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26/07/2014

“Mensageiros palestinos”: Como Cristo e os cristãos são usados para promover a causa palestina

 

Julio Severo


No Natal passado, o presidente palestino Mahmoud Abbas disse que Jesus era um mensageiro “palestino.”
Muito embora Jesus nunca tivesse sido palestino ou defensor de uma causa palestina, Abbas e seus colegas muçulmanos querem usá-Lo para “ecumenicamente” unificar cristãos e muçulmanos para garantir sua causa.
Cristo nunca foi um mensageiro palestino, mas há muitos indivíduos e grupos cristãos se associando com uma mensagem palestina. Conscientemente ou não, eles têm sido usados como mensageiros palestinos.

CMI e Teologia da Libertação

A organização mais notória é o Conselho Mundial de Igrejas (CMI), que apoia a Teologia da Liberação, que “retrata Israel como o opressor colonial e os palestinos como as vítimas do imperialismo.” Seu encontro ecumênico no Brasil em 2006 “ecumenicamente” reuniu ativistas gays, palestinos e mães-de-santo.
Reunião ecumênica do CMI em 2006: mães-de-santo e ativistas gays juntos
O Rev. Walter Altmann, moderador do Comitê Central do CMI, é um exemplo do radicalismo do CMI. Ele disse: “Tenho um interesse especial em unir a teologia da Reforma à teologia da libertação.”
Rev. Walter Altmann no Conselho Mundial de Igrejas
Altmann, que é brasileiro, é ex-presidente da Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil, o maior sínodo luterano no Brasil (700.000 membros). Ainda que significativos, seus números empalidecem em comparação com outros grupos no universo evangélico brasileiro. De acordo com o “The New International Dictionary of Pentecostal and Charismatic Movements: Revised and Expanded Edition” (Novo Dicionário Internacional de Movimentos Pentecostais e Carismáticos, Zondervan 2010), pentecostais e neopentecostais somam mais de 45 milhões de membros no Brasil.
Reunião ecumênica do CMI em 2006: bandeiras da Palestina
A Igreja Luterana de Altmann é majoritariamente ecumênica, pró-Palestina, anti-Israel e esquerdista. Em 2006, seu seminário mais proeminente teve Luiz Mott, o pai do movimento homossexual brasileiro, como um dos principais preletores. Em total contraste, as igrejas pentecostais e neopentecostais do Brasil, firmemente pró-Israel e geralmente antiecumênicas, têm estado em risco de serem contaminadas pela influência teológica de denominações protestantes que promovem a Teologia da Libertação, conforme expõe meu e-book “Teologia da Libertação X Teologia da Prosperidade,” disponível gratuitamente aqui: http://bit.ly/11zFSqq
Luiz Mott na EST, a maior faculdade teológica da IECLB
Numa entrevista do CMI, Altmann comentou “o crescimento das igrejas pentecostais” e lamentou que “muitas dessas novas igrejas rejeitam o ecumenismo e fazem campanhas contra iniciativas ecumênicas.” O ecumenismo, que anda de mãos dadas com a causa palestina, tem sido apoiado pela Esquerda política e teológica. O CMI e seu ecumenismo têm dependido principalmente do dinheiro das decadentes denominações protestantes tradicionais esquerdistas da América do Norte e Europa Ocidental.
Altmann celebrou que a Teologia da Libertação fortemente influenciou o movimento ecumênico e o CMI durante as décadas de 1970 e 1980.
No Brasil, o pentecostalismo e o catolicismo romano ortodoxo são hostis à Teologia da Libertação, ao ecumenismo e à causa palestina. Em contraste, as velhas denominações protestantes grandes, como a Igreja Evangélica de Confissão Luterana, que era presidida pelo Rev. Altmann, abraçam a Teologia da Libertação, o ativismo palestino e envolvimentos políticos esquerdistas.
Quando o ditador cubano Fidel Castro aclamou Jesus como um “grande revolucionário social” para Altmann em 1999, o pastor luterano, que teve vários jantares com Castro, não viu problema. Por que, então, o CMI veria algum problema com Abbas dizendo que Jesus era um “mensageiro palestino”?
Sob o ecumenismo, é muito fácil aceitar Jesus como um “grande revolucionário social” ou “mensageiro palestino.”

Colégio Bíblico de Belém e “Christ at the CheckPoint”

Sob o ecumenismo, iniciativas entre cristãos e muçulmanos têm sido desenvolvidas pelo Conselho Mundial de Igrejas, o Vaticano e a Aliança Evangélica Mundial (AEM), conforme informa o boletim “WEA Theological News” (Notícias Teológicas da AEM), de outubro de 2012, volume 41, número 4. Algumas dessas iniciativas envolvem protestantes palestinos adeptos da Teologia da Libertação Palestina.
 
