ao sul, entre o Monte do Templo, e o Monte das Oliveiras. Em Mateus 25, quando Jesus estava fisicamente sentado no Monte das Oliveiras, olhando para o vale de Josafá, Ele declarou que quando Ele voltar, Ele mesmo vai se sentar como o juiz das nações. Ele declarou que Ele iria julgar as nações especificamente com base no modo como eles trataram seus “irmãos”. É claro que Jesus estava fazendo referência ao texto de Joel 3, na verdade, inserindo-se na passagem como o juiz divino. Devemos também observar que Joel também nos informa que o julgamento será baseado no modo como as nações trataram “O meu povo e minha herança, Israel”, e também sobre elas tendo “, dividido a minha terra.”
Conforme a profecia segue, ela continua a falar do Senhor executando a vingança contra aqueles das regiões do Líbano e de Gaza que se envolveram em violência contra o povo de Israel:
“Que tendes vós comigo, ó Tiro, Sidon (Líbano) e todas as regiões da Filístia (Gaza)? É isso vingança que quereis contra mim? Se assim me quereis vingar, farei, sem demora, cair sobre a vossa cabeça a vossa vingança." (Joel 3:4)
Onde diz “Tiro, Sidon,” e “as regiões da Filístia” pode-se quase inserir o Hezbollah e o Hamas. É quase como se isso fosse lido das manchetes de hoje.
A profecia, é claro, não está falando de cada habitante do Líbano e Gaza. A ênfase específica da profecia é sobre aqueles que têm procurado “violência” para “derramar sangue inocente” na terra de Judá:
“Edom se fará um deserto assolado, por causa da violência contra o povo de Judá, em cuja terra derramaram sangue inocente. Mas Judá será habitada para sempre e Jerusalém, de geração em geração. E eu vou vingar o sangue dos que não foram vingados, porque o Senhor habitará em Sião". (Joel 3:19-21)
Como Joel, assim também o profeta Ezequiel revela que Jesus vai voltar para executar julgamento contra aqueles que abraçam e fomentam o “ódio antigo”, voltado ao povo judeu, e aos que derramam o sangue dos “filhos de Israel”:
“Porque guardaste um ódio antigo e abandonaste os filhos de Israel à violência da espada, no tempo da calamidade e do castigo final … portanto, tão certo como eu vivo”, diz o Senhor Deus: “Eu te fiz sangrar, e o sangue te perseguirá; visto que não aborreceste o sangue, o sangue te perseguirá". (Ezequiel 35:5-7)
Embora seja claro que Jesus ama apaixonadamente todos os povos e se entristece com a perda de vidas inocentes em ambos os lados do conflito atual, as Escrituras também são dolorosamente claras de que, quando Ele voltar, por causa da violência e do ódio acima mencionado, a região de Gaza será devastada. O profeta Sofonias, especificamente falando do Dia do Senhor, adverte aos habitantes de Gaza a se arrependerem; “Buscai a justiça, buscai a mansidão … Talvez você será escondido no dia da ira do Senhor”. Em seguida, vem uma descrição muito gritante do que está por vir para Gaza quando Jesus voltar:
“Porque Gaza será desamparada. … Ai dos habitantes do litoral, a nação dos quereítas! A palavra do Senhor é contra vós, ó Canaã, terra dos filisteus; e eu vou destruí-lo de modo que não haverá nenhum habitante. Assim, o litoral será de pastagens, com refúgios para pastores e currais para os rebanhos. E o litoral será para o restante da casa de Judá, nele apascentarão os seus rebanhos. Nas casas de Asquelon eles vão deitar-se à noite; Pois o Senhor, seu Deus vai cuidar deles e restaurar a sua sorte". (Sofonias 2:4-7)
Agora, para aqueles que estão buscando assumir uma posição mais neutra (sobre o muro, por assim dizer), pode ser difícil de engolir que grande parte da Faixa de Gaza se tornará devastada e deserta, sendo deixado para o remanescente justo de Judá. Isso, no entanto, é exatamente o que a profecia declara. Esta não é uma profecia histórica. A profecia é em última análise, referente ao Dia do Senhor e o retorno de Jesus.
Será que não choca a ninguém que os eventos mundiais estão agora se alinhando cada vez mais com o estado de coisas que os antigos profetas hebreus falaram um pouco antes do retorno de Jesus? Ao ponderar todas essas coisas, todos nós devemos tremer. Pois, na verdade, através desta passagem o Senhor não está apenas alertando os habitantes de Gaza, mas todos – judeus, palestinos, você e eu – para a justiça, a humildade e o arrependimento. Se ouvir este aviso e genuinamente levá-lo ao coração, então como diz o profeta: “Talvez [nós] seremos escondidos no dia da ira do Senhor.”
 
