15 de jul de 2016

A tomada de Jerusalém pelo Islã e suas implicações globais

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“Assim diz o Senhor: Estou voltando para Sião e habitarei em Jerusalém. Então Jerusalém será chamada Cidade da Verdade, e o monte do Senhor dos Exércitos será chamado monte Sagrado”. Zacarias 8.3, NVI.
Uma guerra religiosa está sendo travada em torno de Jerusalém, com os muçulmanos reivindicando o monte do Templo como sua propriedade exclusiva e exigindo soberania sobre a cidade. Todavia, a base para tal reivindicação, universalmente aceita pelos governos estrangeiros, é, de fato, inexistente. Um político israelense adverte que essa apropriação fraudulenta da capital eterna dos judeus é meramente um prelúdio para os planos islâmicos para a Europa e para a América.

O ponto crucial da reivindicação de Jerusalém é a mesquita al Aqsa no monte do Templo. Frequentemente mencionada como o terceiro sítio mais sagrado do islamismo, ela é tida como o local de uma jornada noturna miraculosa que Maomé fez de Meca a Masjid al-Aqsa (“a mesquita mais distante”, em árabe), embora seja improvável que o lugar desse [suposto] milagre seja a al Aqsa em Jerusalém.

 Isto ocorre parcialmente porque “a mesquita mais distante” é entendida por estudiosos do Corão como uma metáfora, significando “entre o céu e a terra”, e não como um local específico. Mesmo como uma referência geográfica, Israel, mencionado no Corão (30.1) como “a terra mais próxima” (adna al-ard), é um candidato improvável.

 Na verdade, embora Jerusalém seja mencionada na Bíblia 669 vezes, e a palavra Sião, que é sinônimo de Jerusalém, seja mencionada 154 vezes, nenhuma dessas duas palavras aparece uma única vez no Corão.

 Outro defeito na teoria da correlação da mesquita com Maomé é que, na ocasião da viagem dele, não havia mesquitas em Israel e o início modesto da [construção da] al Aqsa não ocorreu até várias décadas depois da morte de Maomé (632 d.C.).

 Também é significativo que, a despeito de ser coberta por mosaicos e caligrafia árabe, não há na mesquita nenhuma referências à suposta jornada de Maomé ao sítio.

 Embora Maomé inicialmente tenha usurpado a prática judaica de orar voltado para Jerusalém — como ele fez com muitas outras práticas, raciocinando: “Temos mais direito sobre Moisés do que vocês” (Ibn Abbas, Número 222) –, mais tarde ele estabeleceu que a oração deveria ser feita voltada para Mecca (qibla). Esse foi um teste para medir o tamanho da população dos judeus de Medina, pois, por meio da direção para a qual eles se voltassem enquanto oravam, seriam claramente revelados os verdadeiros islamitas.

 De acordo com Maomé, um verdadeiro muçulmano vira as costas para Jerusalém enquanto está orando.

 Muitas vezes o Domo da Rocha é chamado, erroneamente,[1] de al Aqsa. A ignorância sobre o monte do Templo no islamismo é tão prevalecente que até mesmo vários sites islâmicos têm tentado educar seu público. JustIslam[2] observou que “muitas pessoas têm quadros em suas casas mostrando a mesquita errada! Ela é um dos três lugares mais sagrados”.

 Na verdade, o Domo da Rocha, construído pelo califa Abd al’Malik [em 691 d.C], depois da morte de Maomé [em 632 d.C.], foi escolhido precisamente porque era o local dos templos judeus, e não por causa de seu significado para o islamismo. Ele é anterior à mesquita al Aqsa e, embora mais tarde tenha sido incorporado ao complexo da mesquita, sua construção não teve nada a ver com a história de Maomé.

 O lugar foi escolhido com base no conselho de um judeu, Ka’ab al-Ahbâr, um rabino do Iêmen que se convertera ao islamismo e que levou os árabes ao local da antiga Pedra do Fundamento*, capacitando-os a erigirem o Domo da Rocha em cima da Pedra.

 O sítio foi bastante insignificante para os muçulmanos até que Israel conquistou o monte do Templo em 1967. Fotografias dos anos 1950 mostram um complexo negligenciado e avariado, com ervas daninhas crescendo entre as pedras e pouquíssimos visitantes.

 Atualmente, a Autoridade Palestina[3] exige que Jerusalém seja sua capital e, para ela, este é um ponto não negociável no processo de paz, a despeito de não haver precedentes de Jerusalém ser a capital de um país islâmico.