 
Sob o título “Promovendo a Verdade Bíblica Interligando Teólogos,” o “WEA Theological News” destaca o Colégio Bíblico de Belém e seu fundador e presidente, Bishara Awad, numa luz muito positiva, para propósitos de propaganda.
O Colégio Bíblico de Belém realiza as conferências “Christ at the CheckPoint” (Cristo no Posto de Controle), em parte para avançar as relações entre cristãos e muçulmanos. Muitos de seus palestrantes são proeminentes líderes protestantes esquerdistas e prelados palestinos adeptos da Teologia da Libertação Palestina.
Em seu artigo “Refutando o evangelismo anti-Israel,” Mark Tooley escreve:
“Em anos recentes, evangélicos anti-Israel têm realizado uma conferência chamada ‘Christ at the Checkpoint’ (Cristo no Posto de Controle) em Belém apresentando alguns proeminentes evangélicos dos EUA. A conferência do ano passado incluiu o evangelista Tony Campolo, conselheiro espiritual do presidente Bill Clinton, e Joel Hunter, pastor de uma mega-igreja na Flórida e conselheiro espiritual do presidente Barack Obama. A próxima conferência “Christ at the Checkpoint” apresentará Geoff Tunnicliffe, presidente da Aliança Evangélica Mundial. Haverá também um pastor de Dallas, dos batistas do Sul dos EUA, apesar de que sua denominação apoia fortemente Israel. Outro palestrante será Gary Burge da Faculdade Wheaton, um proeminente escritor que sempre critica Israel. Burge é professor numa das mais prestigiosas faculdades evangélicas dos EUA. O sentimento anti-Israel entre as elites evangélicas é mais forte nos meios acadêmicos e em organizações de assistência e missões.”
Bishara Awad, fundador do Colégio Bíblico de Belém
O escritor britânico Paul Wilkinson, que compareceu a essa conferência como observador, comentou:
“Esse movimento tem desenvolvido um ritmo surpreendente e assustador em anos recentes. Estive em Belém em março de 2012, numa conferência evangélica chamada Conferência ‘Christ at the Checkpoint.’ Mais de 700 evangélicos, todos os nomes que já mencionei, Gary Burge e Stephen Sizer estavam ali; estava também Joel Hunter, que é um dos conselheiros espirituais de Barack Obama; Tony Campolo, o presidente da Aliança Evangélica Mundial estava ali, o presidente do Movimento Lausanne estava ali, todos dando apoio aos palestinos, todos condenando a ocupação israelense.”
Outro líder da Aliança Evangélica Mundial envolvido na Conferência “Christ at the Checkpoint” é Thomas Schirrmacher, que foi palestrante nessa conferência em 2012. Schirrmacher rejeita a acusação de que “Christ at the Checkpoint” é anti-Israel. Em vez disso, ele argumenta, é sobre “reconciliação.”

Judeus messiânicos rejeitam “Christ at the Checkpoint”

A opinião dele está muito distante da opinião oficial de judeus conservadores. Líderes da Aliança de Judeus Messiânicos dos EUA, da União de Congregações de Judeus Messiânicos, da Aliança Internacional de Judeus Messiânicos e da Aliança Internacional de Congregações e Sinagogas Messiânicas, representando o principal movimento de judeus messiânicos, divulgaram uma declaração conjunta antes da conferência “Christ at the Checkpoint” de 2012. Eles declararam o seguinte: “A conferência afirma buscar paz e reconciliação, mas reflete interpretações bíblicas que negam a validade permanente das alianças de Deus com o povo judeu… Reconhecemos e estamos profundamente preocupados com a luta dos cristãos palestinos. Nossa objeção é a uma conferência que é explicitamente pró-Palestina e anti-Israel, a qual busca se promover como uma conferência sobre paz e reconciliação.”
A declaração deles também disse:
“As congregações mundiais de judeus messiânicos, assumindo o lugar de nossos antepassados Abraão, Isaque, Jacó e os profetas e apóstolos que escreveram as Escrituras, veem o moderno ressurgimento da teologia da substituição como um grave erro teológico, que tem incitado o antissemitismo em toda a história. Essa teologia precisa ser desmascarada e rejeitada pelos cristãos no mundo inteiro. Se não for contestada, essa teologia acabará trazendo como consequência o constante sofrimento e perseguição de nosso povo judeu, quer dentro ou fora de Israel. Qualquer iniciativa de paz e reconciliação entre judeus e gentios, mesmo dentro da comunidade que crê em Yeshua, precisa reconhecer que os dons e o chamado de Deus para nosso povo judeu são irrevogáveis e ainda em vigor hoje.”

Stephen Sizer: igrejas que apoiam Israel são “abominação”