 
 

06/09/2014

O ARREBATAMENTO DA IGREJA



Arrebatamento
a)    No grego – “PARÚSIA” – estar presente. No sentido escatológico: extrair, desarraigar um povo deste mundo e elevá-lo à presença de Cristo nas alturas.
b)    No latim – “RAPTUS” – rapto repentino. Uma retirada surpreendente.
c)    No português – arrancar, tomar de surpresa.
Na conceituação etimológica, o arrebatamento tem um sentido muito significativo. Será o momento em que o Senhor arrancará, tomará de surpresa, extrairá da terra a sua igreja (noiva) e a levará para se encontrar com Ele (noivo) nos ares. É uma das considerações mais importantes da escatologia no Novo Testamento.
 
Será algo surpreendente e jamais visto. Conforme a Palavra em 2 Coríntios 15:52 – “num momento, num abrir e fechar de olhos, ao ressoar da última trombeta...” – um grande número de pessoas serão subtraídas repentinamente da terra, causando nesta, grande alvoroço e transtorno. Muitos ficarão confusos em saber o que aconteceu. Catástrofes, acidentes, pânico, desespero e gritarias ocorrerão em decorrência do sumiço em massa.
 
Mas para a Igreja do Senhor será o momento mais desejável, o que tanto a igreja verdadeira anseia, que é a volta do seu noivo para levar a sua noiva para morar com ele eternamente nos céus.

1. VISÃO BÍBLICA DO ARREBATAMENTO

Tessalonicenses 2:1-3“Irmãos, no que diz respeito à vinda de nosso Senhor Jesus Cristo e à nossa reunião com ele, nós vos exortamos a que não vos demovais da vossa mente, com facilidade, nem vos perturbeis, quer por espírito, quer por palavra, quer por epístola, como se procedesse de nós, supondo tenha chegado o Dia do Senhor. Ninguém, de nenhum modo, vos engane, porque isto não acontecerá sem que primeiro venha a apostasia e seja revelado o homem da iniqüidade, o filho da perdição”

1 Tessalonicenses 4:15-17 – Ora, ainda vos declaramos, por palavra do Senhor, isto: nós, os vivos, os que ficarmos até à vinda do Senhor, de modo algum precederemos os que dormem. Porquanto o Senhor mesmo, dada a sua palavra de ordem, ouvida a voz do arcanjo, e ressoada a trombeta de Deus, descerá dos céus, e os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro; depois, nós, os vivos, os que ficarmos, seremos arrebatados juntamente com eles, entre nuvens, para o encontro do Senhor nos ares, e, assim, estaremos para sempre com o Senhor”.

Em 2 Tessalonicenses 2:1 o texto começa se dirigindo a “IRMÃOS”, ou seja, a Igreja do Senhor, não é para o mundo, mas para aqueles que fazem parte da família da fé. O texto também trata da “REUNIÃO COM ELE”, Jesus. Essa reunião será exclusiva para a Igreja do Senhor, o momento em que Cristo se reunirá “NOS ARES” (de acordo com 1 tessalonicenses 4:17) por ocasião do arrebatamento.

1.1 SÍMBOLOS DO ARREBATAMENTO

A palavra de Deus nos mostra figuras do arrebatamento em muitos trechos das escrituras. São símbolos para cada vez mais ratificar esse momento glorioso para sua igreja.

·      Noé foi poupado por Deus de uma geração inteira - (Gn 7:1-5;13 / 2 Pe 2:5) Nos evangelhos Jesus mostra Noé como exemplo (símbolo) para sua vinda gloriosa (Mt 24:36-39).

·      Deus poupou Ló - (Gn 19:14-17 / 2 Pe 2:7-9) Em 2Pedro 2.6-9 Ló é chamado homem justo. Esse comentário divino lança luz sobre Gênesis 19.22, quando o anjo buscou apressar a partida de Ló com as palavras "Apressa-te, refugia-te nela; pois nada posso fazer, enquanto não tiveres chegado lá". Se a presença de um homem justo impedia o derramamento do juízo merecido sobre a cidade de Sodoma, quanto mais a presença da igreja na terra impedirá o derramamento da ira divina até sua retirada.

·      Elias e Enoque foram tomados por Deus por serem fiéis - (2 Reis 2:11-14 / Gêneses 5:24) Assim como Deus tomou Elias e Enoque, assim também Deus tomará a sua igreja desta terra no arrebatamento.