 Em 2001, Daniel Pipes,[4] presidente do Fórum do Oriente Médio, descreveu a história da ambivalência muçulmana com respeito a Jerusalém, apontando que, durante o Mandato Britânico, “o governo britânico reconheceu o interesse mínimo dos muçulmanos por Jerusalém durante a Primeira Guerra Mundial”.

 A Grã-Bretanha decidiu não incluir Jerusalém nos territórios a serem designados aos árabes porque, como disse o negociador chefe britânico, Henry McMahon: “Não havia lugar (…) suficientemente importante (…) ao sul de Damasco, ao qual os árabes atribuíam importância vital”.

 Pipes também relatou uma parte da história que ilustra a avaliação árabe de Jerusalém como de somenos importância. Em 1917, “Jamal Pasha, o comandante-em-chefe otomano, instruiu seus aliados austríacos a “explodirem e mandarem Jerusalém para o inferno” se os britânicos entrassem na cidade”, escreveu ele.

 Quando solicitamos a Pipes uma atualização sobre como esta teoria está funcionando atualmente, sua resposta foi amarga: “Um padrão de catorze séculos de duração sugere que, enquanto Israel controlar Jerusalém, os muçulmanos responderão focalizando a cidade e querendo dominá-la”. E ele teorizou: “A intifada das facas é a tática deste momento com este objetivo; depois que ela fracassar, deve-se esperar outra, e mais outra depois desta”.

 Moshe Feiglin, presidente do partido Zehut em Israel e vice-porta-voz anterior do Knesset, viu uma ameaça mais universal e sinistra na tentativa árabe de dominar Jerusalém. “Isto é parte da cultura islâmica e de seu conceito sobre uma entidade nacional, que é diferente do conceito ocidental ou do conceito dos judeus. Os muçulmanos creem que, se eles conquistarem Jerusalém, cultural e depois fisicamente, a cidade pertencerá ao islamismo, mesmo que não exista nenhuma conexão histórica ou religiosa com o islã”.

 Jerusalém está na agenda deles agora, mas em breve o islamismo irá em busca de outras cidades. Feiglin advertiu: “Assim como eles veem uma ligação com Jerusalém, eles já estão vendo uma ligação com Nova York e com cidades na França”.

 * Sobre a qual Abraão ia sacrificar Isaque e sobre a qual ficava o Santo dos Santos.


Notas:
1.    www.breakingisraelnews.com/62512/temple-mount-disappearing-before-our-eyes-jewish-world/
2.    www.justislam.co.uk/product.php?products_id=115
3. www.breakingisraelnews.com/60753/how-brazil-helped-palestinians-rewrite-history-steal-temple-mount-while-nobody-noticed-jerusalem/
4.   www.breakingisraelnews.com/62363/india-west-asia-relationship-can-swing-either-way-opinion/
   
Adam Eliyahu Berkowitz é um colunista do noticiário Breaking Israel News. Ele emigrou para Israel em 1991 e serviu nas Forças da Defesa de Israel como médico combatente.

Fonte: Mídia Sem Mascara. 
Publicado na revista Notícias de Israel 5/2016 – www.beth-shalom.com.br


8 de jul de 2016

Os Judeus, “O Povo do Livro Sagrado”; Deus Ainda Está Com Eles?



As pessoas que pregam a teologia da substituição ensinam que o Deus da Bíblia terminou sua relação especial com ele, o povo judeu. Nem tem o moderno Estado de Israel algum significado nos planos do Altíssimo para o julgamento final do Mundo. Nem Israel e o povo judeu estão no centro da segunda vinda de Seu Filho.

Dizem-nos que não devemos dar muita atenção a Israel. Nosso apoio a ele deve ser baseado no mesmo amor que nós compartilhamos a todas as nações. Vamos compartilhar nossa fé em Jesus com o povo judeu, assim como com qualquer outro povo na Terra. A cidade de Jerusalém terrena não tem qualquer importância para Deus, e pode ser dividida, sem implicações ao nosso relacionamento com Deus. Devemos sim concentrar-nos na Jerusalém celestial, que ainda é invisível, ainda não chegou até nós do céu.

É este um ensino bíblico e expressa a vontade de nosso Pai Celestial?

Definitivamente não!