Muito embora Schirrmacher escolhesse não dar atenção a esses judeus conservadores, havia outros sinais de perigo. O jornal Jerusalem Post noticiou: “Entre os palestrantes está o pastor britânico Rev. Stephen Sizer, que tem falado duramente contra Israel e teve um encontro com o xeique Nabil, comandante militar do [grupo terrorista anti-Israel] Hezbollah.” Sizer não está sozinho na defesa da causa da teologia da libertação palestina em todo o mundo muçulmano. Dois de seus amigos e colegas mais íntimos dentro do movimento ecumênico anti-Israel são Gary Burge e Donald Wagner, um dos quais foi também palestrante na Conferência “Christ at the CheckPoint.” Burge e Wagner são pastores ordenados dentro da Igreja Presbiteriana dos EUA (PCUSA), a maior denominação presbiteriana pró-aborto e pró-homossexualismo do mundo. Essa denominação tem pedido boicotes contra Israel e tem sido muito ativa no Diálogo Ecumênico entre Cristãos e Muçulmanos.
Yasser Arafat e Stephen Sizer
Em seu blog pessoal, Sizer assinou e publicou um documento intitulado “Declaração Conjunta de Líderes Cristãos sobre o Aniversário de 60 Anos de Israel.” A declaração denuncia a situação dos palestinos, então apela para um tipo de reconciliação:
“Vamos nos empenhar em palavra profética e ações práticas num acordo corajoso cujos detalhes honrarão o amor comum de ambos os povos pela terra, e protegerão os direitos individuais e coletivos dos judeus e palestinos na Terra Santa.”
A suprema e original Declaração sobre Israel, a Bíblia, não estabelece nenhuma norma para posse conjunta da Terra Santa por judeus e romanos, judeus e cananeus, judeus e palestinos, etc. Tal posse conjunta viola a única e original intenção do Criador de Israel. Pelo contrário, Suas promessas para Israel em toda a Bíblia, até mesmo no Novo Testamento, não têm nenhum espaço para um empreendimento conjunto entre judeus e muçulmanos árabes palestinos ou cristãos da Teologia da Libertação.
Mesmo assim, a Declaração de Sizer foi assinada por muitos calvinistas e outros protestantes tradicionais, inclusive Geoff Tunnicliffe, secretário-geral da Aliança Evangélica Mundial. Ainda que a Declaração e Sizer pareçam defender iniciativas de “reconciliação,” há outras motivações. O Projeto Rosh Pina disse, “Se você é um judeu messiânico ou cristão árabe israelense que apoia o governo de Israel, que é inerentemente sionista por sua própria história e natureza,” Sizer diz:
“Há certamente igrejas em Israel e na Palestina que ficam do lado da ocupação [israelense], que ficam do lado do sionismo. Uma de minhas obrigações é contestá-las teologicamente e mostrar que elas repudiaram Jesus, elas repudiaram a Bíblia, e elas são uma abominação.”
De acordo como o Projeto Rosh Pina, num debate via telefone em novembro de 2013 entre o especialista acadêmico Michael Brown, que é judeu messiânico e líder pentecostal nos EUA, e Stephen Sizer realizado pela Rádio Moody perguntando se o sionismo cristão é cristão, Brown aos 50:20 minutos desafia Sizer acerca da afirmação dele de que os seguidores judeus e árabes de Jesus que apoiam seu país, Israel, são uma abominação. Inicialmente Sizer negou na maior cara-de-pau que tivesse chegado a dizer isso. Brown apresentou a citação que o Projeto Rosh Pina revelou com exclusividade em 2011, Sizer reconheceu o que disse, mas acrescentou que estava “à vontade” com o fato de que essa era uma declaração verdadeira.
Será que Thomas Schirrmacher está “à vontade” com essa gangue de esquerdistas? Schirrmacher é um calvinista e diretor do Seminário Teológico Martin Bucer na Europa. Entretanto, só porque Burge e Wagner são também calvinistas, será que ele deveria fechar os olhos para estar com eles como palestrante numa evento palestino dominado por adeptos da Teologia da Libertação Palestina?

Walid Shoebat, palestino ex-membro da Irmandade Muçulmana

O cristão palestino Walid Shoebat, num artigo no WorldNetDaily intitulado “Evangélicos pró-Hamas!,” também denunciou “Christ at the CheckPoint,” cujo lema é “resistência à ocupação sionista israelense.” Ele denunciou especificamente o relacionamento dessa conferência com o Hamas. De acordo com a entidade International Christian Concern (ICC), “O Hamas, em associação com a Irmandade Muçulmana, está controlando a Faixa de Gaza pela força das armas, e está reprimindo energicamente os cristãos e restringindo sua liberdade de culto. Está também tentando forçá-los a abandonar o Cristianismo e convertê-los ao islamismo.” O ICC também explica que “há ataques constantes contra igrejas e cristãos na Faixa de Gaza porque o Hamas considera os cristãos como ‘infiéis.’”
 
De acordo com Shoebat, um ex-membro da Irmandade Muçulmana:
“O número dos cristão está diminuindo nas áreas controladas pelos palestinos. Belém era 80 por cento cristã e hoje é menos de 1 por cento. No entanto, culpam Israel, ainda que a diminuição não tenha afetado os muçulmanos, enquanto a população cristã em Israel não tem diminuído um único ponto de percentagem. A emigração cristã é consequência da perseguição realizada pelo Hamas islâmico e pela Autoridade Palestina que começaram seu programa de intimidação e apropriação de terras à força, inclusive centros cristãos que foram transformados em sede de terroristas e criminosos. Em Gaza, a única livraria cristã foi fechada e seu dono, Rami Ayyad, foi morto com um tiro na cabeça por um fanático do Hamas. A terra natal de Cristo, o Túmulo de José e o túmulo de Josué foram todos profanados por terroristas muçulmanos.”
Os cristãos e até os muçulmanos em Israel não estão imigrando para a “Palestina.” Mas, se lhes fosse oferecida a oportunidade, os cristãos (e até os muçulmanos) nas terras ocupadas pela Autoridade Palestina imigrariam para Israel.
Shoebat diz:
“Historica e biblicamente, nunca existiu uma civilização ou cultura palestina. Contudo, esse é o coração da doutrina do Colégio Bíblico de Belém. O palestinianismo, inclusive a versão torcida de Cristianismo que ele incorpora, foi planejado para erradicar a presença judaica e nada mais. Essa teologia apoia um solução de estado dividido para Israel e até apoia o reconhecimento da organização terrorista Hamas como ‘representante legítimo do povo palestino.’ O Hamas é um grupo terrorista que busca a destruição de Israel. De acordo com o governo dos Estados Unidos, o Hamas é considerado um grupo terrorista.”
Shoebat também explica o que os estudantes aprendem no Colégio Bíblico de Belém, fundado por Bishara Awad:
“Então, como é que os Awads veem o sionismo? Yousef Ijha, que recebeu seu diploma do Colégio Bíblico de Belém (Awad e Ijha podem ser vistos [aqui]), apresentou sua tese de doutorado intitulada Estudo sobre o Sionismo Cristão que foi aceita para sua graduação. Ele escreveu em sua tese: ‘Herzl estabeleceu o primeiro Congresso Sionista em 1897, e teve êxito em ajuntar os judeus do mundo ao redor de si, inclusive os judeus mais astutos, para empreender o plano mais perigoso da história do mundo, Os Protocolos dos Sábios de Sião, produzido a partir dos ensinos sagrados dos judeus.’ Tudo isso enquanto ignorando que Os Protocolos dos Sábios de Sião é um documento fraudulento.”
Não só fraudulento, mas provavelmente a principal ferramenta usada pela KGB para espalhar ódio anti-Israel em nações muçulmanas. De acordo com o jornal britânico Daily Mail:
“O livro dos Os Protocolos dos Sábios de Sião, afirma Pacepa, se tornou ‘a base para boa parte da filosofia antissemítica de Hitler.’ A KGB, escreve ele, disseminou ‘milhares de exemplares’ em países muçulmanos durante a década de 1970.”

“Christ at the CheckPoint” e sua propaganda contra o muro de Israel

Obviamente, sua disseminação não foi planejada para trazer “reconciliação” entre Israel e os palestinos. Então por que o Colégio Bíblico de Belém jamais repudiou isso? Aliás, por que o Colégio Bíblico de Belém retrata o Muro Israelense, até mesmo em sua propaganda de “Christ at the CheckPoint,” como um “muro de apartheid”?
 
Um relatório do Instituto Gatestone demole a propaganda falsa dizendo:
“Em 2005, uma jovem palestina chamada Wafa al-Biss sofreu queimaduras horríveis num incêndio doméstico, foi levada ao Hospital Soroka em Israel e tratada durante meses ali. Quando recebeu alta, ela teve permissão de retornar como paciente. Algum tempo depois, ela foi ao hospital vestindo um cinto cheio de explosivos com o objetivo de explodir tudo entre os médicos e enfermeiras que a tinham tratado, assim como muitas crianças que ela pudesse encontrar. Ela foi pega num posto de controle e presa. No começo deste ano, [sob pressão dos EUA] ela foi liberta como parte de um acordo de libertação de prisioneiros. Depois de algumas horas, ela já estava falando com crianças palestinas, incentivando-as a vestir explosivos e matar tantos judeus quanto fosse possível. E algumas pessoas ficam imaginando por que os israelenses precisam de uma barreira de segurança.”
O relatório do Instituto Gatestone também diz:
“É mentira dizer que Israel é um estado de apartheid e que o muro é um muro de apartheid. É uma barreira de segurança, exatamente como dezenas de outras no mundo inteiro, nenhuma das quais jamais foi chamada de ‘muro de apartheid.’”
Entretanto, o Colégio Bíblico de Belém e seu fundador, Bishara Awad, insistem em retratar os postos de controle israelenses, não os palestinos muçulmanos radicais, como o problema real.

Thomas Schirrmacher e confusão no Brasil

Se Thomas Schirrmacher acredita que a “reconciliação” é um componente principal das conferências “Christ at the CheckPoint,” e seus esforços para derrubar o muro de Israel, como é que ele conseguirá contestar as orientações liberais, marxistas e anti-Israel no movimento ecumênico? Como é que ele conseguirá ver sentimentos anti-Israel em Burge e Wagner, que eram seus camaradas e palestrantes em “Christ at the CheckPoint”?
Seu site pessoal tem uma página ecumênica exclusiva e tem também uma página dedicada a “Christ at the CheckPoint,” e Paul Wilkinson, em seu livreto “The Church at Christ’s CheckPoint” (A Igreja no Posto de Controle de Cristo), desmascara a agenda real por trás dessa conferência. Ele cita Schirrmacher dizendo:
“A AEM [Aliança Evangélica Mundial] está ‘disposta a tudo,’ inclusive cooperar com a Autoridade Palestina.”
Schirrmacher tem agenda marcada como palestrante principal no primeiro Congresso Internacional sobre Liberdades Civis Fundamentais no Brasil. O congresso será realizado em março pela ANAJURE. O que ele trará à ANAJURE? Mais de suas experiências ecumênicas? Essas experiências incluirão iniciativas de “reconciliação”?
A ANAJURE já tem problemas suficientes. Aliás, o teste mais importante para a ANAJURE, fundada em 2012, e seu interesse de defender as liberdades civis fundamentais foi quando o deputado federal Marco Feliciano, que é também pastor pentecostal oposto ao aborto e à agenda gay, foi brutalmente atacado pela poderosa Esquerda brasileira porque ele havia sido nomeado para presidir a Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados em março de 2013. Num comunicado à imprensa, o presidente da ANAJURE não o defendeu, mas questionou sua nomeação e motivações pessoais. Numa entrevista exclusiva, o Dep. Feliciano explicou que foi traído pela ANAJURE.
A ANAJURE já tem problemas suficientes. Seu evento com Schirrmacher vem sendo propagandeado pela Ultimato, uma velha revista da Teologia da Libertação protestante fundada por presbiterianos. Suas posturas sobre Israel são semelhantes às opiniões de Sizer, focando na “reconciliação.”
Como então as opiniões de “reconciliação” de Schirrmacher ajudariam a ANAJURE e o Brasil? Como suas experiências ecumênicas pró-palestinos-árabes-muçulmanos ajudariam a ANAJURE e o Brasil?
O Brasil já está cansado do sentimento pró-palestinos-árabes-muçulmanos e anti-Israel em seu governo socialista e muitos de seus líderes protestantes, inclusive Walter Altmann.
Espero que a participação de Schirrmacher num congresso da ANAJURE não mine a importante resistência pentecostal à abertura dos protestantes esquerdistas à Teologia da Libertação, inclusive sua versão árabe palestina, e ao sentimento anti-Israel, alegadamente no nome da “reconciliação.”
Schirrmacher tem estado envolvido em campanhas ecumênicas de alto nível entre cristãos e muçulmanos juntamente com o Vaticano e o Conselho Mundial de Igrejas. Aliás, ele tem sido um palestrante em eventos do CMI.
Sob a bandeira do ecumenismo, é muito fácil abraçar a teologia da substituição, que diz que Israel foi substituído pela Igreja e todas as promessas de Deus para os descendentes de Abraão, Isaque e Jacó são agora inválidas para Israel. Alguns teólogos de alta patente na ANAJURE apoiam essa posição. Esses teólogos são da Universidade Presbiteriana Mackenzie. Aliás, o principal patrocinador do evento da ANAJURE é o Mackenzie.
As grandes denominações protestantes e seus membros são as principais vítimas do ecumenismo e suas apostasias. Em 2008, a secretária de Estado dos EUA Condoleezza Rice, a famosa filha de um pastor presbiteriano americano, visitou o Brasil. Suas políticas palestino-israelenses eram guiadas por sua teologia da substituição calvinista. Ela veio ao Brasil para fortalecer as raízes das religiões afro-brasileiras, que são consideradas “feitiçaria” pela Bíblia.
Mãe-de-santo e Condoleezza Rice
Não há contradição para a calvinista Rice e outros protestantes liberais fortalecerem a bruxaria, o ativismo gay e a Palestina e, ao mesmo tempo, enfraquecerem Israel. O CMI é apenas um exemplo de tal apostasia.

O ecumenismo ajuda a causa palestina

O ecumenismo tem sido um estimulante para a causa palestina. A Igreja Luterana de Altmann e outras grandes denominações protestantes desempenharam um papel importante no “Fórum Social Mundial — Palestina Livre” em 2012. Esse evento, realizado no Brasil, foi o maior evento socialista pró-Palestina do mundo.
Adeptos da Teologia da Libertação Palestina e protestantes e católicos da Teologia da Libertação da América Latina se reuniram, em sua comum fé esquerdista, para defender sua comum causa palestina.
Em maio de 2013, Bishara Awad, o ativista palestino por trás de “Christ at the CheckPoint,” visitou o Brasil e algumas de suas igrejas. Ele foi o palestrante principal em Portas Abertas e numa grande conferência de pastores, sob a capa de “reconciliação.”
O governo socialista do Brasil vê as pretensões socialistas e palestinas como legítimas, inclusive qualquer referência a Jesus como um “grande revolucionário social” ou “mensageiro palestino.” O “Fórum Social Mundial — Palestina Livre” tinha a mesma visão. É claro que Awad e seus colegas no “Christ at the CheckPoint” estariam de pleno acordo também. Quanto a Schirrmacher, ele vê apenas “reconciliação” em tudo isso?
Com exceção de Altmann e seus camaradas protestantes (que se tornaram mensageiros socialistas e palestinos), os evangélicos brasileiros, que são majoritariamente pentecostais e neopentecostais, têm resistido às iniciativas ecumênicas de se alinharem à visão política socialista e a visão da Teologia da Libertação de Jesus como sendo um “grande revolucionário social” ou “mensageiro palestino.”
 
Sou grato a três artigos do Dr. Mark Tooley como fontes para meu artigo. Agradeço também a Paul Wilkinson, James Sundquist, Don Hank, Ingo Haake e a Walid Shoebat pela documentação que cada um deles me enviou.

22/07/2014

O que todo cristão precisa saber sobre Israel

Pouco antes de Jesus subir ao céu, depois de sua morte e ressurreição, seus apóstolos lhe trouxeram sua mais importante pergunta.
Então os que estavam reunidos lhe perguntaram: “Senhor, é neste tempo que vais restaurar o reino a Israel?” Ele lhes respondeu: “Não lhes compete saber os tempos ou as datas que o Pai estabeleceu pela sua própria autoridade”. (Atos 1:6-7 NVI)
Essa pergunta os estava inquietando há muito tempo. Afinal, eles eram judeus e sabiam que Deus tinha promessas especiais para Israel, inclusive para sua restauração política. E eles queriam saber o que aconteceria com Israel. Em sua resposta, Jesus se limitou a dizer que, no coração do Pai, Israel teria no futuro uma restauração, conforme o Pai estabeleceu com sua própria autoridade. Depois de dar essa resposta, Jesus fez com que seus discípulos focalizassem sua atenção para os tremendos recursos que Deus estava lhes dando para levar o Evangelho ao mundo inteiro. A igreja estava nascendo com poder e autoridade para dar um testemunho de impacto internacional.
Em seguida, Jesus disse: “Mas receberão poder quando o Espírito Santo descer sobre vocês, e serão minhas testemunhas em Jerusalém, em toda a Judeia e Samaria, e até os confins da terra.” (Atos 1:8 NVI)
A questão da restauração de Israel era assunto para o Pai resolver no futuro. Naquele momento, o que era importante era voltar a atenção para o nascimento da igreja — que não era uma instituição, mas um agrupamento de homens e mulheres escolhidos e salvos por Jesus, homens e mulheres seguidores apaixonados e comprometidos com Jesus.

Assim, Jesus os orientou a se envolver naquele momento exclusivamente com o nascimento de sua igreja, pois a restauração de Israel era responsabilidade do Pai. Na agenda do Pai, a igreja então estava marcada no presente para ser abençoada e Israel estava marcado para receber atenção, visitações e bênçãos especiais de restauração no futuro. Deus tinha planos especiais para a igreja no presente e ele tinha planos especiais para Israel no futuro. A igreja e Israel têm rumos e missões diferentes.

Israel como nação, poderia experimentar essa restauração durante o nascimento da igreja, ou até antes, mas sua dureza contra Deus adiou o projeto de Deus para eles. Aliás, por causa dessa dureza, eles foram, como nação, disciplinados de modo espantoso. Não muito depois do nascimento da igreja, os judeus foram expulsos de seu país, a terra de Israel. Eles permaneceram quase dois mil anos longe de sua terra. Esse castigo foi resultado de sua rejeição ao Messias, que havia vindo para salvá-los. Contudo, tal forte castigo também mostra os cuidados de Deus, pois ele disciplina os que estão dentro de seus projetos. “Pois o Senhor corrige quem ele ama e castiga quem ele aceita como filho.” (Hebreus 12:6 NVI)

Por causa de sua teimosia, os judeus viveram quase dois mil anos longe de sua terra — terra que Deus lhes deu em sua aliança eterna com Abraão, Isaque e Jacó. Mas tal teimosia não durará para sempre, pois com ou sem teimosia, Deus é fiel e cumprirá suas promessas a Abraão, Isaque e Jacó. O Apóstolo Paulo expõe um importante mistério divino acerca do futuro de Israel:

Meus irmãos, quero que vocês conheçam uma verdade secreta para que não pensem que são muito sábios. A verdade é esta: a teimosia do povo de Israel não durará para sempre, mas somente até que o número completo de não judeus venha para Deus. É assim que todo o povo de Israel será salvo. Como dizem as Escrituras Sagradas: “O Redentor virá de Sião e tirará toda a maldade dos descendentes de Jacó.” (Romanos 11:25-26 NTLH)
A palavra teimosia vem da palavra grega original porosis, que significa dureza, cegueira, insensibilidade. Tal insensibilidade quer dizer que os judeus estão vivendo como pedras, totalmente fechados, para o Messias. Essa cruel cegueira os faz recusar Jesus e os faz criticarem os evangélicos que apoiam a aliança eterna de Deus com Israel. Os judeus progressistas, esquerdistas e liberais nos EUA e em Israel — que abrangem uma grande parte da população judaica desses países — tentam minar e atacar todo apoio cristão a Israel com base em promessas bíblicas. Eles não aceitam essas promessas e só se dão bem com evangélicos esquerdistas ou liberais. O socialismo desses judeus veio de seus pais e avós europeus, que até introduziram em Israel práticas sociais que têm tudo a ver com o socialismo e nada a ver com a milenar tradição judaica: os kibutz e o aborto legalizado. O socialismo tem um enorme apelo entre a maioria dos judeus, que hoje estão fechados para Deus. Aliás, o próprio Karl Marx, fundador da ideologia comunista e socialista, era judeu.

Os judeus socialistas do mundo inteiro, assim como todos os socialistas do mundo inteiro, de maneira geral rejeitam os propósitos de Deus. O judeu socialista americano Tony Kushner declarou: “Eu queria que o Israel moderno não tivesse nascido”. Ele é autor de uma famosa peça teatral que faz propaganda homossexual. Ele também chama o estabelecimento do Estado de Israel “uma calamidade histórica, moral e política para o povo judeu”.



Apesar disso, até mesmo entre os evangélicos desses últimos tempos há esse tipo de dureza. Os evangélicos progressistas (socialistas), seguindo a teimosia dos judeus progressistas, zombam das promessas de Deus para Israel — ou acreditando que a igreja substituiu a nação de Israel ou não acreditando que o território inteiro de Israel pertence exclusivamente aos judeus:

“Nos últimos tempos aparecerão pessoas que ridicularizam a Deus. Elas seguirão seus próprios desejos ímpios. Essas são pessoas que causam divisões. Elas se preocupam com as coisas materiais, não com as coisas espirituais”. (Judas 1:18-19 GW)
Já os judeus conservadores e ortodoxos, que não são maioria na população judaica do mundo, aceitam as promessas bíblicas, se dão bem com os evangélicos conservadores somente na questão específica do apoio desses evangélicos a Israel, mas não aceitam a paixão dos evangélicos de levar o Evangelho aos judeus.

Apesar desse estado tão insensível dos judeus, Deus promete que a dureza e teimosia do povo de Israel não durará para sempre. Quando o número determinado por Deus de pessoas que não são judias vierem para Deus, aí o plano secreto de Deus se cumprirá e ações sobrenaturais de Deus conduzirão os judeus e sua nação Israel para perto de quem eles rejeitaram: o Messias. Deus promete que nos últimos dias os judeus se aproximarão do Senhor como nunca antes: “Depois, tornarão os filhos de Israel, e buscarão ao SENHOR, seu Deus, e a Davi, seu rei; e, nos últimos dias, tremendo, se aproximarão do SENHOR e da sua bondade.” (Oséias 3:5 RA)



A igreja nasceu com a graça de receber poder do Espírito Santo para levar o Evangelho ao mundo inteiro. E há também promessas bíblicas fortes de que no futuro, o derramamento do Espírito Santo e seu poder será maior. Com tal Espírito irresistível, é justo pensar que a igreja estará em condições de ajudar o projeto de Deus de vencer a dureza do povo judeu e também combater o ódio mundial contra os judeus. Israel foi instrumento usado por Deus para abençoar as nações com o Messias e sua Palavra poderosa. Jesus veio ao mundo como um judeu, nascendo de sua pátria Israel. Ele veio do meio dos judeus e continua judeu.

“Então apareceu no céu um grande e misterioso sinal. Era uma mulher. O seu vestido era o sol, debaixo dos seus pés estava à lua, e ela usava na cabeça uma coroa que tinha doze estrelas. A mulher estava grávida e gritava com dores de parto. E apareceu no céu outro sinal: era um enorme dragão vermelho com sete cabeças e dez chifres e com uma coroa em cada cabeça. Com a cauda ele arrastou do céu a terça parte das estrelas e as jogou sobre a terra. Depois parou diante da mulher grávida a fim de comer a criança logo que ela nascesse. Então a mulher deu à luz um filho, que governará todas as nações com uma barra de ferro. Mas a criança foi tirada e levada para perto de Deus e do seu trono. A mulher fugiu para o deserto, onde Deus havia preparado um lugar para ela. Ali ela será sustentada durante mil duzentos e sessenta dias.” (Apocalipse 12:1-6 NTLH)
A mulher simboliza Israel, nação alicerçada nos doze filhos de Jacó. A mulher trouxe Jesus ao mundo e depois “fugiu” para o deserto, isto é, saiu de sua terra, onde permaneceu quase dois mil anos.

 De Israel veio o Messias para o mundo, e Israel — sofrendo castigo divino por seus pecados — permaneceu longo tempo no deserto das nações, sem apoio, reconhecimento ou respeito.

O mundo estava perdido em sua hostilidade e dureza contra Deus, mas o Evangelho trouxe graça e transformação. Doze apóstolos judeus — sem mencionar o Apóstolo Paulo, que também era judeu — foram usados poderosamente para transformar o mundo inteiro. Agora, é a vez de a igreja deixar que Deus a use como instrumento para libertar o povo judeu de toda teimosia, rebelião e dureza contra Deus e suas imutáveis promessas a Abraão, Isaque e Jacó.

Deus já começou a cumprir suas promessas a Israel. Contrariando todas as expectativas humanas, ele trouxe a restauração nacional da nação de Israel em 1948, conforme Ezequiel 37, “ressuscitando” um povo que estava virtualmente morto e enterrado nos escombros da história, espalhado pelas nações, perseguido e odiado. Contudo, essa restauração não foi total, pois importantes partes do território de Israel e até de Jerusalém estão ocupadas pelos árabes chamados palestinos. Por enquanto, aguarda-se ainda que a restauração territorial se complete e, principalmente, que a restauração espiritual comece a acontecer.

As promessas que Deus deu a Israel — de total posse de sua terra, de salvação e de restauração espiritual e nacional — se cumprirão, no tempo determinado pelo Pai. Todos os que são filhos desse Pai cooperam com ele nesse propósito, orando para que a vontade de Deus prevaleça.

Portanto, os cristãos têm três prioridades em suas orações:

Orar para que o Reino de Deus venha e se manifeste neste mundo. Esse Reino não é a igreja nem Israel. Esse Reino é o Governo de Deus. (Veja Mateus 6:10)
Orar para que a igreja de Jesus Cristo na terra seja santificada pela verdade da Palavra de Deus e ande e viva como ele andou e viveu. (Veja João 17 e 1 João 2:6)
Orar não só pela paz de Jerusalém, mas também pela plena restauração espiritual, territorial e política de Israel. (Veja Salmo 122:6)
Quando estava falando exatamente de Israel e seu futuro e das promessas de Deus para os judeus, o Apóstolo Paulo declarou:
“Pois os dons e o chamado de Deus são irrevogáveis”. (Romanos 11:29 NVI)
“Porque Deus não muda de ideia a respeito de quem ele escolhe e abençoa.” (Romanos 11:29 NTLH)
Deus não mudou em nada sua aliança com Israel. Nessa aliança, o próprio Deus dá aos descendentes de Abraão, Isaque e Jacó o direito eterno e exclusivo à terra de Israel. A terra que Deus deu exclusivamente aos judeus será sempre deles. E o inimigo que detesta Deus e sua Palavra inflama o mundo com ódio contra os judeus, porque sobre eles estão às promessas eternas de Deus. Quer os judeus, em sua teimosia e dureza, aceitem ou não, quer o mundo e os “palestinos” aceitem ou não, as promessas de Deus para Israel se cumprirão. 

Portanto, as nações não deveriam desperdiçar suas oportunidades de serem úteis para Israel, pois essa nação está no coração de Deus. O próprio Deus diz para Israel:

“Porque a nação e o reino que te não servirem perecerão; sim, essas nações de todo serão assoladas.” (Isaías 60:12 RC)
Durante a 2 Guerra Mundial, a Alemanha nazista sofreu destruição total porque perseguia e aniquilava os judeus. O poderoso Império Britânico virou cinzas, porque a Inglaterra teve oportunidade de ajudar os judeus, mas preferiu impedi-los de fugir para a terra de Israel. Durante a guerra, nenhum país queria receber os judeus como refugiados, de modo que restou para os judeus somente a opção de voltar para a terra de seus ancestrais. No entanto, todo o território de Israel estava sob administração britânica, e os ingleses proibiram os judeus de escaparem para sua própria terra. Seis milhões de judeus foram cruelmente assassinados pelos nazistas porque não tinham nenhum lugar para onde ir.

É claro que durante a guerra muitos judeus sofreram também por seus próprios pecados, porque estavam longe de Deus e apegados à radical ideologia socialista. No entanto, nenhuma nação tem o direito de “castigar” o povo judeu, porque Deus é o único que pode lidar com eles e seus pecados, como sempre foi. Além disso, o que a Alemanha nazista fez não foi “castigar” os judeus, mas destruí-los, e o que a Inglaterra fez não foi “castigá-los”, mas impedir que eles fugissem para o único lugar em que milhões de judeus poderiam ter escapado da destruição se não fosse pela dureza das autoridades inglesas. Mas o preço foi alto: o Império Britânico desapareceu da face da terra.


 A 2ª Guerra Mundial terminou há décadas, porém o ódio aos judeus não pereceu naquele conflito. Israel, como nunca antes, precisa do apoio e ajuda das nações. E há bênçãos de Deus para quem abençoa Israel. E se há maldição para os opositores, o que então acontecerá com a vasta maioria das nações que demonstra ódio contra os judeus e seu direito exclusivo à sua terra? Talvez nada esteja inflamando tanto esse ódio quanto o islamismo e o socialismo. Os sentimentos dos muçulmanos para com Israel são mais que conhecidos, porém de um modo aparentemente mais suave os socialistas do mundo inteiro — inclusive judeus socialistas em Israel, nos EUA e na Europa — não acreditam, não aceitam e nem levam a sério a aliança de Deus com Abraão, Isaque e Jacó.

Não precisamos nos preocupar com os “erros” e pecados de Israel. Deus sempre soube cuidar deles, até para castigá-los. Não foi por castigo que os judeus permaneceram quase dois mil anos fora de sua terra? E durante esse período, os árabes invadiram aquela terra e hoje a reivindicam para eles e para a causa muçulmana. Esses árabes ganharam o título de “palestinos”. Palestino designa o habitante da Palestina, nome que os romanos vingativamente deram à terra de Israel, depois de expulsarem todos os judeus, quase dois mil anos atrás. Palestina, conforme queriam os romanos, significa terra dos filisteus, os piores inimigos de Israel.

A única solução para a causa dos “palestinos” — que o próprio príncipe das trevas tem usado para espalhar ódio contra os judeus no mundo inteiro — é os palestinos e o mundo aceitarem a aliança imutável de Deus com Israel.

A maior bênção para os cristãos do mundo inteiro não é só que Deus os abençoará em seus esforços para vencer pela oração a dureza e a rebelião de Israel, mas também que cedo ou tarde os judeus e sua nação Israel se aproximarão de Deus. Todos os demônios do inferno e todos os exércitos do mundo que se unirem contra Israel fracassarão, pois forte é o Senhor que tem uma aliança eterna com Abraão, Isaque e Jacó.

A Palavra de Deus profetiza que grandes nações identificadas como Gogue e Magogue ajuntarão todos os outros países contra Israel. O ódio que realizará esse propósito satânico já está sendo semeado na Europa, América Latina, Brasil e outras nações, preparando-as para a batalha final contra Israel nos últimos tempos.

“[Satanás] sairá para enganar os povos de todas as nações do mundo, isto é, Gogue e Magogue. Satanás os juntará para a batalha, e eles serão tantos como os grãos de areia da praia do mar. Eles se espalharam pelo mundo e cercaram o acampamento do povo de Deus e a cidade que ele ama, mas um fogo desceu do céu e os destruiu.” (Apocalipse 20:8-9 NTLH)
Você avançará contra Israel, o meu povo, como uma nuvem que cobre a terra. Nos dias vindouros, ó Gogue, trarei você contra a minha terra, para que as nações me conheçam quando eu me mostrar santo por meio de você diante dos olhos delas. “Assim diz o Soberano, o SENHOR: Acaso você não é aquele de quem falei em dias passados por meio dos meus servos, os profetas de Israel? Naquela época eles profetizaram durante anos que eu traria você contra Israel. É isto que acontecerá naquele dia: Quando Gogue atacar Israel, será despertado o meu furor. Palavra do Soberano, o SENHOR”. (Ezequiel 38:16-18 NVI)
“O SENHOR Deus diz: — Naquele tempo, farei com que o povo de Jerusalém e de Judá prospere de novo. Então ajuntarei os povos de todos os países e os levarei para o vale de Josafá e ali os julgarei. Eu farei isso por causa das maldades que praticaram contra o povo de Israel, o meu povo escolhido: espalharam os israelitas por vários países e dividiram entre si o meu país”. Multidões e mais multidões enchem o vale da Decisão; está perto o Dia do SENHOR, no vale da Decisão. O sol e a lua ficam escuros, e as estrelas deixam de brilhar. Do monte Sião, o SENHOR fala alto, a sua voz parece o trovão. De Jerusalém, ouve-se o estrondo da voz de Deus, e os céus e a terra tremem! Mas ele defende e protege o povo de Israel. Deus diz ao seu povo: “Assim vocês vão ficar sabendo que eu sou o SENHOR, o Deus de vocês. Eu moro em Sião, o meu monte santo. Jerusalém será uma cidade santa, e os estrangeiros nunca mais a conquistarão.” (Joel 3:1-2, 14-17NTLH)
O cristão que ama a Palavra de Deus sabe o que acontecerá com Israel e seus inimigos, pois Deus já nos revelou tudo em sua Palavra. Então, que todos os que são igreja verdadeira do Senhor Jesus Cristo orem para que o Reino de Deus venha sobre Israel, trazendo abertura de corações. Orem também para que o Reino de Deus venha sobre as nações, livrando muitos do ódio irracional contra a aliança de Deus com os descendentes de Abraão, Isaque e Jacó. E orem também para que o Reino de Deus venha sobre as igrejas cristãs, despertando muitos para seguirem exclusivamente a vontade do Pai nesses últimos dias. O Reino de Deus é o Governo de Deus. Que todos então declaremos profeticamente: “Venha, Governo de Deus, sobre Israel, estabelecendo sobre essa nação tudo o que o Pai já determinou para estes últimos dias! Venha Governo de Deus, sobre as nações, dissipando seu ódio contra Israel e estabelecendo a vontade do Rei Jesus! Venha Governo de Deus, sobre as igrejas cristãs do mundo inteiro, tornando-as praticantes da vontade do Pai com relação a Israel”.



FONTE:
© Júlio Severo. www.juliosevero.com
VIA:
http://mariavaldapnascimento.blogspot.com.br/2014/07/o-que-todo-cristao-precisa-saber-sobre.html