Esses são símbolos de arrebatamento para que o seu povo possa cada vez mais estar preparado para esse grande momento.

Lutero escreveu: "...Não pensemos que a vinda de Cristo está longe; olhemos para cima com nossa cabeça erguida; esperemos a vinda de nosso Redentor com mente desejosa e alegre."

1.2 ELE VEM PRIMEIRO PARA OS SEUS (IGREJA GLORIOSA)

Em primeiro momento o Senhor voltará exclusivamente para buscar os seus, a igreja gloriosa, nos céus, e será invisível ao mundo. (João 14:3 / João 17:9;24 / Mateus 22:2;11-13 / 1 Pedro 4:18 / 2 Pedro 2:5)

2 Tessalonicenses 1:10 – “quando vier para ser glorificado nos seus santos e ser admirado em todos os que creram, naquele dia (porquanto foi crido entre vós o nosso testemunho)”.

Observe que ele virá primeiro para ser glorificado “nos seus santos e ser admirado em todos os que CRERAM”. Essa manifestação não será para aqueles que não creram e não deram crédito a sua Palavra. Devemos também ressaltar que o arrebatamento será apenas para os fiéis à Palavra de Deus, aqueles que verdadeiramente se compromissaram em servir ao Senhor de todo coração. 
 
Existe uma distinção entre a verdadeira igreja fiel e aqueles que apenas com lábios professam o nome do Senhor, porém o coração está longe Dele. A igreja verdadeira é composta por todos os que receberam a Cristo como Salvador e são compromissados com Ele. Ao contrário disso, temos a igreja infiel, composta por aqueles que fazem profissão de aceitar a Cristo sem realmente recebê-lo.
Este último grupo entrará no período da grande tribulação, pois Apocalipse 2.22 indica claramente que a igreja infiel não salva experimentará a ira como castigo. Apenas a verdadeira igreja será arrebatada.

Apocalipse 2:22 – “Eis que a prostro de cama, bem como em grande tribulação os que com ela adulteram, caso não se arrependam das obras que ela incita”.

O arrebatamento não retirará todos os que professam fé em Cristo, mas apenas os que tenham nascido de novo e recebido a Sua vida. A porção descrente da igreja visível, junto com os descrentes deste mundo, entrará no período da grande tribulação.

Apocalipse 19:9 – “Então, me falou o anjo: Escreve: Bem-aventurados aqueles que são chamados à ceia das bodas do Cordeiro. E acrescentou: São estas as verdadeiras palavras de Deus”.

* (Grande tribulação – de acordo com a bíblia será período de sete anos que em Deus derramará sobre a terra toda sua ira)

1.3 DISTINÇÃO ENTRE O ARREBATAMENTO E A VINDA VISÍVEL.

Outro ponto importante que devemos observar é não confundir o arrebatamento com a vinda visível do Senhor. A vinda visível será para todo o mundo, todo o olho verá a manifestação da sua gloriosa aparição, Ele virá com sua igreja que fora arrebatada antes.
Existem várias contraposições entre o arrebatamento e a segunda vinda. Elas mostrarão que os dois acontecimentos não são vistos como sinônimos nas Escrituras.

·      O arrebatamento compreende a retirada dos crentes, enquanto o segundo advento requer o aparecimento e a manifestação do Filho.
·      No arrebatamento os santos são levados nos ares, enquanto na segunda vinda Cristo volta à terra.
·      No arrebatamento Cristo vem buscar Sua noiva, enquanto na segunda vinda Ele retorna com a noiva.
·      O arrebatamento resulta na retirada da igreja e na instauração da grande tribulação, enquanto a segunda vinda resulta no estabelecimento do reino milenar.
·      O arrebatamento traz uma mensagem de conforto, enquanto a segunda vinda é acompanhada por uma mensagem de julgamento.
·      O arrebatamento deixa a criação intacta, enquanto a segunda vinda implica uma mudança na criação.
·      O arrebatamento ocorrerá antes do dia da ira, enquanto a segunda vinda após a tribulação daqueles dias.
·      O arrebatamento é apenas para os crentes fiéis, enquanto a segunda vinda tem efeito sobre todos os homens.

Essas e outras contraposições apóiam a alegação de que se trata de dois planos diferentes que não podem ser unificados num só.

1.4 A IGREJA NÃO PASSARÁ PELA GRANDE TRIBULAÇÃO
 
O arrebatamento também é tema de discordância para alguns estudiosos que levantam questões da ocasião do arrebatamento em relação ao seu período (se o arrebatamento será: antes, depois ou dentro da Grande tribulação). Com isso criaram suas teorias sobre o assunto de uma forma errônea por não analisarem profundamente as Escrituras Sagradas. Duas das principais teorias vistas nos dias atuais são: a teoria mesotribulacionista e a pós-tribulacionista. Lembrando que são apenas teorias sem uma fundamentação bíblica contundente.
 