O Deus da Bíblia está muito preocupado com Israel terreno. Ele disse que iria reunir o povo judeu de todas as nações que Ele mesmo espalhou, e trazê-los de volta para a terra que Ele prometeu a seus antepassados como pátria eterna.
“E vos tomarei dentre os gentios, e vos congregarei de todas as terras, e vos trarei para a vossa terra”. (Ezequiel 36:24)
Esta promessa foi cumprida em 1948 ano da fundação do moderno estado de Israel. O que quer que possamos pensar sobre isso, ele não tem qualquer impacto sobre o caráter de Deus. Ele pode ser confiável.
“E estabelecerei a minha aliança entre mim e ti e a tua descendência depois de ti em suas gerações, por aliança perpétua, para te ser a ti por Deus, e à tua descendência depois de ti. E te darei a ti e à tua descendência depois de ti, a terra de tuas peregrinações, toda a terra de Canaã em perpétua possessão e ser-lhes-ei o seu Deus”.  (Gênesis 17:7-8)
Que o estado de Israel sobreviveu 60 anos de hostilidade constante é por si próprio um imenso milagre, e uma prova perturbadora em nossos dias, que existe um Deus vivo de Israel lutando por eles.

O movimento sionista é confuso. Poucos deles compreendem que foi Deus que os reuniu, e vai continuar a reunir-los para casa para formar “a Israel”, para preparar o mundo para o momento mais incrível de sua história; o retorno do Messias! Em primeiro lugar, Ele virá nas nuvens do céu, e finalmente seus pés tocarão Jerusalém.

Como sabemos que o Messias virá para Jerusalém?
“E, estando com os olhos fitos no céu, enquanto ele subia, eis que junto deles se puseram dois homens vestidos de branco. Os quais lhes disseram: Homens galileus, por que estais olhando para o céu? Esse Jesus, que dentre vós foi recebido em cima no céu, há de vir assim como para o céu o vistes ir”. Atos 1: 10,11
Ele subiu ao céu a partir do Monte das Oliveiras, em Jerusalém.

Zacarias 14:4 explica esse retorno em detalhes:
“Nesse dia, seus pés tocarão o Monte das Oliveiras, a leste de Jerusalém, e o Monte das Oliveiras será dividido em dois, de leste a oeste, formando um grande vale, com metade da montanha em direção ao norte e a outra metade indo para o sul”.
Esse vale não existe, isso não aconteceu, ainda não. Seus “pés” tocarão o monte. Paulo explica que Ele virá e matará o maligno, que se instalará no Templo de Deus, afirmando ser Deus. Na Nova Jerusalém Celestial, não há registro de Cristo tocando um monte, nem formar um novo vale, nem o maligno tem um assento na Jerusalém Celestial! Mas não se esqueça. A Nova Jerusalém virá como prometida. Mas Jesus primeira visitará a Jerusalém terrena. Esta foi a cidade em que Ele morreu por nossos pecados, e para a mesma cidade Ele voltará para julgar todas as nações.

Em Lucas 13 Jesus explica que o povo judeu deverá se surpreender que Aquele que veio, é seu salvador, o Messias.
“Eis que a vossa casa se vos deixará deserta. E em verdade vos digo que não me vereis até que venha o tempo em que digais: Bendito aquele que vem em nome do Senhor”. Lucas 13:35
Eles deverão enfrentar sua própria incredulidade, e louvá-Lo. Em Lucas 14:04 Jesus profetizou que pouco antes de voltar, Jerusalém será cercada por exércitos. Todas as nações serão reunidas contra Israel, e o mundo será julgado por ter ido contra a Palavra de Deus, que nos ensinou a abençoar Israel e ajudá-la . O profeta Joel nos adverte para não dividir Zion, Israel, que ela é terra de Deus, e não tentar dispersar o povo judeu. Isso é exatamente o que a ONU e todas as nações estão a tentar forçar Israel a fazer em nossa geração.
“Congregarei todas as nações, e as farei descer ao vale de Jeosafá; e ali com elas entrarei em juízo, por causa do meu povo, e da minha herança, Israel, a quem elas espalharam entre as nações e repartiram a minha terra”. Joel 3:2
Israel não é inocente, e deve enfrentar julgamento por seus pecados e desobediência. Mas você não tem o direito de julgá-la, e ir contra ela. Se você escolheu Israel como seu inimigo, você também escolheu lutar contra o único Deus vivo e verdadeiro da Bíblia. Por favor, não faça isso.

Dê a sua vida para o Messias judeu chamado Jesus, O Cristo, e escolha ficar com Israel em todos os seus problemas. 
 

Fonte: