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19/09/2014

O Estado Islâmico e a Barbárie Religiosa



Por Johnny Bernardo


O Estado Islâmico (IL) é a maior ameaça dos últimos tempos. Dentro da projeção religiosa, de como a religião se comportará em um futuro não muito distante, temos lampejos de como a sociedade global se constituirá. Primeiro: nos próximos 50 anos o mundo passará por um grande progresso científico e tecnológico. Segundo: problemas de ordem social, como violência, conflitos armados, desestruturação das famílias, depressão e isolamento social serão profundamente acentuados. Terceiro: novas opções religiosas, extremistas, levarão o homem de volta à barbárie.

Nascido de questões não resolvidas, de pontas não amarradas, o Estado Islâmico nos oferece uma breve compreensão do que o mundo passará nas próximas décadas. O conceito de Albert Einstein, de que o universo está em constante expansão e que, ao final do ciclo expansionista deverá retroceder ao ponto original, se não aceito do ponto de vista criacionista, é plenamente aplicável no âmbito sociológico. A humanidade continuará a se expandir, a ocupar todos os espaços disponíveis da Terra, a consumir todos os recursos naturais, a aprofundar as já acentuadas disparidades sociais, até começar a retroceder, a levar o homem de volta ao período da barbárie. A atuação do IL, entre o norte sírio e o leste iraquiano, é um claro exemplo do retorno ao primitivismo bárbaro.

A religião acima do Estado. A fé acima dos direitos. Como explicar atitudes tão cruéis, tão malévolas, de desrespeito aos direitos constitucionais, das pessoas, se vivemos em um período republicano, de globalização do conhecimento e da informação? Como explicar o sequestro de mulheres, a operação de seus clitóris, a decapitação de jornalistas e o cerramento de crianças senão entendermos a atuação do IL como um retorno ao primitivismo animal, grotesco, desumano, em que a ausência da lei, de uma constituição, de uma ordem, permitia excessos de crueldade, de olho por olho e dente por dente? Vide as incursões bárbaras dos Assírios, dos Persas, dos Romanos etc. Centenas de mortes, de empilhamento de crânios em forma de muralhas aterrorizantes. Barbárie!

Esperávamos que a ciência, a tecnologia, a república nos levaria a idade das luzes, a um novo renascimento social, mas pontas-soltas ainda são vistas por aí, cada vez maiores, mais destruidoras, mais aterrorizantes. Somos bárbaros por natureza, participes da natureza pecaminosa do primeiro homem, suscetíveis à raiva e ao ódio do primeiro homicida. Mas o que regula a natureza humana, além da influência divina? A Lei, obviamente. Imaginemos como seria o mundo sem as leis, sem os mecanismos que regulam a humanidade, sem os limites colocados pelas constituições? Caos. Atrocidades. Desordem. Pânico. Lembrando que o Caos é o inverso da Ordem. Nova Orleans e recentemente Ferguson viveram lampejos da barbárie, do pânico gerado pela ausência do Estado. Para vencer a fome, saques em Nova Orleans. Para sobreviver ao ódio e ao racismo, enfrentamento, depredação e repressão em Ferguson, no Missouri, nos Estados Unidos.

O Estado Islâmico espalha terror por onde passa, reprime os direitos dos civis, impõe taxas exorbitantes a comerciantes e a fabricantes, impõe toque de recolher. Seu objetivo é criar de fato um Estado regido pela Sharia (lei islâmica). Para isso acreditam ser preciso subjugar os inimigos. Assassinar famílias que professem o cristianismo. Apesar de esforços internacionais, talvez seja tarde para que o Estado Islâmico seja erradicado, como observa o pesquisador do Centro de Estudos de Radicalização do King’s College, de Londres, Shiraz Maher. Segundo o pesquisador, qualquer ação contra o EL pode levar anos e é possível que o grupo continue atuando. Mesmo com a destruição do EI, novos grupos extremistas surgirão nas próximas décadas, mais ferozes e cruéis. A humanidade tem de ser preparar porque os indícios apontam para um futuro bárbaro e devasso.


Johnny Bernardo é pesquisador, jornalista, colaborador de diversos meios de comunicação e licenciando em Ciências Sociais pela Universidade Metodista de São Paulo. Há mais de dez anos dedica-se ao estudo de religiões e crenças, sendo um dos campos de atuação a religiosidade brasileira e movimentos destrutivos.

FONTE:
http://colunas.gospelmais.com.br/o-estado-islamico-e-barbarie-religiosa_10194.html

14/09/2014

O que Bíblia diz sobre o Futuro da Faixa de Gaza?


Joel Richardson

Como o foco do mundo está fixo agora na Faixa de Gaza, os que estudam a Bíblia fariam bem em parar e considerar o que os antigos profetas hebreus tinham a dizer sobre o futuro deste pequeno pedaço de terra. Vamos considerar algumas passagens. Primeiro, de acordo com as Escrituras, o retorno de Jesus e o julgamento subsequente será em grande parte ao redor do que o profeta Isaías chamou de “a causa jurídica”, ou “a controvérsia de Sião”:
“Pois o Senhor tem um dia de vingança, um ano de retribuições pela causa de Sião… (Isaías 34:8)”
Sem dúvida, hoje a “controvérsia de Sião” atinge a todas as nações, como o Estado de Israel tenta esmagar o domínio do Hamas sobre Gaza, um grupo que tem como objetivo declarado exterminar o povo judeu e criar a sua capital em Jerusalém.
Segundo vários profetas, a polêmica só vai se intensificar à medida em que se aproximar o retorno de Jesus, quando uma vasta coalizão de nações invadirá Israel e cercará a cidade de Jerusalém, buscando cometer o genocídio final contra o povo judeu. O profeta Joel nos diz que o Senhor executará julgamento contra todas as partes envolvidas nessa invasão e, especificamente, qualquer um que forçar a divisão de Sua terra:
“Vou reunir todas as nações e trazê-las para o vale de Josafá. Então eu entrarei em juízo contra elas por causa do meu povo e da minha herança, Israel, a quem elas espalharam entre as nações; repartindo a minha terra entre si." (Joel 3:2)
Josafá é o vale que vai do norte ao sul, entre o Monte do Templo, e o Monte das Oliveiras. Em Mateus 25, quando Jesus estava fisicamente sentado no Monte das Oliveiras, olhando para o vale de Josafá, Ele declarou que quando Ele voltar, Ele mesmo vai se sentar como o juiz das nações. Ele declarou que Ele iria julgar as nações especificamente com base no modo como eles trataram seus “irmãos”. É claro que Jesus estava fazendo referência ao texto de Joel 3, na verdade, inserindo-se na passagem como o juiz divino. Devemos também observar que Joel também nos informa que o julgamento será baseado no modo como as nações trataram “O meu povo e minha herança, Israel”, e também sobre elas tendo “, dividido a minha terra.”
Conforme a profecia segue, ela continua a falar do Senhor executando a vingança contra aqueles das regiões do Líbano e de Gaza que se envolveram em violência contra o povo de Israel:
“Que tendes vós comigo, ó Tiro, Sidon (Líbano) e todas as regiões da Filístia (Gaza)? É isso vingança que quereis contra mim? Se assim me quereis vingar, farei, sem demora, cair sobre a vossa cabeça a vossa vingança." (Joel 3:4)
Onde diz “Tiro, Sidon,” e “as regiões da Filístia” pode-se quase inserir o Hezbollah e o Hamas. É quase como se isso fosse lido das manchetes de hoje.
A profecia, é claro, não está falando de cada habitante do Líbano e Gaza. A ênfase específica da profecia é sobre aqueles que têm procurado “violência” para “derramar sangue inocente” na terra de Judá:
“Edom se fará um deserto assolado, por causa da violência contra o povo de Judá, em cuja terra derramaram sangue inocente. Mas Judá será habitada para sempre e Jerusalém, de geração em geração. E eu vou vingar o sangue dos que não foram vingados, porque o Senhor habitará em Sião". (Joel 3:19-21)
Como Joel, assim também o profeta Ezequiel revela que Jesus vai voltar para executar julgamento contra aqueles que abraçam e fomentam o “ódio antigo”, voltado ao povo judeu, e aos que derramam o sangue dos “filhos de Israel”:
“Porque guardaste um ódio antigo e abandonaste os filhos de Israel à violência da espada, no tempo da calamidade e do castigo final … portanto, tão certo como eu vivo”, diz o Senhor Deus: “Eu te fiz sangrar, e o sangue te perseguirá; visto que não aborreceste o sangue, o sangue te perseguirá". (Ezequiel 35:5-7)
Embora seja claro que Jesus ama apaixonadamente todos os povos e se entristece com a perda de vidas inocentes em ambos os lados do conflito atual, as Escrituras também são dolorosamente claras de que, quando Ele voltar, por causa da violência e do ódio acima mencionado, a região de Gaza será devastada. O profeta Sofonias, especificamente falando do Dia do Senhor, adverte aos habitantes de Gaza a se arrependerem; “Buscai a justiça, buscai a mansidão … Talvez você será escondido no dia da ira do Senhor”. Em seguida, vem uma descrição muito gritante do que está por vir para Gaza quando Jesus voltar:
“Porque Gaza será desamparada. … Ai dos habitantes do litoral, a nação dos quereítas! A palavra do Senhor é contra vós, ó Canaã, terra dos filisteus; e eu vou destruí-lo de modo que não haverá nenhum habitante. Assim, o litoral será de pastagens, com refúgios para pastores e currais para os rebanhos. E o litoral será para o restante da casa de Judá, nele apascentarão os seus rebanhos. Nas casas de Asquelon eles vão deitar-se à noite; Pois o Senhor, seu Deus vai cuidar deles e restaurar a sua sorte". (Sofonias 2:4-7)
Agora, para aqueles que estão buscando assumir uma posição mais neutra (sobre o muro, por assim dizer), pode ser difícil de engolir que grande parte da Faixa de Gaza se tornará devastada e deserta, sendo deixado para o remanescente justo de Judá. Isso, no entanto, é exatamente o que a profecia declara. Esta não é uma profecia histórica. A profecia é em última análise, referente ao Dia do Senhor e o retorno de Jesus.
Será que não choca a ninguém que os eventos mundiais estão agora se alinhando cada vez mais com o estado de coisas que os antigos profetas hebreus falaram um pouco antes do retorno de Jesus? Ao ponderar todas essas coisas, todos nós devemos tremer. Pois, na verdade, através desta passagem o Senhor não está apenas alertando os habitantes de Gaza, mas todos – judeus, palestinos, você e eu – para a justiça, a humildade e o arrependimento. Se ouvir este aviso e genuinamente levá-lo ao coração, então como diz o profeta: “Talvez [nós] seremos escondidos no dia da ira do Senhor.”