·      A Teoria do arrebatamento pós-tribulacionista (após a Grande Tribulação) - Diz que a igreja continuará na terra até a segunda vinda de Cristo, após a Grande tribulação, no final desta será levada às nuvens para encontrar o Senhor que veio pelos ares, vindo do céu no segundo advento, para retornar imediatamente com Ele. Ou seja, a Igreja passará por todo período da Grande tribulação. Reese defensor dessa teoria escreve: A igreja de Cristo não será retirada da terra até o segundo advento de Cristo, bem no final desta presente era: o arrebatamento e o aparecimento ocorrem no mesmo momento de transição; conseqüentemente, os cristãos desta geração serão expostos às aflições finais sob o anticristo. (Alexander REESE, The approaching advent of Christ)
 
·      Teoria do arrebatamento Mesotribulacionista - De acordo com essa interpretação, a igreja será arrebatada ao final da primeira metade (três anos e meio) da grande tribulação, com isso, ela suportará todos os acontecimentos dessa primeira metade.

Mas de acordo com a veracidade bíblica veremos que o arrebatamento ocorrerá antes da grande tribulação. Logo após o arrebatamento, então, será derramado sobre a terra a ira de Deus. Deus não permitirá que seu povo passe pela ira que se abaterá naqueles dias.
 
Para entendermos alguns dos motivos pelos quais a Igreja não passará pela grande tribulação é necessário entendermos a natureza e o caráter da Grande Tribulação.
 
Existem várias palavras usadas no Antigo e no Novo Testamento em referência ao período da Grande Tribulação, as quais, quando examinadas em conjunto, oferecem a natureza essencial ou o caráter desse período:

1)   ira (Ap 6.16,17; 11.18; 14.19; 15.1,7; 16.1,19; l Ts 1.9,10; 5.9; Sf 1.15,18);
2)   julgamento (Ap 14.7; 15.4; 16.5-7; 19.2);
3)   indignação (Is 26.20,21; 34.1-3);
4)   castigo (Is 24.20,21);
5)   hora do julgamento (Ap 3.10);
6)   hora de angústia (Jr 30.7);
7)   destruição (Jl 1.15);
8)   trevas (Jl 2.2; Sf 1.14-18; Am 5.18).

Então a natureza da Grande Tribulação claramente é demonstrada como "ira" e "julgamento" divino. Sabemos que nosso abençoado Senhor suportou a ira e o julgamento de Deus em nosso lugar; portanto, nós, que estamos Nele, "não seremos julgados". 
 
A antítese de 1 Tessalonicenses 5.9 é uma evidência conclusiva: “porque Deus não nos destinou para a ira, mas para alcançar a salvação mediante nosso Senhor Jesus Cristo”.
 
Ira para outros, mas salvação para nós (Igreja) no arrebatamento, "quer vigiemos, quer durmamos" (v.10).
Não há dúvida de que esse período testemunhará o derramamento da ira divina por toda a terra.

Em Apocalipse 3.10 vemos:

"Porque guardaste a palavra da minha perseverança, também eu te guardarei da hora da provação que há de vir sobre o mundo inteiro, para experimentar os que habitam sobre a terra".

Vemos que esse período tem em vista "os que habitam sobre a terra", e não a igreja. A mesma expressão ocorre em Apocalipse 6.10; 11.10; 13.8,12,14; 14.6 e 17.8.

A palavra "habitam" usada aqui (katoikeo) é forte. É usada para descrever a totalidade do Deus que habitava em Cristo (Cl 2.9); é usada para a moradia permanente de Cristo no coração do crente (Ef 3.17) e dos demônios retornando para obter posse absoluta de um homem (Mt 12.45; Lc 11.26). Ela deve ser diferenciada da palavra “oikeo”, que é o termo geral para "habitar", e deparoikeo”, que tem a idéia de transitório, "visitar".
 
O termo “katoikeo” inclui a idéia de permanência. Dessa maneira, o julgamento referido em Apocalipse 3.10 dirige-se aos habitantes da terra daquele dia, aos que se estabeleceram na terra como se fosse sua verdadeira casa, aos que se identificaram com o comércio e a religião da terra. 
 
Visto que esse período está relacionado com os "que habitam a terra", os que se estabeleceram em ocupação permanente, não pode ter nenhuma referência à igreja, que seria sujeita às mesmas experiências se estivesse aqui.
 
Outra expressão em Apocalipse 3.10 é: "Eu te guardarei da hora da provação"
 
João usa a palavra têreõ” (tereso) para o verbo guardar. Quando esse verbo é usado com a preposição “de” com “em”, significa "fazer com que alguém persevere ou se mantenha firme em algo"; quando usado com “ek” significa "fazer com que alguém fique em segurança escapando para fora de".
 
Como “ek” é usado aqui, indica que João está prometendo à igreja o afastamento da esfera de teste, e não a preservação durante o teste. Isso é ainda mais concretizado pelo uso das palavras "da hora". Deus não está apenas guardando das provações, mas também da própria hora em que essas provações chegarão aos que habitam a terra.
 
Desse modo gramaticalmente Apocalipse 3.10 pode significar "perfeita imunidade contra" e não "passando ilesa pelo mal". A gramática permite a interpretação de completa imunidade do período. Outros estudiosos dizem a mesma coisa da preposição “ek” (fora de, para longe de). 
 
Similarmente lemos em 1 Tessalonicenses 1.10 que Jesus nos livra "da (ek) ira vindoura".
 
Isso não pode significar proteção nela; isso deve significar isenção dela. Parece, então, perfeitamente claro que a preposição "de" pode significar completa isenção do que é previsto.
 
No que diz respeito ao contexto, observa-se que a promessa não é meramente ser guardada da tentação, mas da hora da tentação, i.e., de um período como tal, não apenas das lutas durante o período. E, mais uma vez, porque um apóstolo escreveria “ek tes horas” (da hora), como fez, quando facilmente poderia ter escrito “en te hora” (na hora)? Certamente o Espírito de Deus o guiou na própria linguagem que empregou.

Em 1 Tessalonicenses 5.9: "Porque Deus não nos destinou para a ira, mas para alcançar a salvação mediante nosso Senhor Jesus Cristo". O contraste nessa passagem é entre a luz e a escuridão, entre a ira e a salvação. 1 Tessalonicenses 5.2 mostra que essa ira e escuridão estão ligadas ao dia do Senhor.
Uma comparação dessa passagem com Joel 2.2; Sofonias 1.14-18; Amós 5.18 descreverá a escuridão mencionada aqui como a escuridão da grande tribulação. 
 
Uma comparação com Apocalipse 6.17; 11.18; 14.10,19; 15.1,7; 16.1,19 descreverá a ira do dia do Senhor. Paulo ensina claramente no v. 9 que nossa expectativa e destino não são ira e escuridão, mas salvação, e o v. 10 mostra o método dessa salvação, a saber, para que "vivamos em união com ele".
 
Em 1 Tessalonicenses 1.9,10. Uma vez mais Paulo indica claramente que nossa expectativa não é a ira, mas a revelação do "Seu Filho dos céus". Isso não poderia acontecer, a menos que o Filho fosse revelado antes de a ira da grande tribulação ser derramada na terra.
 
Tudo isso nos mostra de forma clara e absoluta que a igreja não passara pela grande tribulação, antes, porém será arrebatada sendo assim liberta dessa grande ira que abaterá a terra.
 
Todas as teorias como a pós-tribulacionista e mesotribulacionista não tem como sustentar com base bíblica suas afirmações. Deus não irá permitir que sua igreja seja julgada com o mundo, ela é a menina dos seus olhos, a sua noiva amada, e o maior desejo de Deus é se encontrar com ela e assim também esse é o maior desejo da noiva que se preze.
Já que a igreja é o corpo, do qual Cristo é o cabeça (Ef 1.22; 5.23; Cl 1.18), a noiva de Cristo (1 Co 11.2; Ef 5.23), o objeto de Seu amor (Ef 5.25), os ramos dos quais Ele é a videira e a raiz (Jo 15.5), o edifício do qual Ele é a base e pedra angular (1 Co 3.9; Ef 2.19-22), existe entre o crente e o Senhor uma união e uma unidade. O crente não está mais separado d’Ele, mas é trazido para perto d’Ele. Se a igreja estiver na grande tribulação, estará sujeita à ira, ao julgamento e à indignação que caracterizam o período. Visto que a igreja foi aperfeiçoada e liberta de tal julgamento (Rm 8.1; Jo 5.24; l Jo 4.17), se ela fosse novamente sujeita a julgamento, as promessas de Deus não teriam efeito e a morte de Cristo seria ineficaz. Quem ousaria afirmar que a morte de Cristo falhou no cumprimento de seu propósito?
 
 
FONTE:
http://maranataestudos.blogspot.com.br/2014/05/normal-0-21-false-false-false-pt-br-x.html